Junho 05, 2020

Um ponto que iguala governos

Um ponto que iguala governos
REPRODUÇÃO/TVAL

No depoimento do empresário catarinense de Navegantes, Onofre Joaquim Rodrigues Neto, CEO da Exxomed, com sede em São Carlos (SP), a versão sobre o pagamento antecipado de R$ 33 milhões por 200 respiradores fica mais grave porque ele avisou à então superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria da Saúde, Márcia Regina Geremias Pauli, de que a Veigamed não havia feito a reserva nem a compra do equipamento na China.

Governos são arrogantes e Onofre Neto afirma que Márcia Regina o chamou de “atravessador”, com o pior dos desfechos: a informação repassada por ele foi ignorada e a compra já havia sido feita sem garantias.

Convidado por Leandro Estevão, da empresa Ortomedical, de São José,  Onofre, que representa a empresa que certifica, instala e faz manutenção dos respiradores, entrou na história da CPI como o especialista que receberia uma carta para garantir o passaporte para entrar na China e acompanhar o despacho das peças desde lá.

Não deu certo, porque a Consultoria Jurídica da Saúde não forneceu o documento e hoje o empresário está à vontade para declarar que o processo de compra do equipamento estava totalmente errado do início ao fim.

 

Exageros

Há indelével diferença entre ser um astuto perguntador, um insistente interrogador e um irascível inquisidor.

Pressionar e induzir respostas têm sobrado na CPI dos Respiradores, provocar constrangimento também, uma procura por likes e votos que, por muitas vezes, tira o foco da comissão, inclusive com m deputado que deixou escapar até palavrão durante o depoimento desta quinta (4).

 

Preparado

Secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, estava tranquilo e bem preparado no depoimento à CPI.

Contrastava com o ânimo do seu defensor constituído que partiu para o enfrentamento com o deputado Kennedy Nunes (PSD) e outros.

 

Insistência

Se o Hospital de Campanha foi o recorrente assunto da CPI dos Respiradores, fora do contexto do que se investiga, a insistência de querer firmar posição de que o isolamento social no Estado não era necessário tomou conta do debate agora.

Há muitos deputados no processo de mutilação da imagem, mais uma vez para jogar para a torcida no campo ideológico e para agradar quem reclamou por perdas econômicas.

 

REPRODUÇÃO/INTERNET

MEZZO A MEZZO

Partido como o maior número de prefeitos no Estado, 102, o MDB enfrenta uma situação única, escancarada com a reunião virtual conduzida pelo presidente estadual Celso Maldaner e o nacional Baleia Rossi, ambos deputados federais. Com mais de 60 mandatários do Executivo presentes, 25 vices e pré-candidatos, eles decidiram que querem mesmo a eleição no dia 4 de outubro, com o argumento de que, se alterada a data para 15 de novembro ou para 6 de dezembro, dificultaria a transição. Mas não encontrariam tanta resistência em que o calendário eleitoral fosse unificado para 2022. Rossi garante que prefere a tese, mas como representaria a prorrogação dos mandatos, um novo período de cinco anos e o fim da reeleição, vê dificuldade em passar no Congresso. Na foto, Rossi com Maldaner e João Antonio Guidi, o Dudão, de Curitibanos, presidente da Associação dos Prefeitos da sigla.

 

Mobilização

A indefinição da data da eleição, somada ao combate ao Coronavírus, não impedem os partidos de se mobilizarem.

Exemplo vem de iniciativas como a da JPSDB, que reúne tucanos como uma missão a mais, mudar a imagem desgastada da sigla na eleição de 2018. 

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roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia. Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis), e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, assina uma coluna no Diarinho (Itajaí), faz comentários nas rádios do Grupo RCC (Bombinhas e Nova Trento), na 105 FM (Jaraguá do Sul) e na Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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