Setembro 17, 2019

Udo conclama o MDB para 2020

Udo conclama o MDB para 2020
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Ficou no passado a ideia disseminada por adversários dentro e fora do MDB de que o prefeito Udo Döhler, de Joinville, estaria de malas prontas para deixar a sigla, um sonho de consumo dito em voz alta para impedir que ele agisse para fazer o sucessor, em 2020.

Empolgado, com discurso forte e com grande deferência à dona Ivete Appel da Silveira (foto) - primeira suplente do senador Jorginho Mello, que personifica a forte figura do marido Luiz Henrique da Silveira, mais presente a cada encontro da sigla -, Udo conclamou os emedebitas à vitória, durante um evento dos segmentos Mulher e Jovem, no Restaurante e Pizzaria do Nego, no último sábado.

Para uma plateia, que veio de toda a região Norte e ainda de parte do litoral, ele lembrou que o MDB terá candidato à prefeitura. E sem citar nomes, deu uma olhada com pausa em direção ao deputado estadual Fernando Krelling, que estava sentado na primeira fila ao lado do deputado federal Carlos Chiodini.

Krelling falou com o pré-candidato, sem revelar sua estratégia, e também puxou os filiados ao afirmar que “os que pretende concorrer devem começar a trabalhar agora, acertar as conversas e alianças”.

 

Joia da coroa

É no Norte que o MDB mostra sua força, em dois importantes colégios eleitorais: Joinville, administrada há sete anos por Udo, e Jaraguá do Sul, com o competente Antídio Lunelli, que deve concorrer à reeleição.

Aliás, foi em Jaraguá, que um dia antes, os prefeitos e vices da região se reuniram para tratar da eleição do ano que vem e da ousada meta estabelecida pelo presidente estadual Celso Maldaner: subir de 101 para 120 prefeitos eleitos e de 847 vereadores para 1.000.

 

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FLAGRANTE NA CAPITAL
A conversa estava animada e o falatório era tão alto, que o espaço físico reduzido de um café, no Centro de Florianópolis, na tarde desta segunda (16), mais precisamente no Ceisa Center, permitiu que os clientes ouvissem quase tudo dito, no mezanino do estabelecimento. Lá estavam o ex-deputado Gelson Merisio (sem partido) e o atual secretário-geral do PSDB de Santa Catarina, o ex-deputado Gilmar Knaesel, que conversavam à mesa, acompanhado de uma pessoa de Criciúma, de costas, aparentemente tucano também, muito parecido com o ex-senador Dalírio Beber. A dúvida: Merisio estaria de braços com a tucanada local ou ainda é uma consulta embrionária, depois que a ida para o PP parece ter esfriado? O que deu para ouvir é que o ex-presidente do PSD e da Assembleia ainda não se definiu sobre concorrer à prefeitura de Joinville e aguarda o prazo para transferir o domicílio eleitoral, seis meses antes do pleito, ou seja, março do ano que vem. No mínimo, o desenho à mesa era para o PSDB apoiar uma eventual candidatura de Merisio no maior colégio eleitoral do Estado. Um desafio e tanto.

 

A frase

Conversa em ambiente público perde o caráter de secreta, não tem nada de mais, porém, em determinado momento da conversa, Merisio disparou que “o Mauro (Mariani) ‘morreu”, eu estou vivo, sobrevivi!”

E, em outro trecho do diálogo, o tema era trazer Leonel Pavan (ex-prefeito de Balneário Camboriú, deputado estadual e federal senador, vice-governador e governador) de volta ao centro das decisões do PSDB.

 

Registro feito

Por falar em fotografia, a agenda social do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, em Florianópolis, incluiu o já tradicional almoço na residência do publicitário Wilfredo Gomes, na Costa da Lagoa, um passeio pelo Mercado Público, com parada obrigatória no Box 32.

Desta vez, Toffoli posou ao lado do ex-deputado Gelson Merisio e do desembargador Ronei Danielle, o que quebrou outra tradição.

 

Registro não feito

Sem mandato e sem partido, Merisio, que foi candidato ao governo pelo PSD e tem a legitimidade de ser oposição a Moisés, fez questão de enviar a foto aos mais próximos para dizer que ainda tem poder e que mantém a mesma estreita relação com ministros do Supremo, uma forma de se cacifar para situações futuras e demonstrar influência.

No passado, antes da eleição, eram frequentes às recepções ao então ministro catarinense Teori Zavascki (falecido em janeiro de 2017), com direito a jantares e almoços, e também o famoso passeio de lancha, já em 2018, pela Beira-Mar Norte, com o ministro Edson Fachin, que assumiu a relatoria dos processos da Operação Lava Jato, estrategicamente efetivados sem imagens para não constranger ninguém.

 

Reação 1

O deputado Ricardo Alba, líder do PSL na Assembleia, reagiu à crítica de integrantes da Frente Parlamentar em Defesa do Vale do Itajaí sobre o encontro do governador Carlos Moisés da Silva com prefeitos da Amavi, Ammvi e Amfri.

Os colegas de Alba, Ivan Naatz (PV) e Milton Hobus (PSD), chegaram a dizer que a frente havia implodido por eles não terem disso convidados, enquanto Jerry Comper (MDB) foi alertado sobre o encontro e segui para a Casa d’Agronômica.

 

Reação 2

Alba rebate o que pareceu algum privilégio e afirma que a reunião com Moisés não foi convocada nem organizada pela Frente Parlamentar, que é presidida por ele, mas sim acertada pela Ammvi, comandada pelo prefeito Mário Hildebrandt (PSB), diretamente com a Casa Civil, do secretário Douglas Borba.

E Alba, candidatíssimo à prefeitura, completa de que soube do encontro pela imprensa e foi à residência oficial do governador “porque havia interesses de Blumenau e da região em jogo”, o que sugere que os outros, que reclamaram, poderiam ter tomado a mesma atitude.

 

DIVULGAÇÃO/COMUNICAÇÃO SOCIAL/CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

CARÁTER HISTÓRICO

Poderia ser apenas a entrega do diploma de conclusão do curso em Assessoria Parlamentar, durante o jantar comemorativo aos 20 anos da ACORS. Mas era mais simbólico que isso. À esquerda está o coronel da Reserva Remunerada do Bombeiro Militar, José Mauro da Costa, que concluiu o curso, e à direita o também coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar, Marlon Jorge Teza. A história que construíram passa pela Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors), que tem entre os fundadores o coronel José Mauro da Costa, e pela Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (FENEME), que foi fundada e presidida desde então pelo coronel Marlon Teza, o que garante aos dois um papel relevante no associativismo militar do Brasil.

 

Um Porto estadual

Depois do sinal verde dado pelo governador Carlos Moisés da Silva, o deputado Felipe Estevão (PSL) está em Brasília, nesta terça (17), para cobrar o andamento das questões burocráticas da estadualização do Porto de Laguna, cuja retomada das atividades e posterior reforma poderia gerar até 1,5 mil empregos.

O destino de Estevão é a Secretaria Nacional dos Portos, ligada ao Ministério da Infraestrutura, para destravar a atual situação do terminal que segue praticamente paralisado, o que força os pescadores catarinenses a descarregarem o pescado nos Portos de Itajaí ou de Rio Grande, no vizinho Estado gaúcho.

 

Debandada

A ordem partiu do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e 12 deputados do partido do presidente Jair Bolsonaro, dos 70 na Assembleia do Rio de Janeiro, a maior bancada na casa, abandonaram a base do governador Wilson Witzel (PSC).

O estopim foi Witzel ter negado que se elegeu pela onda Bolsonaro, criticar o presidente da República e dizer que é candidato à Presidência da República, o que deve ter pegado mais no seio da família e dos seguidores, declaração que foi feita ao Programa do Ratinho, no SBT, na última sexta (13), e à GloboNews.

Witzel tinha pífios 1% na disputa ao Palácio Guanabara no início da campanha, declarou apoio a Bolsonaro e catapultou para vitória, agora os Bolsonaro sentiram duplo insulto pela declaração ter sido feita em um canal do Grupo Globo.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 34 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, nas RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis e na Rede TV Sul!; comentarista na RIC TV Record e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento) e na 105 FM (Jaraguá do Sul); e assina uma coluna no Diarinho, de Itajaí.
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