Março 21, 2020

Séries e filmes para encarar a quarentena

Séries e filmes para encarar a quarentena
Lavar as mãos antes e depois de apertar o play!

Depois do tango e da ópera das últimas edições eu pretendia encerrar a "trilogia musical"com o rock no cinema. Maaas, diante da Covid-19, vulgo coronavírus, achei mais útil sugerir algumas séries. Deixando bem claro: espero que nenhum dos meus queridos cineseriéfilos contraia o "bicho", mas quarentena ainda é a melhor maneira de fugir dele. Uma boa forma de se entreter neste autoexílio forçado é maratonar aquelas séries que você queria ver, mas não tinha tempo. Para quem vai iniciar no mundo dos seriados, um alerta: vicia.

Me esforcei para oferecer um leque que fosse além do meu gosto pessoal. Assim, cada um pode escolher o gênero de preferência e não ficar xingando a colunista que só sugere "série chata, assunto cabeça"...hahahaha. Poupei vocês de assuntos sobre epidemias, mas se alguém é meio masoquista tem no arquivo do Cine&Séries (aqui).   

Semana que vem tem mais. Melhor só se for de graça? Dá uma lida ali embaixo.

Boa leitura, boas séries e... não esqueça de lavar as mãos!

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SUPER DICA!

Por causa da quarentena alguns serviços de streaming liberaram o acesso a filmes e séries de graça para não assinantes.  Como a cortesia é por tempo indeterminado, confira antes. Depois é só aproveitar para ver gratuitamente tudo o que for possível (veja sugestões na nossa lista). Uhuuu!

Telecine – seis canais abertos (Premium, Action,Touch,Fun, Pipoca e Cult)

Globoplay – vários filmes disponíveis, principalmente infantis (pais comemoram!)

Sky play – vários canais liberados

Smithsonian – aberto para os clientes Net/Claro

Prime Vídeo – uma semana gratuita

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As clássicas

Os Sopranos – 6 temporadas – 86 episódios-  (HBO)

Quem acompanha a coluna está careca de saber que Os Sopranos é minha série favorita! Ela acabou com o abismo que existia entre fazer TV e fazer cinema. A história de Tony Soprano, chefe da máfia de Nova Jersey, que passa a ter ataques de pânico e resolve ir a uma psicóloga, a Dra. Melfi, é cinema! Ele faz terapia escondido dos todos, claro, pois seria sinal de fraqueza. Além do protagonista ser magistralmente interpretado por James Gandolfini ( que Deus o tenha), os personagens ao redor são fantásticos. A começar pela família Soprano, com direito a uma matriarca nada fofa e maternal, a esposa Carmela em conflito com a atividade do marido, mas aproveitando o dinheiro e a influência, o tio ressentido, a irmã e seus maridos, até chegarmos ao grupo de comparsas de Tony, cada qual mais bem construído: o sobradinho Chris Moltisanti, Silvio e seu topete, Paulie e suas têmporas grisalhas... Há do que rir na série, mas uma série que tem a máfia como pano de fundo tem também cenas muito violentas.  Os finais de cada episódio são aula de dramaturgia e edição. Pra melhorar ainda mais há sequências musicais maravilhosas que vão de Sinatra a The Police. Em resumo: Sopranos é tudo de bom.

 

Mad Men – 7 temporadas – (HBO)

Há uma disputa pelo 2° lugar na lista das minhas séries favoritas, mas Mad Men é fortíssima candidata. Trata do início do mundo publicitário como o conhecemos hoje. A figura central é Don Draper (Jon Hamm, o cara perfeito pro papel), um dos mais talentosos nomes da cena publicitária da Nova York dos anos 60. Ele tem segredos do passado que vamos descobrindo aos poucos. Não é exatamente o marido e pai mais amoroso que existe. No escritório, o problema são os colegas ambiciosos na briga por um lugar ao sol. Mais difícil para as mulheres a quem é reservado o lugar de secretária, até que Don dá uma colher de chá para a novata Peggy Olson. (a carreira de Elisabeth Moss explodiria a partir do papel, hoje faz a série O Conto da Aia). Em meio a um período de grande movimentação política e social, os funcionários do escritório lutam para conquistar grandes clientes. Cada episódio tem os acontecimentos históricos como pano de fundo ( a morte de Kennedy, o feminismo, a luta racial...).

 

Tiro, porrada e bomba !

Jack Ryan- 3 temporadas -  (Prime Vídeo)

A trama: Jack Ryan (John Krasinski que ficou ainda mais famoso com o filme Um lugar bem silencioso) é um promissor analista da CIA. Seguindo um padrão de comunicações terroristas, ele acaba descobrindo toda uma estratégia intrincada que tem como meta a destruição global, começando pelos estados Unidos e seus aliados.

John Wick  - 3 filmes – (Prime Vídeo)

Não é bem uma série, mas quase. São três filmes do mesmo personagem, o John Wick do título, vivido por Keanu Reeves ( comentário aleatório: considerado um dos mais simpáticos atores de Hollywood por jornalistas e colegas). Ele é um assassino profissional que tenta parar, mas acaba voltando por um motivo ou outro. Para humanizar o personagem ( e fazer a gente ter empatia por um assassino, né???), ele perde o grande amor de sua vida e está de luto. John é obrigado a sair da aposentadoria e aceitar um novo trabalho, o que significa, claro, matar alguém importante.

Obs.: Quem não tem Prime Vídeo, pode assinar gratuitamente por uma semana e ver tudo o que conseguir na quarentena.

 

De roer as unhas

The outsider – 1 temporada (HBO)

História de muito suspense com toques de sobrenatural, baseado em livro do rei do gênero, Stephen King. Pode a mesma pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo? Um sósia deixaria as mesmas digitais e DNA no local do assassinato de um menino ? E como um policial que só acredita no que vê poderia aceitar uma explicação não racional ? Dirigida pelo ator Jason Bateman tudo indica que haverá outras temporadas.

Atenção spoiler: tudo funciona pra dar medo, menos o nome da "entidade" : El Cuco...hahahaha.

Os assassinatos de Valhalla – 1 temporada (Netflix)

Esta nós vamos acompanhar juntos, pois é nova e estou recém nos primeiros episódios. É a série padrão de crime, mistério e investigação, mas com a vantagem de ser uma produção islandesa. A trama: um investigador com um passado difícil tem que voltar da Noruega para a Islândia e ajudar uma policial a capturar o primeiro serial killer do país. Ela segue a mesma trilha da dinamarquesa "A ponte", mas nunca haverá uma detetive como a Saga Noren! ( não viu? veja!).

 

Rir é o melhor remédio

The good place – 4 temporadas (Netflix)

Esta vou recomendar sem ter visto, mas o nome " Um bom lugar" me pareceu tão apropriado para o momento! Bem, quer dizer, é o seguinte : depois de morrer, a egocêntrica Eleanor é enviada por engano ao lado bom do Além. Agora ela está determinada a se tornar uma pessoa melhor para continuar lá. Pelo que li, a série faz rir mas sai do lugar comum das produções para a TV aberta americana. É diferente e acima da média. Acho o elenco super carismático, a começar por Kristen Bell e Ted Danson. Vale conferir.

Barry - 2 temporadas – (HBO)

A história de um assassino de aluguel com depressão que se descobre como ator de teatro também é bem diferente. Contratado para matar um artista, ele acaba gostando das aulas com um professor de atuação neurótico e hilário. A questão é: Barry vai conseguir abandonar a carreira de assassino profissional pela arte?

 

O amor está no ar

The Affair – 5 temporadas – (Netflix)

"The Affair" explora os efeitos emocionais de uma relação extraconjugal entre Noah Solloway e Alison Bailey depois de se conhecerem em um restaurante de Montauk. Noah é um professor de Nova York que publicou um livro, mas está com dificuldades de escrever o segundo. Tem um casamento feliz com Helen, com quem tem três filhos, mas sente-se incomodado por depender financeiramente de seu sogro. Alison é uma jovem garçonete que está tentando juntar os pedaços da vida e do casamento que tinha para conseguir superar a morte de seu filho. (Guia da Semana)

O formato é bem interessante porque mostra a versão de Noah e de Alison, alternadamente. Cada um conta as coisas do seu ponto de vista. É um drama interessante, sexy e envolvente.

 

Paixão imprevista – 2 temporadas (Netflix)

Esta série coreana agrada mais o público jovem. A trama é bem clichê: uma jovem vai contra os desejos de sua família rica e se passa por uma estudante comum na universidade, onde cruza o caminho de um cantor pop. Se apaixonam e têm que enfrentar vários obstáculos pela diferença social. É uma série simpática e divertida.

 

Duelo no mundo corporativo

The suits (Homens de terno) – 9 temporadas (Netflix)

A maior curiosidade desta série, com produção no Canadá, é a presença de Megan Markle, que se tornaria a esposa do príncipe Harry, da Inglaterra. A personagem dela trabalha num grande escritório corporativo, onde advogados brigam entre si pelo poder e para defender clientes milionários. Sempre me impressionou como tudo na trama se resolve na base da chantagem. Os advogados sempre acabam ganhando a causa por saberem algum "podre" do oponente. É não é num tom crítico ao mundo corporativo, é reforçando o quanto eles são espertos. Mas, a série tem ritmo e acaba prendendo. E lá se vão NOVE temporadas...

 

Billions – 4 temporadas (Netflix)

Já falei nesta série que tem o ótimo ator Paul Giamatti e Damian Lewis ( de Homeland) como dois oponentes que se digladiam até as últimas conseqüências. Paul é Chuck Rohades, um promotor e Lewis é Bobby Axelrod, um investidor financeiro que usa métodos pouco ortodoxos. Pra se ter uma ideia na última temporada citaram o caso Odebrecht ! Além das questões profissionais, a mulher do Chuck trabalha na empresa de Axelrod como psicóloga e coach dos funcionários sempre estressados pelo ritmo do mundo financeiro. Rola um ciúmes. A briga de gato e rato favorece às vezes um, às vezes outro. O melhor é que não há ninguém 100% santo na história.

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PREFERE FILMES? TEM.

Pra quem não pretende mesmo encarar as séries, algumas dicas de filmes do Telecine.

Bacurau (2019) ; A espiã vermelha ( 2018); Cemitério Maldito (2019); Um lugar silencioso (2018); Simonal (2019); Me chame pelo seu nome ( 2019); Consequências (2019); Atentado ao hotel Taj Mahal (2018); Guerra Fria ( 2018); Duas rainhas (2018); Nós (2019); Moana, um mar de aventuras (2016); A bela e a fera (2017).

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HASTA LA VISTA, BABY ! (por superstição troquei o The End temporariamente!)

(*) Fotos reprodução/divulgação

Tags:
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Brígida Poli

Brígida Poli

Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".

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