Março 05, 2020

Representatividade feminina na publicidade

Representatividade feminina na publicidade

No dia 08 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher em comemoração à conquista do voto feminino, um dos feitos mais importantes para esse público. Desde então, muitos outros direitos foram adquiridos, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as mulheres alcancem um patamar de igualdade com os homens. Um deles é em relação a publicidade, afinal, quando vemos um comercial o ideal é gerar uma identificação para compramos determinado produto, certo?

Porém, apesar de termos evoluído bastante, as mulheres ainda são representadas de maneira estereotipada, dificultando assim o reconhecimento da parcela feminina da população. Uma pesquisa lançada pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, apontou que 76% das mulheres acreditam que não estão sendo retratadas de forma adequada na publicidade.

Esse dado é realmente preocupante, pois estamos em 2020 e muitas empresas ainda retratam a mulher como objeto, a mulher perfeita - que trabalha fora e dentro de casa, cuida dos filhos e do marido e ainda está sempre linda. Ou seja, um ideal quase que inalcançável. Isso, além de resultar na busca de um patamar que não existe e não gerar identificação, também não proporciona aquele encantamento das pessoas com mas marcas, que é tão importante para os consumidores.

Prova disto, é uma pesquisa realizada pelo Facebook, que apontou que 79% das mulheres associam positivamente marcas que promovem anúncios que incitam a igualdade de gênero. Vale destacar que, diferente de antigamente, quando as mulheres não tinham o direito trabalhar e serem as provedoras do lar, hoje elas conquistaram muitos espaços e são tomadoras de decisão, sendo assim, precisam ser incluídas e se sentirem representadas.

Para mudar esse quadro é preciso que as mulheres se insiram cada vez mais no mercado de comunicação, para que elas falem aquilo que é importante e que retrata o dia a dia de uma mulher real. Só assim será possível criar reconhecimento genuíno nas campanhas publicitárias.

Para concluir, acredito que seja preciso dar alguns passos para trás para entender onde aconteceram os erros. Dessa forma, será muito mais fácil revertê-los de maneira efetiva no futuro e ter campanhas mais igualitárias que retratem a nova realidade do mundo.

*Celso Vergeiro é CEO da Adstream.

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Redação Making Of

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