Julho 25, 2019

Tecnologia educacional em lugar de policial militar

Tecnologia educacional em lugar de policial militar
Reprodução

O crime organizado, com suas principais ramificações, tráfico de drogas, milícias, roubo de cargas e bancos, continua aí, forte, oferecendo seus milhares de empregos criminosos para as comunidades de baixa renda, de pobreza quase absoluta. Para responder a isso, os governos federal, estaduais e municipais só pensam em oferecer tecnologias bélicas para as polícias e o exército. Armas, automóveis, coletes à prova de balas, informática investigadora, etc. A providência é até necessária, indispensável. Mas jamais acabará com o crime organizado, e o desorganizado, e com a oferta que eles fazem de uma enorme quantidade de empregos criminosos, para as populações de baixa renda, de pobreza quase absoluta.

A única solução definitiva é substituir todos esses empregos criminosos por empregos honestos, de rendas satisfatórias. E o único instrumento disponível para se fazer isso é a educação. Mas não essa educação, puramente e primariamente acadêmica, que está aí. Mas sim com uma educação futurística, totalmente revolucionada, de forma radical. Uma educação que divida seu tempo diário em dois procedimentos básicos. Metade de seu tempo diário assumindo, do nascimento à morte dos indivíduos, a responsabilidade total pelo sucesso de suas carreiras concretas de vida e trabalho. E metade de seu tempo diário injetando nessas carreiras concretas, de maneira a atender aos interesses de tais carreiras, as tais matérias básicas do ensino puramente acadêmico – matemática, línguas, ciências, etc. Esse é o caminho apontado para a educação do futuro pela revolução comunicacional-informacional que está aí. Todos os países economicamente emergentes do mundo, com sucesso relevante, China, Coréia do Sul, Cingapura, e outros, estão fazendo da educação seu principal instrumento de crescimento econômico, nessa direção apontada pela revolução comunicacional-informacional, visando o domínio da ciência e da tecnologia aplicadas.

Os educadores brasileiros, altamente tradicionalistas, retrógrados, quando enfatizam a importância da educação dão a entender que tudo depende apenas de dinheiro. Dão a entender que a educação, em seu ritual puramente acadêmico, tradicional, obsoleto, é algo que não precisa, nem pode, ser mudado para cumprir um papel futurista. É uma estagnação total, catastrófica, no campo das ideias. Quando a educação está precisando da revolução radical que apontamos acima. Sem a qual ela não conseguirá substituir os empregos criminosos oferecidos pelas milícias, pelo tráfico de drogas, pelos assaltos a bancos e cargas. Substituir tais empregos criminosos por empregos honestos é a única solução para tirar da miséria, sem criminalidade, as comunidades de baixíssimas rendas. Não serão tecnologias policiais-militares que farão isso. Jamais. Tirar as comunidades dos empregos oferecidos pelo crime organizado, ou desorganizado, só por meio da revolução educacional definida acima. Os tiroteios nas favelas do Rio continuam provando isso muito claramente.         

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.           

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Redação Making Of

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