Julho 08, 2017

Seriedade e solidariedade no exercício da medicina

Saiba mais sobre a trajetória de Raidel Deucher, cirurgião plástico dedicado a uma bela causa social, em parceria com a Confraria Feminina do Champanhe de Florianópolis

 

Nascido em Florianópolis e criado em Blumenau, Raidel Deucher cursou medicina na UFSC. A residência em cirurgia geral foi no Hospital Celso Ramos, com posterior formação em cirurgia plástica no Hospital do Servidor Municipal da capital paulista. Um curso que foi pioneiro e é tido como uma das tradicionais residências na área do país.

Desde 2014, o médico é parceiro da Confraria Feminina do Champanhe de Florianópolis (CFCF), num belo projeto de Reconstrução de Mamas em Mulheres Mastectomizadas, que já atendeu cerca de 30 pacientes, num legítimo trabalho de apoio à saúde e preservação da autoestima. Nessa semana, inclusive, a primeira-dama de Santa Catarina, Maria Angélica Colombo, foi parceira da CFCF num jantar técnico beneficente, na Casa d'Agronômica, com renda revertida para o projeto. Recentemente, Raidel também teve seu trabalho reconhecido na Jornada Sul-Brasileira de Cirurgia Plástica. Confira um pouco mais do que esse nome catarinense da medicina tem a contar.


 

Fale sobre o seu envolvimento com o projeto da CFCF. Como isso tudo aconteceu?

Em 2013, a Confraria me procurou com a ideia de uma ação solidária dedicada a mulheres. Desde o tempo da faculdade, quando comecei a estudar e me dedicar à cirurgia reparadora, tinha intenção de realizar uma contrapartida à sociedade. No meu trabalho de conclusão de curso de medicina, em 2005, após analisar diversos prontuários de pacientes que foram submetidas à Reconstrução Mamária, percebi que o tempo de espera por esse procedimento era extremamente longo. Foi assim que nasceu o projeto, da união no desejo de fazer o bem para mulheres que já enfrentavam o câncer de mama e ainda tinham que aguardar pelo fim do estigma da doença, fazendo a reconstrução.

 

Com confreiras da CFCF e a primeira-dama catarinense, recebendo certificado de paticipação no projeto de reconstrução mamária-min

 


E desde então a iniciativa tem sido um grande sucesso, não é mesmo?

O projeto iniciou em 2014, e já temos por volta de 30 mulheres atendidas, no mutirões operatórios que realizamos. Para se ter dimensão dos resultados que temos atingido, no primeiro ano, 6 cirurgiões plásticos participaram e, no ultimo ano, 12. O projeto cresce muito e, no ultimo ano, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica nos incluiu no mutirão nacional. Paralelamente, temos o desenvolvimento de um evento científico para discussão dos casos, estimulando os cirurgiões plásticos atuarem na área reparadora. Como em toda a minha atuação, pauto esse trabalho prezando pela segurança e bom senso.

 

Com a presidente da CFCF, Ila Duwe, celebrado o sucesso do projeto de Florianópolis


 

E o prazer de atuar no projeto... Fale para a gente sobre isso!

O projeto é a concretização de um sonho de faculdade, que acontece muito antes do que esperava. Imaginávamos que seriam necessários 10 anos para atingirmos o que conseguimos nos últimos 3. Nada supera a satisfação em contribuir com a recuperação da autoestima e da dignidade dessas mulheres, que esperam anos para dar um ponto final no câncer de mama.


 

Como foi o Congresso do qual você participou e que lhe rendeu um prêmio?

Recentemente, participamos da Jornada Sul-Brasileira de Cirurgia Plástica. Neste evento tipo a oportunidade de defender minha tese para ascensão de membro especialista para membro titular dentro da SBCP. O tema foi reconstrução mamária, como não poderia deixar de ser. E além da aprovação da tese, tive a grata satisfação em ser escolhido o melhor trabalho. É um reconhecimento que me deixa feliz e permite que continuemos a trilhar o sucesso do caminho de realização cumprido por esse projeto que tanto orgulha a nós todos que estamos envolvidos.

 

Tags:
social entretenimento Floripa Florianópolis gente festas eventos agenda
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Yula Jorge

Yula Jorge
Jornalista graduada pela UFSC. Antes disso estudou e viveu quatro anos entre o Canadá e os Estados Unidos e quando retornou a sua terra natal, Goiânia, graduou-se pela PUC em Secretariado Bilíngue. 
Logo mudou-se para Florianópolis, ingressou na Universidade Federal, e da ilha não saiu mais. Atua como colunista desde 2012, assinou uma coluna diária no jornal Notícias do Dia por alguns anos, e, paralelamente, foi repórter da RICTV Record e Record News. Traz todos os dias o que rola de especial em Floripa: sobre quem acontece, empreende, se engaja em causas legais. O que inaugura, as festas bombásticas, as melhores casas, restaurantes, os shows, as ações bacanas e o voluntariado.

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