Setembro 10, 2020

Qual é a verdade sobre o impeachment?

Qual é a verdade sobre o impeachment?

Você acha que o governador do Estado deve deixar o posto aos dois anos de mandado? Ele ou a vice, ou os dois? E o secretário de Administração junto?

Se já tem opinião, avaliou sobre qual aspecto? Respiradores, aumento dos procuradores, os dois ou algum outro argumento citado nos vários pedidos que tramitam na Assembleia?

É preciso conhecimento jurídico – e não pode ser pouco -  para entender todas as propostas e, mais do que isso, as consequências de qualquer decisão favorável ou contra. Talvez, também, amplo conhecimento dos bastidores da política.

Dá para buscar ajuda entre os comentaristas de opinião. O cardápio é grande. Para argumentos fortemente favoráveis ao impeachment, tem que ligar em uma determinada emissora. Contra, em outra. Nem uma nem outra posição, dependendo do momento, pode-se encontrar na terceira ou em um quarto canal de análises mais realistas.

Você não sabe quais são elas? Então, recomenda-se prestar mais atenção no que estão falando.

 

O verbo e a pandemia

Suspender e interromper foram os verbos usados em todo mundo a respeito na decisão que envolveu a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford. A sensação de frustração foi enorme, como se fosse um passo atrás na esperança de cura.

Demorou quase todo o dia de ontem para que as explicações corretas fossem tornadas públicas; a medida é preventiva e não significa fracasso. Trata-se de algo usual quando uma pessoa testada tem reações na saúde, que até podem não ter sido causadas pela vacina.

A maneira de divulgar das autoridades e as primeiras notícias foram perturbadoras. Os ingleses não foram claros, nem as interpretações iniciais dos jornalistas. Nesta corrida maluca por uma solução contra o coronavírus precisamos de certezas e de mais fatos positivos do que percalços.     

 

 

Reportagem?

A reportagem esportiva em TV já foi muito mais qualificada em Santa Catarina. Faltam novos talentos. Nunca o time foi tão desestimulante, mesmo entre aqueles que tentam imitar o Tadeu Schmidt.

 

Voz

Uma das vozes mais bonitas do rádio foi para a TV. Roberto Nonato deixou um vácuo na CBN nacional, onde era peça chave de vários programas.

 

Bob

Quase 50 anos depois de iniciar a reportagem investigativa que derrubou Richard Nixon, o jornalista Bob Woodward volta a sacudir a cena americana. São dele as revelações que Donald Trump escondeu a gravidade sobre a Covid-19.

Bob escreveu o livro que depois virou filme "Todos os homens do presidente", junto com o colega Carl Bernstein. Aos 77 anos, ele ainda trabalha no Washington Post e é a prova que, não corrompidos, jornalistas tem longa vida profissional.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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