Julho 22, 2019

Um grande final para o segundo ano de Big Little Lies

Um grande final para o segundo ano de Big Little Lies

Se estivesse na corte iria pedir vênia a colega Brígida de Poli por me intrometer na sua especialidade: filmes e séries. Mas não posso deixar de fazer alguns registros desse trabalho que me tocou muito. Em primeiro lugar, pela qualidade geral, depois pela qualidade das atrizes. Lara Dern, a Renata, cujo marido quebrou a família, que dá um show de interpretação. Assim como Celeste, Nicole Kidman, na briga por manter seus filhos, e, sem dúvida, a avó Meryl Streep, que se "intrometeu" na história para cobrar Celeste, tentando livrar as culpas do filho e ainda ficar com a guarda das crianças.

E mais: a trilha na ponte de Monterrey é magnífica e virou ponto turístico.

A história termina supreendentemente, mas não darei spoiler pois são somente seis capítulos e é fácil acompanhar a trama toda.

HBO entra na luta de streaming com muita força e já tem material novo na bala da agulha para disparar.

Ufa. Já não dependemos só na Metflix

 

Euphoria

Se você gosta de história mais forte, Euphoria - também da HBO - está na quinta parte e os jovens ainda não estão adaptados a vida adulta. Uma delas em conflito, por estar apaixonada pela amiga trans, a lindíssima Hunter Schaefer.

É uma série forte, também bem feita, as vezes com ar blasé e sem esperança. Drogas permeiam a história, agressões sexuais. Os temas são pesados e mostram claramente os novos adultos desprotegidos e não adaptados a esta vida de hoje em dia.

 

Para relaxar

Para relaxar, depois de ter visto Chernonbil, para mim a melhor série do ano, vejo coisas mais leves como uma seriezinha policial francesa "Esquadrão 42". Só por ouvir os personagens falando francês já vale.

 

GloboNews

E quando não tenho vontade de ver nenhum desses, fico um tempo na GloboNews, na política brasileira, onde a capacidade de gerar enredos é muito grande, incluindo programas cômicos, com pinceladas de terror, trapaças, vaidades, traições e outros ingredientes mais apropriados para o livro de Maquiavel.

De vez em quando ainda tento ver alguns programas "sérios" de debate, mas aí a apresentadora comete todos os erros técnicos indesculpáveis. Diz, por exemplo, que estava conversando com os entrevistados antes do programa e no intervalo. Uma frase que invariavelmente quebra a confiança com o assinante em casa: "então estavam falando coisas que eu não poderia ouvir???".

Ou a pior de todas, "infelizmente o nosso tempo já acabou", que no mínimo sugere uma má gestão dele e deixa a impressão, para quem está em casa, que faltou discutir algo. O programa foi incompleto.

 

GloboPlay

Está vindo a mil com produções nacionais também para concorrer com o mercado de streaming. Já não era sem tempo.

 

(*)Fotosdivulgação/reprodução

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

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