Outubro 31, 2019

Trabalho qualificado: o impacto da busca por formação do profissional no meios rádio e TV

Trabalho qualificado: o impacto da busca por formação do profissional no meios rádio e TV

O rádio e a TV vêm passando por transformações nos últimos anos. Isso tem levado as emissoras a tomarem decisões estratégias que impactam inclusive no modelo de negócio e obrigam os profissionais a desenvolverem novas habilidades e competências. A migração do AM para o FM ajuda a exemplificar essa necessidade de busca por mais formação.

A mudança de frequência leva os radialistas a um esforço para dominar uma nova rotina e uma nova linguagem. Uma novidade para muitos comunicadores quem vem do AM, por exemplo, é assumir eles mesmos a operação da mesa. Na comparação com os modelos antigos, softwares ajudam a tornar a operação mais prática e fácil, mas ainda é preciso compreender seu funcionamento e aprender a ser multitarefa para operar e comunicar ao mesmo tempo.

Por outro lado, há também a diferença de linguagem entre as duas frequências. E para isso é preciso disposição para migrar também o estilo de fazer rádio. Foi o ocorreu na  migração da Difusora, de Içara, ocorrida no último dia 22 de outubro, após dois anos em processo migratório.

Para migrar para o FM e passar a fazer parte da Rede Massa, os profissionais da tradicional emissora do Sul do Estado passaram por um processo de adaptação. “O FM é totalmente diferente da realidade do AM”, diz Carolina Guidi, diretora da emissora, em entrevista ao podcast Toque de Mídia. Ela conta ainda que desde o início do ano a emissora tem estudos e pesquisa para entender exatamente em que mundo a Difusora iria trabalhar.

O processo incluiu também a visita para conhecer de perto o dia a dia de outras afiliadas da Rede Massa FM. “Cerca de 80% do pessoal que era da Difusora AM permaneceu para que pudessem entrar no clima do FM”, diz Carolina.“O desafio está agora para esses profissionais se adaptarem ao FM e conseguirem se comunicar de uma forma mais ágil, mais sucinta, menos falada”, atesta.

Na TV, tem sido cada vez mais importante que os profissionais de vídeo tenham uma formação e uma atuação cada vez mais multiplataforma. Isso significa entender e produzir conteúdo em outras linguagens (texto e áudio), além do vídeo, e com outras ferramentas, como os smatphones para gravações complementares ou em tempo real nas redes sociais.

Mas não é somente quem está à frente de microfones e câmeras que precisa de um upgrade na formação. A equipe de retaguarda também, em especial os gerentes comerciais e executivos de conta. Neste caso, um dos principais desafios tem sido compreender e explorar as novas oportunidades que o modelo multiplataforma proporciona, com as rádios e TV marcando presença no meio digital.

 

Aberto para mudanças e novos conhecimentos

Diante de tantas novidades, é até natural haver receio dos profissionais de rádio e TV, principalmente de quem está há mais tempo no mercado. Afinal, mudar processos e rotinas nunca é fácil, o que pode assustar e criar uma certa resistência. “A adaptação a esses tempos de mudança, com os novos hábitos de consumo de informação, é muito desafiadora”, afirma Marcos Giraldi, coach e jornalista com passagem pela RICTV em Santa Catarina. “Os profissionais que estão chegando no mercado agora tendem a ter mais flexibilidade, enquanto os profissionais mais antigos tendem a fazer as coisas do mesmo jeito e por isso tem mais dificuldade em lidar com a mudança”.

Para se preparar e encarar as transformações do meio eletrônico, Giraldi aponta para a necessidade de quebrar paradigmas. “O primeiro passo é abandonar as velhas formas de como se faz rádio e TV”, diz. Para ele, a mudança interior é muito importante e quem tiver resistência em relação a isso, provavelmente, vai sair do mercado. “O que pode gerar uma resistência é um pensamento de que sempre foi feito de um jeito e por que vai mudar agora?”, explica Giraldi. 

Por isso, na opinião de Giraldi, o que impede a adaptação é justamente um perfil mais conservador do profissional que insiste na ideia de que “tem que ser do jeito que sempre foi”, independentemente do mundo estar mudando ao redor dele. “Não tem outro jeito: é preciso mudar o mindset, o padrão de pensamento”, defende o coach. “Tem que se abrir para novas possibilidades, buscar novos conhecimentos em cursos, palestras e leituras, novas formas de pensar e agir porque não dá para fazer do mesmo jeito e esperar resultados diferentes”, conclui.



Este conteúdo é parte da série Mapa de Oportunidades, uma parceria do Portal Making Of com a ACAERT (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão).

Conteúdo produzido por Alexandre Gonçalves, especial para o Portal Making Of

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Redação Making Of

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