Abril 06, 2018

Um ato que reuniu uma pré-aliança

JULIO CAVALHEIRO/SECOM

Era um dia de renúncias, primeiro a do governador licenciado Raimundo Colombo (PSD), que entregou a carta na Assembleia na véspera da posse de Eduardo Pinho Moreira (MDB), no exercício do cargo desde 16 de fevereiro, mas a representatividade das presenças na transmissão de cargo de Napoleão Bernardes (PSDB) para o vice Mário Hildebrandt (PSB) transformou o ato no tradicional Teatro Carlos Gomes em um desenho aprimorado de uma eventual grande aliança ao governo. Basta ver na foto, que além de Colombo e Moreira, estavam Napoleão e o senador Paulo Bauer. Se considerada a posição confortável do emedebista, havia no registro dois pré-candidatos ao Senado e dois ao governo, quase que um convite à construção de uma coligação robusta, imbatível em termos de votos nominais amealhados em 2016.

 

De boa

Na prática, o prefeito Mário Hildebrandt, que ganhou dois anos e quase nove meses de mandato, irá trabalhar por Napoleão Bernardes, que mira em uma vaga ao Senado. O que não tira o brilho de uma outra conquista, a do PSB, que passa a comandar o terceiro maior colégio eleitoral catarinense, depois de ter, entre outras, as importantes Chapecó e Balneário Camboriú no portifólio de prefeituras. O ex-deputado Paulo Bornhausen comemora o feito, fruto do trabalho na eleição de 2016, quando, em muitas disputas, enfrentou pressões para ceder o espaço a outras siglas e não o fez. O PSB se fortalece ainda mais.

 

MARCELO TOLENTINO/DIVULGAÇÃO

QUESTÃO DE PREFERÊNCIA

Napoleão conseguiu outra façanha, a de atrair o presidente do MDB estadual, deputado federal Mauro Mariani, pré-candidato ao governo pela sigla. Mariani estava em casa e reforçou, ao lado de Napoleão, o que já tem espalhado por onde passa: o PSDB é o parceiro preferencial dos emedebistas em Santa Catarina. O problema é saber quem estará em qual das quatro posições na majoritária. 

 

GUTO KUERTEN/AGÊNCIA ALESC

SUFOCO À VISTA

Depois do ato na Assembleia, Raimundo Colombo disse aos jornalistas que vai atuar, com paciência, para tentar apaziguar o maior conflito dentro do PSD, as divergências explícitas entre o deputado Gelson Merisio e o ex-deputado e conselheiro de Contas Julio Garcia. Em entrevista ao jornalista Upiara Boschi, Julio detonou, mais uma vez, a posição do parlamentar na corrida ao governo e disse, com todas as letras, que dentro da própria pré-aliança que o presidente pessedista construiu com o PP e o PSB Merisio é a pior das opções. Esperidião Amin (PP) e Paulo Bornhausen (PSB), e até Paulo Bauer (PSDB), que nem está no grupo, são melhores que Merisio. Na foto, o registro da entrega da carta de renúncia ao presidente da Assembleia, onde Colombo está ao lado deo presidente da casa, deputado Aldo Schneider (MDB), as deputadas Ada de Luca e Dirce Heiderscheidt e os pessedistas Milton Hobus, Gabriel Ribeiro e Antônio Aguiar. 

 

Ausente

O namoro com o PSDB é forte, mas outros compromissos tiraram o deputado Gelson Merisio da troca de comando na prefeitura de Blumenau. Foi um gol contra quando todos os gestos têm peso na construção de alianças.

 

No divã, mas nem tanto!

A palavra dos líderes catarinenses do PT entra em modo resistência pura, um retorno ao passado do partido, criado a partir das lutas sindicais no ABC paulista com o apoio de intelectuais da USP, principlamente depois de decretada a prisão do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro. O presidente Décio Lima, líder da minoria no Congresso, mantém a disposição de concorrer ao governo em um universo de crescimento da sigla, que recebe novos filiados, até sábado (7), um fenômeno que vem desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O pessoal não se acomodará em ficar só na trincheira.

 

Em SC

O desembargador federal Leandro Paulsen, presidente da 8ª turma do TRF-4, que condenou Lula em segundo grau, estará em Florianópolis no próximo dia 20. Paulsen fará palestra sobre Garantismo Penal Integral, um tema mais do que em voga, na sede da Justiça Federal, em Florianópolis, um evento promovido pela Escola Superior da Magistratura Federal do Estado de Santa Catarina com apoio da Justiça Federal no Estado, a partir das 17h30min. A palestra será aberta ao público. 

 

TST/DIVULGAÇÃO

COM OS COLEGAS

Magistrados, entre juízes e desembargadores do Trabalho da 12ª Região, que abrange Santa Catarina, participaram de uma caravana que acompanhou, em Brasília, a posse do até então desembargador Alexandre Ramos como ministro do TST. O grupo posou para o registro com o novo ministro e a mulher dele, a jornalista Thamy Soligo. A presidente da Associação dos Juízes do Trabalho no Estado (Amatra 12), Andrea Haus Bunn (terceira da esquerda para a direita), liderou a caravana com pelo menos 30 magistrados para homenagear Ramos, que nasceu no Rio Grande do Sul, mas fez a carreira no Estado.

 

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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