Outubro 05, 2020

Trump tomou de tudo, menos cloroquina

Trump tomou de tudo, menos cloroquina
Reprodução

Impossível começar a semana sem dar uma olhada no que acontece naquele hospital de Washington, onde está internado o presidente norte-americano. Chega a ser inacreditável todos os lances que envolvem a internação, o tratamento e as condições de Donald Trump. A ponto de a CNN internacional colocar como título esta manhã “os médicos de Trump oferecem confusos relatos de diagnósticos”.

As contradições dos médicos são uma parte da insegurança gerada na população e tratada fortemente pela imprensa mundial. Esconderam que ele teve febre e, depois de admitir, não disseram quanto. Enquanto o médico do presidente dava a primeira entrevista, em frente ao hospital, dizendo que estava tudo bem, o chefe de gabinete dizia aos correspondentes da Casa Branca que a situação era preocupante.

E o cúmulo da demonstração de imprudência e do apreço pelo marketing – que até pode ter funcionado contra – o passeio de Trump no carro-forte fora do hospital, ontem, 4, ao final da tarde, assustou todo mundo. Afinal, o homem contaminado saiu do hospital colocando em risco todos os que estiveram com ele. 

 

Cloroquina

É provável que nesta segunda-feira, 5, surjam informações mais precisas sobre Trump e até que ele saia do hospital para se tratar na Casa Branca.

O que se sabe até agora é que ele já tomou oito medicamentos diferentes, inclusive experimentais. Não está na relação a hidroxicloroquina da qual foi seu primeiro propagandista em maio deste ano. Até hoje não há comprovação científica de eficácia e é motivo de discórdia entre médicos. Isso não o impediu de mandar caixas e mais caixas para o Brasil, inclusive atendendo a um pedido de reposição.

A esta altura, a pergunta que fica é: qual a credibilidade de quem defendeu a cloroquina como solução, inclusive usando espaços editoriais preciosos até por aqui? A desinformação e radicalização não somam nada.

 

Jim Carrey ressurge

Conhecido por filmes de comédia - Ace Ventura, o Maskara e Debi & Lóide – o ator Jim Carrey ressurge em grande estilo. Sua imitação do candidato democrata a presidente americano, Joe Biden, é antológica. Foi apresentada no programa Saturday Night Live, satirizando o debate realizado há poucos dias. O ator Alec Baldwin representou Trump.

Uma coisa é certíssima: a paródia é cem vezes melhor do que o programa original, cheio de interrupções, grosserias e sem propostas claras para dirigir o país líder do mundo ocidental.

 

Pauta

É uma das grandes dificuldades, sem dúvidas, manter uma pauta de jornalismo adequada em época de pandemia - com restrições de toda ordem. Pior ainda quando os temas são repetidos à exaustão para enfatizar erros de decisão ou de política de governo.

É o caso das queimadas. Há semanas abrem os principais noticiosos, em especial o Jornal Nacional e JH, como se esse fosse o único tema de relevância. As imagens se repetem de tal maneira que parecem iguais ou gravadas no mesmo dia.

É o tipo de procedimento que acaba impactando na percepção das pessoas, pois a insistência com as queimadas acaba por banalizar o tema, sem provocar nenhum tipo de mudança de postura das autoridades.   

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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