Junho 17, 2019

Site Intercept: esquerda no Brasil, direita nos Estados Unidos

Site Intercept: esquerda no Brasil, direita nos Estados Unidos
Reprodução

O jornalista americano Glenn Greenwald diz no site que criou, o Intercept Brasil, que a democracia e os cidadãos estão sob ataque. Por isso posiciona seus textos e de seus colaboradores na visão de um moderno Robin Wood ao denunciar arbitrariedades, em estilo conta gotas, para minar aos poucos o objeto. Foi assim no caso Edward Snowden, nos Estados Unidos, onde o site nasceu e está sendo agora destaque no vazamento das conversas pessoais dos integrantes da Lava Jato.

Para Greewald, o fim justifica os meios, como divulgar informações hackeadas para mostrar que o ex-juiz Moro e o promotor Dallagnol faziam tabelinha nos bastidores da operação. Jornalisticamente é válida a informação. Mesmo que juridicamente possa ser questionada, não irá anular a investigação que desvendou o maior esquema de corrupção do mundo.

 

Financiamento

The Intercept não tem apenas uma faceta. Se no Brasil se posiciona claramente à esquerda, nos Estados Unidos, Greenwald é colaborador da Fox News, mídia radical de direita, apoiadora de Donald Trump. Lá o site começou com um aporte de 250 milhões de dólares do dono da operação, o mesmo do eBay; aqui, o site procura financiadoras através de um pedido de colaboração na home. Quando começou a divulgar o vazamento da Lava Jato, o site dizia receber 62 mil reais mensais de ajuda. Hoje, o valor está em 168 mil reais.

 

Estilo

Atuação de Greenwald não deixa de ser um estilo de fazer jornalismo americano em terras brasileiras. O que ele aprontou para Moro e Dallagnol, sob a intimação de fonte anônima e poderosa, só não foi totalmente adiante ainda porque a "fábrica de crises" do governo atropelou o Intercept.

Ao sair do carro intempestivamente no sábado à tarde e detonar Joaquim Levy para os repórteres, Jair Bolsonaro criou uma manobra diversionista que desfocou o tema. 

 

Bye bye

O repórter Pedro Rocha que atuava na NSC Chapecó desde o acidente com a o time, voltou às origens, a TV Globo de Minas Gerais. A mudança veio em um momento adequado, pois estava atritado com a torcida da Capital depois de comentários imprudentes sobre uma possível desclassificação do Avaí na série A.

Rocha, filho do ex-apresentador do programa Bem Estar da Globo, Fernando Rocha, chamou a atenção positivamente para o trabalho no Oeste e se tiver orientação adequada irá se destacar na profissão.

 

América

A Copa América é um fracasso de público. Ingressos caros e jogos desinteressantes são ingredientes indigestos.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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