Abril 18, 2018

Tucano também vira réu

Poderiam ser R$ 0,02, pouco importa, seriam ilícitos. Mas são R$ 2 milhões pedidos pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) a um corruptor empresarial, Joesley Batista, do grupo J&F (detentor de marcas com a JBS e Seara), que levaram o parlamentar a virar réu por corrupção passiva e obstrução da Justiça por conta de uma delação inserida na Operação Lava Jato. A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal resgata a máxima do Estado de Direito de que todos são iguais perante lei e acaba, por ora, com a sensação de que os tucanos envolvidos em atos de corrupção tinham uma blindagem. Projetar as consequências da decisão contra Aécio para o PSDB em Santa Catarina e no país afora, mesmo que o senador ainda terá a oportunidade de se defender antes de ser julgado, pode ser prematuro tampouco eficaz, porém deixa o partido vulnerável a críticas dos adversários. Como ocorre com PT, MDB, PSD e o Progressistas (antigo PP), que, há muito, entraram no noticiário e na mira da Lava Jato com integrantes citados em delações, investigados, réus ou condenados por corrupção. E olha que Aécio ainda está arrolado em outros oito inquéritos, levou a irmã, um primo e um assessor para o mesmo caminho. Justo ele que foi presidente do partido e candidato à Presidência em 2014.  

 

Rebarba

O ex-governador Geraldo Alckmin se paressou em dizer que defende as investigações e que Aécio ter virado réu é consequência disso. o paulista e o mineiro sempre estiveram em lados opostos no PSDB, mas a ruína de um respinga no outro. E isso terá reflexos nas eleições no estados. A intensidade, que vai de um arranhão a uma fratura, é que ainda terá que ser medida.   

 

Agora pode

Demóstenes Torres (antes do DEM e agora no PTB), o ex-senador que perdeu o mandato por favorecer o bicheiro Carlinhos Cachoeira, ganhou salvo-conduto para concorrer este ano e viu a punição de perda dos direitos políticos ir para o ralo. A Segunda Turma do STF considerou, por maioria dos votos, que as provas contra Demóstenes, procurador de Justiça em Goiás, que bradava por moralidade, foram obtidas ilegalmente. Eram gravações. Imagina se a moda pega.    

 

ORLANDO KISSNER/ANPR

É ELA

Passou quase despercebido que a nova governadora do Paraná, Maria Aparecida Borghetti, é catarinense de Caçador. Na foto, a confirmação do ineditismo: a primeira governadora dá posse à primeira comandante-geral da PM paranaense, a coronel Audilene Rosa de Paula Dia. Cida Borghetti, do Progressistas (ex-PP), casada com Ricardo Barros, ex-ministro da Saúde e atual deputado federal, é empresária, formada em Administração Pública pela Unisul com especialização em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Mais um

Um vice-governador catarinense assumir o comando do Paraná não é uma novidade. Mário Pereira (PMDB), de Itajaí, um engenheiro eletricista formado pela UFSC, virou governador do Estado vizinho com a renúncia de Roberto Requião para concorrer ao Senado, em 1994.  

 

PTB no governo

O governador Eduardo Pinho Moreira deve confirmar o nome de Francisco Cochi Camargo, presidente estadual do PTB, para a Secretaria do Planejamento. Em um primeiro momento, a pasta era uma das que ficariam subordinadas a outras áreas do governo. Nesta quarta, Moreira anuncia mais cortes na administração, que parecem não afetar as costuras políticas.

 

Bate-boca 1

O plenário da Assembleia debatia o veto ao projeto de autoria do deputado João Amin (Progressistas), que criava a política estadual “Nova Chance”, que previa a reserva de vagas de trabalho para apenados e egressos do sistema prisional em obras e serviços contratados pelo poder público do Estado, quando o bate-boca começou. De um lado, Amin defendia a medida. De outro, Leonel Pavan (PSDB) era contra. As coisas quase saíram do sério e o veto foi mantido.  

 

Bate-boca 2

O clima ficou ruim porque Pavan afirmou que não se pode obrigar a contratar e Amin respondeu que ele não leu o projeto. Pavan retrucou todos os argumentos e disse que é o empresário que ganha uma licitação que tem a obrigação de contratar. O mal-estar prosseguiu fora dos microfones. Em uma tentativa para conversa, os deputados se alteraram e se acusaram mutuamente de um mandar o outro calar a boca. E o progressista deu de dedo no tucano. Até quem não estava na confusão pediu calma aos parlamentares.

 

DIVULGAÇÃO

LÍDER COM ESTRELAS

Ex-governador do Estado, o deputado Leonel Pavan não restringe suas atividades parlamentares a embates em plenário. Antes da discussão, assumiu no tradicional almoço das terças-feiras a liderança da bancada, missão importante no contexto de um ano eleitoral. Aliás, Pavan, que aparece na foto com os colegas Serafim Venzon, que deixou a condição de Líder, Vicente Caropreso e Marcos Vieira, presidente estadual da sigla, pôs o nome à disposição para com por de vice em uma chapa ao governo.

 

Saúde

Está pronto para ir ao plenário, talvez nesta quarta, o projeto que preve o repasse direto de recursos ao Fundo Estadual da Saúde em forma de duodécimo. O substitutivo global, relatado pelo deputado Mauro de Nadal (MDB), na Comissão de Constituição e Justiça, permitirá que a Secretaria da Fazenda tenha prazo para repassar os recursos constitucionais da área da saúde (atualmente 13% arrecadação) até o dia 15 do mês subsequente.

 

Radicalização à vista

Sem acordo nas conversas com a prefeitura no Tribunal de Justiça, o Sintrasem quer radicalizar a greve, deflagrada por conta do projeto que admite Organizações Sociais na UPA do Continente e nas novas creches que o município constrói. No mesmo dia em que as negociações não evoluíram, a Câmara aprovou o regime de urgência urgentíssima para a tramitação da matéria, o desembargador Hélio do Valle Pereira determinou o retorno imediato de todos os servidores da educação e saúde ao trabalho e abriu a porta para a prefeitura descontar o ponto dos faltosos. O prefeito Gean Loureiro (MDB) admitiu modificações no projeto a partir de manifestações do Ministério Público e do MP de Contas, mas isso não trava a tramitação no Legislativo.   

 

Municipalismo

O Congresso de Prefeitos, promovido pela Fecam, já tem a programação definida, que pode ser conferida em http://eventos.fecam.org.br/congressodeprefeitos2018. O evento será entre os dias 11 e 14 de junho, em Florianópolis, dividido em três eixos temáticos: Conversa de Prefeitos, Cidades Inteligentes e Gestão Eficiente.

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