Julho 26, 2019

S.O.S CINEMA BRASILEIRO!

S.O.S CINEMA BRASILEIRO!

A famosa frase do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, "o sertanejo é, antes de tudo, um forte" pode ser adaptada para "o cinema brasileiro é, antes de tudo, um forte". Agoniza, morre, renasce, agoniza, morre, renasce... Ao longo da história a produção nacional passou por muitas crises. Durante a ditadura militar, por exemplo, sobreviveu graças às pornochanchadas e à Boca do Lixo que ajudou a manter os técnicos empregados. Na década de 90, uma das primeiras medidas do presidente Fernando Collor assim que tomou posse foi extinguir os órgãos ligados ao cinema: Embrafilme, Concine e Fundação do Cinema Brasileiro. Em 1990 ainda foram lançados 59 filmes que já estavam em produção ou prontos para lançamento. Depois a indústria cinematográfica nacional foi minguando com 38 filmes lançados em 1991, quinze em 1992 e apenas 12 filmes no ano seguinte. Não só a quantidade, mas a qualidade caiu muito. Isso afastou ainda mais o espectador brasileiro do seu cinema. Quando Itamar Franco assumiu a presidência após o impeachment de Collor, ele criou a Lei do Audiovisual. A boa bilheteria de Carlota Joaquina, da diretora Carla Camurati, em 1995, parecia indicar que nosso cinema ia ressurgir dos mortos. Mas foi necessário um grande empenho e vontade política nos anos seguintes para desfazer a terra arrasada em que se transformou a sétima arte no país.

Nas duas últimas décadas, as leis de incentivo e a adaptação do cinema brasileiro ao gosto do mercado internacional fizeram chegar a 160 os longas-metragens nacionais, dentre os 463 lançados no país em 2017 , segundo dados da Agência Nacional do Cinema (ANCINE). Várias produções foram premiadas em festivais e mostras internacionais. A palavra mais usada nessa época passou a ser "retomada". Foi a época de ouro do nosso cinema, como já disse o diretor Cacá Diegues.

Agora, com a intenção do governo federal de extinguir a ANCINE e/ou "filtrar" o que será produzido de acordo com a sua régua moral(ista) , lá vai o cinema local de novo pro buraco. Ou não ? O cinema brasileiro é mesmo um forte e vai sobreviver mais uma vez ? Vamos trilhar o caminho dos hermanos argentinos que tem uma indústria cinematográfica mais consistente mesmo enfrentando diversos percalços econômicos ( eles possuem leis de incentivo, si señor)? Sem a ANCINE o que farão os produtores? Já aprendemos a buscar outras alternativas? Até quando vamos depender dos humores do Estado para subsistência da cinematografia nacional? Enfim, muitas perguntas cujas respostas podem ser terríveis.

Fiz uma análise bem superficial da situação. Há várias outras questões que emperram o desenvolvimento do nosso cinema, como o preconceito do público ao pensar que só tem sexo e problemas de áudio, por exemplo. Além disso, é difícil que nesse sobe e desce histórico, uma indústria consiga se consolidar.

Ok, menos papo e mais filmes : enquanto aguardamos os próximos capítulos desse imbróglio, fiz uma seleção de filmes dos últimos 15 anos de que gosto muito. É uma lista bem pessoal mesmo, lembrando que não vi todos os que foram produzidos nesse período. Então acrescente os seus favoritos, critique os que você não concorda, enfim...o espaço é seu também. Boa leitura!

____________________________________________________________

 

Cinema, aspirinas e urubus –  Marcelo Gomes – 2005

Uma trama original em um dos filmes mais interessantes que assisti na última década. A história se passa em 1942, em pleno sertão nordestino. Johann, um alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, dirige um caminhão e vende aspirinas no interior do Brasil quando encontra Ranulpho, um sertanejo simples, que após ganhar uma carona acaba trabalhando para ele. Eles vão de povoado em povoado, exibindo filmes promocionais sobre o remédio. Era a primeira vez que aquelas pessoas assistiam um filme na vida. Aliás, isso aconteceu na vida real, quando Cinema, Aspirinas e Urubus foi exibido na cidade de Picote, uma das locações da película. Acaba sendo uma declaração ao cinema. O ator João Miguel concorreu ao papel de Ranulpho com outros 300 candidatos. Escolheram o intérprete certo, ele está ótimo no filme, bem como o ator alemão Peter Ketnath. Além do Prêmio da Educação em Cannes, o filme de Marcelo Gomes recebeu prêmios em vários festivais.

***

 

Cidade Baixa – Sérgio Machado – 2005

Gosto muito deste filme que tem uma abordagem crua e cuja cenografia nos carrega pra dentro da história na Bahia. Uma das muitas parcerias de dois dos melhores atores do cinema brasileiro, Lázaro Ramos e Wagner Moura e a estreia gloriosa de Alice Braga, que hoje segue uma bem sucedida carreira internacional.

Cidade Baixa conta a história de Deco (Lázaro) e Naldinho (Wagner), amigos de infância, que sobrevivem fazendo fretes e aplicando pequenos golpes a bordo de um barco. A convivência dos amigos é virada de cabeça para baixo quando oferecem carona para Karinna (Alice), uma prostituta que quer arranjar um "gringo" em Salvador. Na cidade grande, os três protagonistas são jogados em uma trama violenta cheia de ciúmes e paixão.

Além de Cannes, onde o drama ganhou o Prêmio da Juventude,  Cidade Baixa venceu no Festival do Rio nas categorias Melhor Filme e Melhor Atriz (Alice Braga).  Recebeu também uma Menção Especial no Festival de Havana.

***

 

O ano em que meus pais saíram de férias  - Cao Hamburguer – 2006

Em 1970, Mauro, um garoto de 12 anos apaixonado por futebol, é repentinamente deixado pelos pais no prédio onde o avô mora, pois precisam "sair em férias" com urgência. Na verdade, eles estão fugindo das forças repressoras da ditadura militar. Como o avô (Paulo Autran) está com problemas, quem acaba cuidando de Mauro é o vizinho Shlomo, um velho judeu solitário. Aos poucos menino começa a perceber que há algo estranho à sua volta.

***

 

Estômago – Marcos Jorge – 2008

Filme que pode agradar gregos e troianos, bem feito e divertido. A sinopse oficial traduz bem do que se trata : é a história da ascensão e queda de Raimundo Nonato, um cozinheiro com dotes muito especiais. Trata de dois temas universais: a comida e o poder. Mais especificamente, a comida como meio de adquirir poder. E pode ser definido como "uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária".

Raimundo Nonato(João Miguel)  é um retirante nordestino que chega à cidade grande e vai aprendendo a cozinhar como forma de subsistência. Preso depois de matar um rival ele encontra nos seus dotes culinários o salvo-conduto dentro da prisão. Ele chega na cadeia como Nonato Canivete, mas acaba batizado de Alecrim pelo "chefão" Biujiú (Babu Santana) que se apaixona pelos pratos que ele prepara. Assim, Alecrim vai subindo na hierarquia prisional, ganhando até o beliche de cima na cela. É através da comida também que Nonato vai... ops! spoiler, não.

Um dos momentos engraçados é quando aqueles homens brutos são apresentados à alta gastronomia por Raimundo Nonato. Numa desses, ele prepara uma talharim à carbonara   que faz o maior sucesso e dá-se o seguinte diálogo:

Biujiú : " É boa mesmo essa p...Como é o nome?

Nonato : Car-bo-na-ra

Biujiú : Olha, esse Cabo Nara merecia  ser no mínimo tenente!" 

***

 

Que horas ela volta ? – Anna Muylaert – 2015

O filme de Anna Muylaert causou polêmica no lançamento, pois fala de algo que estava incomodando muita gente naquele momento. Pra começo de conversa a história desmistifica a lenda  "minha empregada doméstica é como se fosse da minha família". Quando Jéssica, a filha da empregada Val,  interpretada por Regina Casé, chega na casa onde a mãe vive seu olhar revela outra realidade. Val fica à disposição dos patrões e do filho adolescente deles 24 horas por dia. Criou o garoto desde bebê, enquanto a filha dela morava no Nordeste com a avó, dorme num quartinho apertado ao lado da lavanderia, não come à mesa, enfim... uma "parente" de segunda categoria. Uma coisa a mulher que serve e a que é servida têm em comum: seus filhos passaram a infância perguntando pela mãe, de onde vem o título "Que horas ela volta?".

Jéssica "põe fogo no parquinho", com sua insolência e rebeldia: dorme num quarto melhor, usa a piscina, come o sorvete mais caro, destinado apenas aos donos da casa...enfim, a garota não é fácil. Recém aprovada no vestibular de Arquitetura, o que leva a patroa a dizer " é, as coisas estão mudando no país mesmo", Jéssica tem uma consciência que a dedicada Val não possui. A mãe deu a ela condições de estudar e agora será pela mão dela que Val vai entender o mundo e as relações de trabalho de outra maneira.

Ao ser lançado o filme era o retrato do país dividido entre os que querem uma sociedade mais igualitária e os que desaprovavam "pobres andando de avião", metaforicamente falando. Por isso, parte do público, adorou, e outra, odiou "Que horas ela volta?". Sim, ele tem exageros, pode até soar um pouco panfletário, mas também é incômodo por cutucar em questões sociais que varremos para debaixo do tapete desde sempre.

"Que horas ela volta?" recebeu vários prêmios no Brasil para a direção e atuação, principalmente de Regina Casé. Ganhou também Prêmio Ariel de Melhor Filme Ibero-Americano, no México.

***

 

Aquarius – Kleber Mendonça – 2016

Nossa diva Sonia Braga interpreta Clara, uma jornalista aposentada, viúva, que luta pela preservação do prédio Aquarius, onde mora. Prestes a ser demolido para virar um condomínio, ela se recusa a vender o antigo apartamento onde criou seus filhos e onde guarda suas memórias. Ela recebe propostas financeiras, depois ameaças veladas e provocações. O filme participou do Festival de Cinema de Cannes com sucesso. Uma manifestação política da equipe durante o festival, porém, acabou irritando parte do público brasileiro que prometeu boicotar a obra. Indiferente a isso, Aquarius acabou fazendo boa bilheteria no Brasil e sucesso no exterior.

***

 

O menino e o mundo – Alê Abreu - (2016)

Sim, nós temos cinema de animação e da melhor qualidade. A escolha aqui foi pelo traço simples, como desenhos infantis, para contar a história do menino que vê o pai partir para a cidade grande em busca de trabalho. Quando ele faz o mesmo trajeto para tentar encontrar o pai, se depara com os problemas urbanos, com falência das fábricas, a dura luta pela sobrevivência. O resultado é criativo e comovente. O menino e o mundo foi exportado para 80 países ( não há texto, o que facilita a compreensão), recebeu três prêmios no Festival de Annecy, França, o de Melhor Filme de Animação no Festival de Havana e concorreu ao Oscar de Melhor Animação em 2....

O rapper Emicida interpreta a linda música tema "Aos Olhos de Uma Criança", que você pode ouvir no trailer abaixo.

***

 

O filme da minha vida – Selton Mello – 2017

Selton Mello já era conhecido como um dos melhores atores de sua geração, quando provou também ser um ótimo diretor. Seu trabalho de maior sucesso na direção é O Palhaço (2011), antes dirigiu Feliz Natal,  mas sou apaixonada por O filme da minha vida. Baseado no livro Um Pai de Cinema, de Antonio Skármeta, autor de O carteiro e o poeta, a história não chega a ser original, mas o resultado final é delicado e tecnicamente perfeito. Sinopse: O jovem Tony (Johnny Massaro) decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas (Vincent Cassel), seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba se tornando professor, e se vê em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Seu quase tutor é Paco, amigo de seus pais. Um dia ele tem uma grande surpresa.

____________________________________________________________

 

NA AGENDA

Aguardando com ansiedade dois novos filmes brasileiros que prometem agitar a plateia.

Bacurau – Kleber Mendonça – 2019

Coube a Bacurau ser o primeiro filme brasileiro a ganhar o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Cannes, um dos mais importantes do gênero. Ele conta a história dos moradores de um povoado, localizado no sertão brasileiro, que descobrem não constar mais de qualquer mapa, depois da morte da matriarca Dona Carmelita, aos 94 anos. Misturando vários gêneros, tudo acontece num futuro " logo ali".

A previsão de estreia no Brasil é 29 de agosto. De olho!

***

 

Marighella - Wagner Moura - ( 2019)

O filme de estreia de Wagner Moura na direção causou polêmica mesmo antes da estréia no Brasil ( foi exibido no Festival de Cinema de Berlim). Seu Jorge interpreta o guerrilheiro e ex-deputado baiano Carlos Marighella, dissidente do PCB e fundador da organização armada Ação Libertadora Nacional.  O cinebiografado já foi considerado o "inimigo público número 1" , "terrorista" e "comunista" e grupos de extrema direita ameaçaram invadir o set de filmagem para "dar uma lição" na equipe por ousar contar sua história. O filme abrange o período do golpe de 1964 à morte do protagonista, em 1969, numa emboscada comandada pelo chefe do Dops de São Paulo, o delegado Sérgio Paranhos Fleury. O elenco traz ainda Bruno Gagliasso, Herson Capri e Adriana Esteves.

____________________________________________________________

 

FORA DE SÉRIE

Magnífica 70 – HBO - 2 temporadas –

Quem acompanha a coluna semanalmente pode até dizer "lá vem a colunista com essa série de novo!". Acontece que acho uma das melhores, senão a melhor, série brasileira produzida com o selo de qualidade da HBO. Magnífica 70  mostra um dos lados mais terríveis da ditadura militar no Brasil: a censura. Para quem é jovem ou não sabe a respeito, o seriado mostra como funcionava a famigerada Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) que determinava o que o público podia ver, ler ou ouvir.

Mas, nem de longe a série é didática ou chata. Ela mostra a Boca do Lixo, nome informal dado à região da Luz no centro de São Paulo, onde produtoras cinematográficas passaram a dividir espaço com prostitutas e criminosos nos anos 70.  Ali eram filmadas as pornochanchadas, filmes de gosto duvidoso, com muito sexo e atores desconhecidos.  Seja como for, ajudaram a manter empregados os técnicos, produtores, diretores etc... naquele período.

Na série, "Magnífica" é o nome de uma produtora da Boca , responsável pelo filme "A Devassa da Estudante". 

A origem da trama : Vicente (Marcos Winter) trabalha como censor do governo, apadrinhado por ser casado com a filha de um general (Paulo César Pereio). Ao avaliar o filme, ele percebe a semelhança entre o personagem da protagonista, Dora Dumar ( Simone Spoladore ) e sua cunhada já falecida, Angela, por quem sentia forte atração. Vicente veta o filme. Quando o produtor da película e Dora vão até o prédio da Censura apelar contra a proibição, ele fica fascinado pela atriz e decide ajudá-los a liberar "A Devassa da Estudante".  Daí pra frente, visitando a Magnífica, Vicente vai se apaixonando pela arte de fazer cinema. 

O elenco é ótimo e a cenografia nos leva de volta aos anos 70. Claro, não é uma série leve, bonitinha...é para adultos. Afinal, "Magnífica" fala da crimes, traição, incesto, tortura, perseguições e tudo o que envolvia o período dos anos de chumbo.

____________________________________________________________

 

OS FAVORITOS DE ...

...Beth Nogueira, jornalista e cinéfila, convidada a contar quais seus favoritos na cinematografia brasileira, de quem é muito fã.

Minha ligação com o cinema: O cinema sempre me leva para um outro lugar. Imagens funcionam como palavras. Muitas vezes o cinema me confirma coisas que estão dentro de mim.

Um filme : O lobo atrás da porta, do diretor Fernando Coimbra (2013)

Um diretor : Kleber Mendonça Filho (Aquarius, O som ao redor, Bacurau)

Um ator: Julio Andrade (Não pare na pista, Paraíso perdido )

Uma atriz : Leandra Leal ( O lobo atrás da porta)

Uma série de TV : Amores roubados, de José Luiz Villamarim

Uma cena: No filme Que horas ela volta?, da diretora Anna Muylaert, quando a empregada doméstica, interpretada por Regina Casé, entra na piscina da casa dos patrões e fala com a filha pelo celular. Submissa, acatando todas as ordens, foi seu momento libertador, quando percebe que aquela "ousadia", finalmente, a faz enxergar o quanto era explorada. Éuma metáfora sutil e poética. Aquela mulher quebra seu padrão de comportamento e, às gargalhadas, bate com pés e mãos na água. A partir daí, começa a perceber com mais clareza o que acontece à volta e decide mudar a sua vida.

____________________________________________________________

 

DICA – CINEMA & LIVROS & MÚSICA

O negro brasileiro e o Cinema

Como nosso assunto é a produção brasileira, busquei na minha estante um livro muito interessante que "retrata a posição do negro na produção cinematográfica nacional e sua atuação na frente e por trás das câmeras". Segundo o autor, João Carlos Rodrigues, o livro registra uma triste realidade: o papel do negro está sempre ligado às suas raízes de escravo. Aos artistas negros quase sempre cabem papéis secundários. Há ainda um apêndice sobre O Negro no Cinema mundial.

O livro foi publicado pela editora Pallas ( 2001).

*** 

 

O GRANDE CIRCO MÍSTICO - Trilha

O mais novo filme do querido Cacá Diegues é baseado no musical criado por Edu Lobo e Chico Buarque ( 1982), que por sua vez se basearam no poema homônimo no livro "A túnica inconsútil", de Jorge Lima. O filme foi indicado para representar o Brasil no Oscar, mas não foi selecionado, e fez uma sessão especial no Festival de Cannes em 2018. A crítica brasileira não o recebeu muito bem, mas como não tive chance de ver ainda, me calo.

Catei a ótima trilha sonora que tenho em vinil, que vocês encontrarão em mídias mais atuais...rs... São canções lindas, a começar pela espetacular Beatriz, na voz de Milton Nascimento. A trilha traz também Gal Costa, Gilberto Gil, Tim Maia, Edu e Chico...

____________________________________________________________

 

A edição é sobre cinema brasileiro, mas a frase para fechar a coluna é a de um grande diretor ítalo-americano.  Ela diz muito sobre o atual momento.

Agora mais do que nunca nós temos que conversar uns com os outros, ouvir uns aos outros e entender como vemos o mundo e o Cinema é o melhor meio de fazer isso.
(Martin Scorsese
)

FIM

(*)Fotosdivulgação/reprodução

Tags:
cinema séries beijos de cinema arte cultura séries de TV netflix
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Brígida Poli

Brígida Poli

é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!