Setembro 17, 2020

SBT deu um passo adiante na Libertadores

SBT deu um passo adiante na Libertadores

O primeiro jogo da Libertadores, transmitido pelo SBT – derrota do Grêmio, ontem à noite no Chile – foi pela cartilha correta durante a bola rodando. Não deixou nada a dever a Globo, já que o sinal é gerado pela própria Conmebol.

O narrador Luiz Alano, nascido em Tubarão e com treinamento para TV iniciado em seu período de profissional na CBN Diário, foi enxuto e fiel ao estilo dos narradores de sucesso, foco na bola e na jogada. O ex-zagueiro Mauro Galvão não decepcionou nos comentários. Resumindo: bola dentro do SBT.

Dois pontos a mais para destacar: só havia dois patrocinadores para a transmissão, certamente porque a emissora não teve tempo adequado para comercialização. Se continuar assim, a Libertadores vai ser um enorme prejuízo. A observar então a próxima partida.

Outro fato desnecessário: colocar na boca de Téo José, o narrador titular, que participou de alguns momentos ontem, a enaltecer a atitude do governo federal de modificar o critério dos direitos pelo mando de campo. Mesmo que tenha posição favorável, a emissora de Silvio Santos não precisa misturar o lado chapa branca com futebol.

 

Cartola

A TV Globo está imponto à sua audiência o jogo fantasia Cartola FC. Tudo bem em divulgar nos espaços comerciais, mas há merchandising em programas, textos de futebol, na TV fechada e aberta – incluindo o Fantástico. É uma avalanche para vender a cartela de 49,90 reais.

Imaginando que 2 milhões de pessoas comprem, será uma receita de quase cem milhões de reais. Trata-se então de um negócio.

O exagero está na divulgação inadequada, de surpresa, em espaços que o telespectador menos espera.

 

WhatsApp

Sem WhatsApp hoje em dia nenhuma emissora de rádio funciona no Brasil. Na era pré-internet, chama-se “gilette press”. Os locutores e editores recatavam notícias dos jornais e iam lendo durante o dia, com raras exceções.

Hoje em dia estão lendo direto dos notebooks ou celulares, sem creditar as fontes. E virou mania mandar abraço para quem manda via aplicativo.

E tem outra: os apresentadores pedem que os ouvintes mandem mensagens e depois se desculpam porque não conseguem registrar todas. Óbvio, não é? Mais gente fica sem registro - e descontente – do que é possível registrar no ar.

 

Dizem...

Que a sessão da admissibilidade do impeachment marcada para esta tarde vai separar definitivamente os verdadeiros jornalista dos picaretas. Será verdade?

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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