Fevereiro 15, 2020

Por que mudar os sotaques catarinenses?

Por que mudar os sotaques catarinenses?
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Quem é do meio jornalístico respeita os desejos das comunidades. Há várias importantes cidades regionais – Blumenau, Joinville, Chapecó, Criciúma, Lages – onde hábitos e costumes são totalmente diferentes.

O linguajar também.

Nos últimos meses, entretanto, nota-se uma tentativa de impor o sotaque de parte da capital para todo o Estado. São frases e maneirismos repetidos na TV, como se fosse natural ouvi-los em outras cidades.

Não se trata de um movimento organizado, claro, mas tem duas origens: o pessoal que vem de outros estados para a mídia e não conhece essas peculiaridades; e também um certo saudosismo.

Exagerado, como tudo que não é natural. 

  

Carnaval 1

Jornalista Tata Fronholz está feliz com o momento profissional. Acaba de estrear coluna sobre carnaval no Notícias do Dia.

 

Carnaval 2

O Grupo ND, em acordo com a Liga das Escolas de Samba, investe forte no desfile da Nego Quirido, em Florianópolis. A cobertura é diária, intensa e envolve a comunidade do samba.

Já NSC, aposta no carnaval de rua. Criou vinheta e música especial para mostrar os blocos.

Uma está fazendo de conta que a festa mostrada pela outra não existe.

 

Herói 1

A censura na China não é coisa de amador. Quem usa a internet lá ou leva um chip internacional para ter certa liberdade ou cai no sistema de controle estatal. Nada é segredo.

O médico - Li Wenliang - que morreu devido ao coronavirus, foi uma das últimas vítimas conhecidas. Pagou com a vida. Foi o primeiro a identificar a doença, mas ao dividir a informação via WhatApp com outros médicos, foi "censurado" pelo governo. Acusado de espalhar fake News. Acabou em uma cama de hospital.

Um herói do século XXI.

 

Herói 2

Saudações, Coringa!!

 

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A contrário do que nos foi informado semana passada aqui, a licitação das agências das contas do governo ainda vai demorar para ter resultado. São 2125 propostas, disse o secretário de Comunicação, Ricardo Dias e leva um tempo.

 

Tempo

Volta, Jaqueline!

 

Netlix

Não tem para Ivete, Anitta, Sabrina Sato, Gracyane ou outra marombada.  O carnaval será Unidos da Netflix.

 

Criacionismo

Deu na tv.

No final da reportagem, a apresentadora diz "amém" e depois da previsão de tempo bom, dá "graças a Deus".

 

Oscar 2020

Confuso, muitas falas em cima e assuntos paralelos. Não faltaram críticas a transmissão do Oscar. A Globo apostou no futebol sob 23 e caiu fora. Deixou para os clientes da internet e um resumo na TV aberta.

O canal E investiu no tapete vermelho e, por sua vez, deixou para o TNT fazer quase tudo ao vivo. De vez em quando aparecia justamente uma pessoa vendendo a operadora Vivo em plena festa e com comentários paralelos. Não precisava tudo aquilo.  

De qualquer maneira, no TNT foi onde melhor fez para seduzir a cerimônia, com tradução simultânea.

Coube a Steve Martin e Chris Rock abrirem o evento com excelentes piadas, gozando da própria falta de apresentadora do evento, de artistas e do dono da Amazon, milionário presente, recém divorciado. "Ele é tão rico que se divorcia e continua rico", disseram. 

Uma das surpresas não anunciada da noite foi Eminem, gordo e barbudo, cantando um de seus sucessos, acompanhado pelo auditório. Também gordo e com dificuldades para caminhar, Elton John brilhou. 

Era uma noite de Joaquim Phenix e Renée Zellweger, mas quem brilhou mais foi o sul coreano Parasita, o mais premiado.

Quanto ao documentário brasileiro, não foi desta vez que uma produção chapa branca foi premiada ali. Os organizadores não são tão desligados da equidade assim não!

 

(*)Fotosdivulgação/reprodução

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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