Outubro 26, 2019

Revista DC: quem vai levar?

Revista DC: quem vai levar?

Um dia depois de exintinguir as edições impressas de quatro jornais, dizendo que o futuro do jornalismo é online, a NSC lançou este sábado, 26, uma revista semanal impressa de 48 páginas.


Qual será o objetivo real desse empreedimento? Segurar ou conquistar leitores dos impressos? Buscar receita comercial de anúncios que não terão mais espaço no grupo ? Neste número tem 20 páginas comercializadas. São suficientes para fechar a conta na nova forma de impressão, em papel mais caro e em gráfica terceirizada?


No texto que abre a edição, o título já diz o que o Grupo pensa da sua criação: "O prazer da boa leitura". Fala também em "revista sofisticada", e outros adjetivos como "projeto gráfico leve e moderno". Também se posiciona pela ética e liberdade de expressão
Resta saber agora a opiniao de quem bancou o preço de 9,90 ( ou seja, 10 reais menos 10 centavos) ou quem vai ter curiosidade de ver a edição número 2. Quem vai levar?


Nessa primeira, os leitores teriam que ser motivados por uma matéria de capa com Gustavo Kuerten e suas paixões, três matérias do New York Times, uma reportagem especial sobre importunação sexual, outros textos menores com estilo diferenciados, como uma página sobre Fernanda Montenegro e... os colunistas. Todos aqueles que ocupavam os jornais diários estão ali, preservados, de fato são os grandes diferenciais da NSC.


Infelizmente, para uma revista que sugere ter sido bem trabalhada, justamente na matéria especial própria sobre importunação sexual, um erro primário : no mapa, Itajaí está situada na região serra. Pode ter sido o erro de um estagiário ou de alguém que ainda não conhece o Estado, mas certamente é de todos que leram a revista antes  de ir às bancas.


Uma última ressalva, quanto ao logo, que mistura NSC e DC, despojado, sem força diante dos demais elementos da capa. Isso na verdade, levando em consideração que o comprador se motive pelo editor, por quem colocou nas bancas o produto, sem dúvida uma ousadia, em tempos em que revistas de grande significado como Veja estão em decadência.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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