Setembro 25, 2019

Público reclama de palavrões no vôlei da Globo

Público reclama de palavrões no vôlei da Globo

O jogo de ontem, 24, em que a seleção feminina de vôlei ganhou do Japão por 3 x 0 teve um momento bastante estranho em pedido de tempo no segundo set. Irritado com um erro da jogadora Macris, o treinador José Roberto Guimarães desandou uma série de palavrões captados pela transmissão internacional.

Os assinantes do canal SporTV, que transmitia ao vivo, começaram a enviar mensagens sobre o comportamento do treinador. O narrador Sérgio Maurício resolveu não só registrá-las, como a defender a ideia de que aquele era um procedimento normal. Até chamou o comentarista e ex-jogador Tande para corroborar a tese de atitude usual, e que a jogadora Macris até agradeceria ao técnico depois do jogo pela chamada.

Tudo foi desagradável. Os palavrões de Zé Roberto captados claramente no microfone da quadra e as explicações do pessoal da SporTV, que, pelo visto, não entende que este tipo de ação pode ser caracterizada de bullying.

 

Cadê o Bonner?

O editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional está há quase três semanas fora do ar. Só hoje surgiu um registro de onde ele está: Nova York. Quem esclareceu o mistério foi o apresentador do Fantástico, Tadeu Schmitt, que postou uma foto dele, com Bonner e Renata LoPrete, a caminho do Prêmio Emmy.

Bonner tem muita responsabilidade ao fechar o JN, mas tem aproveitado bem as possibilidades de descanso: depois de duas semanas de férias (pela segunda vez no ano) dá esticada nos Estados Unidos.

Só que desta vez, pelo visto, houve redução de custo no deslocamento para o prêmio intitulado pela Globo de "Oscar da Televisão": um simples metrô em vez de limusine.

 

Bolsonaro em ação

O discurso de Jair Bolsonaro na ONU causou um impacto maior do que o esperado, seja para os que aplaudiram e aqueles que consideraram o texto agressivo demais. Era esperado que fosse conciliador, mas só acrescentou mais nuances a sua postura ultradireitista.  

O certo é que o presidente abriu para o mundo algumas de suas crenças mais insistentes, como a que rotula a imprensa como sensacionalista e grande parte comprometida com causas contrárias as ideias dele.

A maior parte da imprensa ocidental criticou o radicalismo do texto lido com certa dificuldade no teleprompter (veja aqui). No Brasil, o mesmo aconteceu com a grande mídia. A edição mais sintomática foi do Jornal Nacional, que só colocou opiniões desfavoráveis ao pronunciamento.

Na Folha, Josias de Souza escreveu: “Incapaz de elevar a própria estatura, Bolsonaro apequenou a tribuna. Discursou na ONU como se pronunciasse uma das falas que transmite semanalmente aos súditos que o acompanham nas redes sociais —a mesma agressividade, as mesmas obsessões, os mesmos hipotéticos inimigos, o mesmo velho culto à ditadura militar.”

Esse atrito vem desde os momentos anteriores à eleição e só cresce. Não há sinais de entendimento à vista e só acabará no final de governo ou se ele se tonar um sucesso irrefutável.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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