Março 07, 2018

Um respeitável senhor de 90 anos

ESPECIAL OSCAR

Preferi não escrever antes sobre a cerimônia de entrega do Oscar que aconteceu no último domingo, porque o resultado estaria em todos os sites, TVs, redes sociais, de forma abrangente e até exaustiva na segunda-feira. Mas, Oscar é Oscar e, além de um rápido comentário sobre a edição 2018, vamos falar sobre o histórico desse que – mesmo muitos torcendo o nariz – é o maior prêmio do Cinema. Afinal, não há como negar a importância do cinema americano na indústria do entretenimento e também na divulgação de grandes nomes de outras nacionalidades que só chegaram até nós graças a Hollywood. Deixando de lado a quantidade de filmes caros e ruins que eles produzem, vamos atentar para os bons. E também, claro, para as fofocas de bastidores do Oscar. Hummm...

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O NONAGENÁRIO, NA MINHA OPINIÃOZINHA

Meus pitacos ( palavra condizente com quem acaba de fazer 90 anos) sobre a cerimônia de domingo:

Melhor piada do apresentador Jimmy Kimmel : “Neste ano quando ouvirem seu nome não se levantem imediatamente. Esperem um minuto”. (Referindo-se à gafe que abre a sessão “Micos do Oscar”)

Melhor ideia : colocar novamente na apresentação de melhor filme a dupla Warren Beatty e Faye Dunaway que passaram constrangimento ao chamar o ganhador errado em 2017.

Melhor discurso : Frances McDarmond, ao receber o Oscar de melhor atriz por “ 3 Anúncios de um Crime” conclamou a indústria a tratar as mulheres em pé de igualdade com os atores. É sabido que as atrizes ganham menos.

Minhas maiores alegrias: Gary Oldman escolhido como melhor ator no papel de Winston Churchill; a vitória do filme chileno “Uma Mulher Fantástica”na categoria filme estrangeiro ( feito por uma triz trans); Guillermo del Toro, como melhor diretor por “A Forma da Água”, mais um mexicano para fazer companhia a Alejandro Iñarritu no panteão do Oscar ( chupa que é de uva, Donald Trump!)...

Minha maior decepção : numa edição em que entre os nominados para melhor ator coadjuvante estavam Richard Jenkins, Willem Dafoe, Christopher Plummer e Woody Harrelson , ganhar o ator menos interessante da lista: Sam Rockwell ( 3 anúncios de um crime). Meu favorito? Jenkins em “A Forma da Água”!

Melhor look da festa – tinha muitos vestidos bonitos e com grande laçarotes nas costas, mas Nicole Kidman arrasou com um modelo azul escuro , da Armani Privé, com enorme laço ... na frente !

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Quem é esse tal de Oscar ?

Existem três versões de como – após ter sido criado em 1929 pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood – a honraria ganhou esse apelido no começo da década de 30. Segundo a mais popular delas, a fonte teria sido um comentário espontâneo de uma secretária executiva da Academia, chamada Margaret Herrick, que, ao ver a estatueta, teria exclamado: “Parece meu tio Oscar!” Um porém: os historiadores que tentaram checar a veracidade dessa lenda descobriram que Herrick não tinha um tio e, sim, um primo com esse nome. Outros atribuem o batismo ao colunista Sidney Skolsky, o primeiro a usar o termo na imprensa, em 1934. Como se não bastasse, a atriz Bette Davis reivindicou para si a autoria do cognome, ao dizer que, visto de trás, o troféu lembrava seu marido, o trompetista Harmon Oscar Nelson. A Academia só passou a usar oficialmente o apelido a partir de 1939. ( Fonte: Mundo Estranho/Ed.Abril)

Prefiro a versão da Bette Davis. Por que ? Porque ela era tão sarcástica que a história pode ser verdadeira e também por ser uma das minhas atrizes favoritas !

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FORA DE SÉRIE

FEUD – 8 episódios – USA-  2017

Já que o nosso assunto é Oscar e falamos em Bette Davis, vamos voltar à conversar sobre a minissérie “Feud”. É uma das melhores produções para TV do ano passado. Duas grandes atrizes atuais, Susan Sarandon e Jessica Lange, vivem as divas de Hollywood, Bette e Joan Crawford. É famosa a rivalidade que havia entre as duas, mas se viram quase obrigadas a filmar juntas por falta de papéis para atrizes mais “velhas”.  Elas atuaram no suspense “ O que aconteceu a Baby Jane?” (1962), que acabou fazendo sucesso.

A minissérie mostra esse período de filmagem e as humilhações a que Joan Crawford se submeteu para conseguir algum papel. Pincela também alguns aspectos da vida pessoal das duas, como as relações conflituosas entre elas e os filhos.

Mas quero destacar a história que é contada em “Feud” de como Joan boicotou Bette na cerimônia do Oscar de 1962. Inconformada com a indicação da rival ao prêmio de melhor atriz pelo filme que tinham feito juntas, Joan pediu a cada concorrente da categoria que a deixasse receber a estatueta. Sabe-se lá porque, as atrizes concordaram !!! Moral da história: Bette, apesar da certeza da vitória,  não ganhou e quem subiu ao palco para receber o Oscar no lugar de Anne Bancroft foi...Joan Crawford !

Tempos mais tarde, Bette Davis diria em uma entrevista : “ Eu quase caí morta! Fiquei paralisada com a atitude dela – aquele comportamento foi desprezível”.

Coisas de divas que ajudaram a alimentar as fofocas da rivalidade como forma de se manter em evidência num mercado cruel com atrizes maduras. No seu livro de memórias “Isso e Aquilo”, Bette escreveu sobre Joan : “ela era uma profissional […] eu sempre serei grata por ela ter me dado a oportunidade de interpretar Baby Jane Hudson”. Desce o pano.

“Feud” está disponível no Fox Premium/Net.

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E o Oscar não vai para ...

Bem que poderia ser o nome de um filme, mas aqui “os injustiçados” são aqueles que apesar da qualidade da obra jamais ganharam um Oscar.

Vamos começar pelos diretores :

-Charles Chaplin nunca foi indicado ao Oscar de melhor direção.

-Alfred Hitchcock também nunca ganhou um Oscar, apesar de ser indicado cinco vezes.

- Stanley Kubrick, um dos maiores de todos os tempos, nunca ganhou o Oscar de melhor diretor. “Laranja Mecânica”, por exemplo, perdeu para “Operação França”, em 1971. “2001-Um Odisseia no Espaço” foi ultrapassado por “O Planeta dos Macacos” (gosto dos dois, mas...).

-Martin Scorsese só recebeu o prêmio de direção em 2006 com Os Infiltrados. A maior inconformidade dos cinéfilos é que Os Bons Companheiros foi desbancado por Kevin Costner no prêmio de direção por Dança Com Lobos (1991).

-Ben Afleck recebeu todos os prêmios ( Globo de Ouro,  Critics Choice Awards etc...) de direção por Argo(2013), mas não foi indicado como diretor ao Oscar. Mesmo assim Argo ganhou o Oscar de melhor filme, melhor roteiro adaptado e edição. Não morro de amores por Argo, mas como pode um filme ser considerado o melhor e o seu diretor não ?!

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Os filmes...

“Rocky, um lutador” é um filme super popular, mas a crítica e parte do público achou injusto ter ganho de “Taxi Driver”, de Martin Scorsese com Robert De Niro, em 1977.

“Cidadão Kane”, do Orson Welles, está sempre no topo das listas de melhores filmes da história. É estudado em escolas de cinema no mundo inteiro. Pois, perdeu o Oscar para “Como era verde meu Vale” em 1941.

Crash-No limite” ter ganho, em 2006,  de “O Segredo de Brokeback Mountain”, de Ang Lee, foi uma surpresa tão grande que até o apresentador, Jack Nicholson, fez cara de espanto.

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Com os atores, a injustiça não é tão flagrante, mas há quem não se conforme com alguns resultados:

- Em 1970, a Academia resolveu premiar John Wayne por “Bravura Indômita”, já que ele nunca havia ganho um Oscar em 40 anos de carreira. Mas, naquele ano quem tinha arrasado no papel de Ratso, o doente miserável das ruas de NY, foi Dustin Hoffmann em “Perdidos na Noite”.

FOTO

Muita gente torce o nariz também para o Oscar de melhor ator para Russel Crowe, em “O Gladiador”, quando estavam no páreo Tom Hanks, em “Náufrago” e Javier Bardem ( meu favorito) em “Antes do Anoitecer”.

- O italiano Roberto Begnini levou o Oscar de melhor ator por “ A Vida é Bela” em 1999  , quando estavam no páreo Ian McKellen (Deuses e Monstros) e Edward Norton (A Outra História Americana).

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E as atrizes...

Glenn Close, que infelizmente hoje está quase sem expressão por causa do botox, fez grandes trabalhos , recebeu seis indicações e nunca ganhou um Oscar. Merecia, ao menos, pelo papel de Marquesa de Merteuil em “Ligações Perigosas”, mas perdeu para Jodie Foster em “Acusados”, em 1989.

Bette Maravilhosa Davis perdeu a estatueta de Melhor Atriz , no icônico “A Malvada”, para  Judy Holliday no cômico “Nascida Ontem”. Injustiça total! Ainda bem que Bette já havia ganho dois Oscars por “ Perigosa”, em 1936 e  por “Jezebel”, em 1939.

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OS  MANIFESTOS

Talvez a cerimônia do Oscar nunca tenha sido tão politizada como atualmente. Nos últimos anos temos visto atores negros  reclamando da falta de espaço e reconhecimento de artistas afrodescendentes, por exemplo. Este ano, o mote foi contra o assédio e a diferença de cachê entre homens e mulheres. Mas, já houve manifestações individuais, solitárias, em tempos passados.

1973: ao vencer o prêmio de melhor ator por ‘O Poderoso Chefão’, Marlon Brando colocou uma atriz vestida de índia para receber o prêmio. A indígena reclamou da forma como os índios eram tratados em Hollywood. Como se não bastasse, a estatueta foi recusada.

1974: um homem de 33 anos, identificado como Robert Opal, invade o palco completamente pelado, tirando a atenção do ator David Niven, que iria anunciar a convidada Elizabeth Taylor. Opal torna-se uma figura cultuada pelos jornalistas e fãs da cerimônia. Ele foi encontrado morto cinco anos depois, em São Francisco.

1987: ao subir ao palco, Eddie Murphy reclamou e disse que a premiação não era dada a atores negros. Segundo ele, “os negros e ele mesmo não seriam capazes de levar uma estatueta”. Em 2007, Murphy concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante por ‘Dreamgirls’.

2000: em forma de protesto, a cantora islandesa Björk foi a uma cerimônia do Oscar vestida de cisne, com figurino feito de arames e penas brancas. A cantora, que foi à premiação para apresentar a música ‘I´ve Seen it All’, parte da trilha sonora de ‘Dançando no Escuro’,foi severamente criticada pelos conservadores.

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O recordista: Para completar a lista, temos ainda outro ator: George C. Scott sempre recusou os prêmios que ganhou na academia. Tudo começou com o prêmio de melhor ator coadjuvante por Anatomia de um Crime em 1959, que teve dele o mais absoluto silêncio como resposta.

As pérolas foram só aumentando com o tempo: em 1962, por The Huster, tudo o que a Academia recebeu dele foi um sucinto e sonoro “No, thanks”; já em 1970, quando Patton lhe rendeu o prêmio de melhor ator, o ator declarou que passou a noite assistindo a um jogo de hóquei.

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MICOS DAS CERIMÔNIAS

mico dos micos

- O maior mico da história do Oscar é também o mais recente: no ano passado, o ator Warren Beatty anunciou como melhor filme o musical “La La Land” para , minutos depois, o apresentador corrigir que era “Moonlight- sob a luz do luar”. A empresa de auditoria se desculpou por ter entregue o envelope errado a Beatty e Faye Dunaway. Os responsáveis pelo erro nunca mais trabalharão na indústria do cinema na vida! Mas, ainda acho que Faye, percebendo que havia algo errado, jogou o envelope na mão do parceiro de “ Bonnie and Clyde”...tsc.tsc...

A morta viva

- Outra gafe da edição de 2017 foi a inclusão da foto da produtora australiana, Jan Chapman, na lista de mortos do ano. Apesar de aparecer no In Memorian, Jan está bem viva e passa bem.

Qual Frank ?

Na cerimônia de 1933,  o apresentador Will Rogers iria anunciar o vencedor do Oscar de Melhor Diretor. Frank Lloyde concorria à categoria por “Cavalgada”, enquanto Frank Capa concorria por “Dama por um Dia”. Rogers disse: “suba e venha pegar seu Oscar, Frank”. O grande Frank Capa se levantou para buscar o prêmio , mas a estatueta era para Frank Lloyde. Tóooim !

Disfarçando

No Oscar de 1943, Humphrey Bogart era um dos favoritos como melhor ator por seu papel em ‘Casablanca’. Ele levantou para receber o prêmio segundos antes de anunciarem o verdadeiro vencedor: Paul Lukas. Percebendo o erro, Bogart ficou em pé e começou a aplaudir, mesmo com todos os outros convidados sentados em suas cadeiras.

Sessão pastelão

Um dos momentos mais engraçados do Oscar aconteceu em 1952, quando Shelley Winters, que disputava o Oscar por ‘Um Lugar ao Sol’, levantou e correu ao palco antes do apresentador anunciar a vencedora. Ao perceber que a premiada foi Vivien Leigh, por ‘Uma Rua Chamada Pecado’, o ator Vittorio Gassman, marido de Shelley, tentou evitar o mico e puxou o vestido da mulher e os dois acabaram caindo no chão.

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É COISA NOSSA

A participação do Brasil no Oscar é, digamos assim, muito tímida. Enquanto nuestros hermanos de Argentina já levaram duas estatuetas de melhor filme estrangeiro, “ A História Oficial” e “ O Segredo dos seus Olhos”, nós só tivemos indicações:

1963 – O Pagador de Promessas”, dirigido por Anselmo Duarte, perdeu para o francês “Sempre aos Domingos”. Nosso filme, porém, tinha ganho a Palma de Ouro em Cannes um ano antes.

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1986 – Não foi uma vitória exatamente nossa, mas o americano William Hurt levou o prêmio de melhor ator pela coprodução Brasil e EUA, “O Beijo da Mulher Aranha”. Dirigido por Hector Babenco, teve Sonia Braga brilhando no papel título.

1996 – “ O Quatrilho”, de Fábio Barreto, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Perdeu para o holandês “A Excêntrica Família de Antonia”.

1998 – “O que é isso, companheiro?”, do irmão de Fábio, Bruno Barreto. Outra coincidência: perdeu também para um filme holandês, “Caráter”.

1999 – “Central do Brasil”, de Walter Sallesmarcou algo inédito: duas indicações consecutivas de filme brasileiro ao Oscar e uma atriz brasileira nominada. O filme é maravilhoso, mas encontrou pelo caminho o arrasa-quarteirão italiano, “A Vida é Bela”. Até aí, a gente se conforma. Mas, Fernanda Montenegro, que está espetacular em “Central do Brasil”, perder para Gwyneth Paltrow ?? WTF ?

2004 – “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, sabe-se lá porque não foi indicado pela Academia como melhor filme estrangeiro em 2003. Para se redimir, o indicaram em 2004 nas categorias melhor diretor, melhor roteiro adaptado (Bráulio Mantovani), melhor fotografia (César Charlone) e melhor edição (Daniel Rezende).Não ganhou, mas foi um feito inédito para o cinema brasileiro. P.S.: Tive a alegria de falar com César Charlone logo após a indicação ao Oscar. Ele estava passando férias com a família em Florianópolis e liguei para marcar uma entrevista. É um daqueles momentos difíceis em que a jornalista teve que segurar a tiete/cinéfila que existe dentro dela !! Mas, claro, não deixei de parabenizar o grande fotógrafo efusivamente pela indicação. Aliás, uma pessoa, extremamente simpática.

Outras indicações :  A canção “Rio de Janeiro” do filme “Brazil”, de Ary Barroso ( 1945), o curta-metragem “Uma História de Futebol” ( 2001), o documentário “Lixo Extraordinário”(2011), a canção “Real Rio”, de Carlinhos Brown e Sérgio Mendes da animação “Rio”, perdeu para o “Muppets”.

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Precisamos falar sobre Carlos Saldanha




Quase que o Brasil levou sua primeira estatueta domingo. Isso graças ao trabalho de Carlos Saldanha que concorreu com a animação " O Touro Ferdinando". É a segunda vez que Saldanha é indicado ao Oscar . A primeira foi com o curta " Aventura Perdida de Scrat", em 2004. Ele também dirigiu o ótimo "Rio" e duas continuações de "A Era do Gelo".  Domingo, "O Touro Ferdinando" perdeu para  "Viva:a vida é uma festa". Mas, Carlos Saldanha ainda vai chegar lá. Talento é que não lhe falta.

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BEIJO DE CINEMA

Hoje, não são beijos: são caras e bocas das estrelas na hora da nominação ou revelação do ganhador. Cada qual no seu estilo...

David Niven sem saber que um cara corria pelo palco, completamente nu...


 
Meryl Streep descobrindo que erraram o nome do filme vencedor...


 
Benedict Cumberbatch, comemorando antes da festa ...


 
Jennifer Lawrence rindo à toa por ter o maior cachê feminino de Hollywood...

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HASTA LA VISTA, BABY !

Nesta edição, frases dos discursos de ganhadores do Oscar, of course !

Talvez o governo imponha alguma regra de imigração na Academia no ano que vem. Dois mexicanos seguidos é algo suspeito."  (Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor, em 2014, o mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritu ,pediu que imigrantes sejam tratados com respeito).

"Eu li um artigo que dizia que ganhar um Oscar poderia estender sua vida em cinco anos. Se isso for verdade, eu gostaria de agradecer à Academia porque meu marido é mais jovem do que eu" — Julianne Moore, vencedora do Oscar de melhor atriz em 2015 por "Para sempre Alice".

Tem muita gente nova vindo aí, mas eu gostaria de dizer aos executivos, não esqueçam dos velhos. Os senhores e as senhoras estão aí, querendo mostrar o melhor do trabalho deles para vocês. (Clint Eastwood ao receber o Oscar em 2004 por” Menina de Ouro”)

“Eu sou o rei do mundo!”  (James Cameron, melhor diretor por Titanic -1997)

“Eu não sei o que eu fiz na vida pra merecer tudo isso. Eu sou só uma garota de um trailer que tinha um sonho.” ( Hilary Swank, Melhor Atriz por Menina de Ouro -2004)

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FORA DA PAUTA

Talvez as novas gerações só tenham visto Tonia Carrero, que morreu domingo, aos 95 anos, em imagens glamourosas e novelas de TV. Mas Tonia, além de lindíssima, interpretou papéis importantes no cinema e no teatro. Em 1967, ele fez “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, incomodando a ditadura militar pelo seu teor transgressor. Foi a peça de maior sucesso naquele ano e a confirmação de que ela era não só uma estrela, mas uma grande atriz. Tonia esteve também à frente do protesto  das atrizes contra a censura no Brasil, em 1968. Ao longo da carreira, ela fez 54 peças, 19 filmes e 15 novelas.


Tônia com as colegas Eva Todor, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengel, contra a censura, em 1968.

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MENS@GEM PARA VOCÊ

Sobre os filmes tristes da edição passada, algumas outras opiniões:

A Noite dos Desesperados , tema do artigo da coluna anterior ( Eliana Borba)

Visages , villages – documentário francês de Agnés Varda ( Eula Regina Maciel)

A Elegância do Ouriço – francês, baseado no livro de mesmo nome( Fernanda , do Projeto Releituras )

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Foi terrível ler a coluna muito cedo de manhã, pois mergulhei na memória desses filmes tristes e agora não quero sair da cama! Hahahaha... Mas escrevo pra mencionar uma curiosidade sobre “Em Terapia” (a americana), que também amei. A primeira temporada, que é a melhor na minha opinião, é dirigida por Rodrigo Garcia, o filho de Gabriel Garcia Marques. Famílias de talento são fascinantes! Obrigada por mais uma bela coluna! ( Dedé Ribeiro)

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Sobre a colunista:

Brígida De Poli é jornalista. Cinéfila desde criancinha, converteu-se à mania das séries depois de assistir a "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinem, apenas alguém que gosta de trocar ideias sobre a sétima arte.

Contato: cineseries@portalmakingof.com.br

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Esta edição estava bem meia-boca, hein? Tô de olho!

THE END

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