Dezembro 04, 2019

Presidentes: todos decorativos, alguns também corruptos

Presidentes: todos decorativos, alguns também corruptos

A economia do Brasil é uma das maiores do mundo. Fruto do trabalho de uma boa porção dos brasileiros. O resultado, entretanto, é uma das maiores desigualdades sócio-econômicas do mundo. Meia dúzia super-ricos, porção média de classe média com rendas razoáveis, e enorme massa de pobreza e miséria total. Falta de distributivismo. Fruto de atividades econômicas espontâneas, livres, liberais, mesmo sob governos de esquerda.

O principal papel do Presidente seria conseguir distribuição democrática de rendas, com base em competências para o trabalho produtivo e o empreendedorismo em todos os brasileiros. Com omissão do cumprimento dessa tarefa distributiva, todos os Presidentes brasileiros, até aqui, de direita ou de esquerda, tornaram-se meramente decorativos. E um bom número deles caiu na corrupção. Aliando-se aos grandes empreendedores, e apoiando-os com enormes quantidades de dinheiro público, em troca de fabulosas propinas. Caso emblemático disso, dentro e fora do país, a Odebrecht, que manipulou com propinas tanto políticos, e Presidentes, da esquerda quanto da direita.

Para sair dessa economia espontânea modeladora da grande desigualdade que impera no Brasil, com ajuda da corrupção política, a solução é uma revolução radical da educação, para tornar eficientes no trabalho, na produtividade, no empreendedorismo, todos os brasileiros. Democratização, socialização, da competência produtiva e empreendedora.

A educação tem que ser dividida ao meio diariamente, do nascimento à morte dos indivíduos, com ajuda da revolução comunicacional-informacional. Metade do tempo diário a educação assume a responsabilidade pelo sucesso das carreiras concretas de vida e trabalho dos indivíduos. E metade do tempo ela injeta, de forma adequada aos interesses dessas carreiras, as matérias básicas - matemática, línguas, ciências, etc. – que constituem a educação puramente acadêmica que está aí, fracassando completamente. Precisamos dessa educação integral, envolvendo o aperfeiçoamento da vida e do trabalho concretos dos indivíduos.

Para termos um Presidente que não seja meramente decorativo – e quase sempre corrupto também – ele tem que assumir a responsabilidade, a tarefa concreta, de consertar a monstruosa desigualdade sócio-econômica brasileira. Saindo desse caos anti-distributivo de nossa grande economia espontânea, livre, liberal, mas totalmente anti-distributiva, não democrática. Só um Presidente que conseguisse construir essa economia geral democrática, a do distributivismo, via educação revolucionada, modernizada, deixaria de ser um Presidente meramente decorativo. E quase sempre corrupto também. Esse distributivismo não vai se organizar espontaneamente. Sem a revolução educacional radical indicada acima. Educação integral de verdade, pedida pelos tempos modernos, pela ciência, pelas tecnologias e pela revolução comunicacional-informacional que está aí. As grandes economias emergentes do mundo, que já entenderam isso, e estão buscando esse caminho, estão deixando o Brasil para trás como economia emergente. Especialmente na Asia. China, Coréia do Sul, Cingapura.                              

Precisamos urgentemente de um Presidente que não seja meramente decorativo.  E muito menos corrupto. Que encaminhe o distributivismo, via educação revolucionada.      

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.

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Redação Making Of

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