Fevereiro 21, 2020

Vem pra maratona de Carnaval do Bloco dos Cineseriéfilos!

Vem pra maratona de Carnaval do Bloco dos Cineseriéfilos!
Hugh Laurie em Avenue 5

O Carnaval é a maior festa popular do Brasil e quiçá do mundo. Multidões saem às ruas vestindo fantasia, fazendo crítica política (e este ano têm matéria prima, ô se tem!!) e sambando dias a fio. Mas nem todos curtem ir pra folia, gostam apenas de ver o desfile das escolas de samba na TV ou nem isso. Como aproveitar então o feriadão de Carnaval? Cine&Séries convida você para integrar o Bloco dos Cineseriéfilos... ala,la,ô,ô,ô... escolha a sua fantasia e vamos maratonar até cair. Vão aí algumas sugestões !

Boa leitura, boas séries, bons filmes!

A gente volta depois da quarta-feira de cinzas.

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HBO/ Now

The outsider – 7 episódios disponíveis

Um menino é brutalmente assassinado e o suspeito é visto em dois lugares ao mesmo tempo. Um sósia? Um clone? Um duplo? Assim começa a nova série de suspense da HBO, baseada em ninguém menos que ele, Stephen King, o rei do gênero. A série pega a gente logo de cara e mantém o mistério, com direção do ator Jason Bateman que participa como ator dos primeiros capítulos. Não vou falar muito pra não dar spoiler, mas recém no 7º episódio – de 10 no total - ainda há muuuuito suspense pela frente.

 

Avenue 5 – 6 episódios disponíveis

"Ah, colunista, mas eu não gosto destas séries que dão medo...", ok, querido leitor, tente esta comédia que conta uma história que se passa num futuro próximo. Ryan Clark é o charmoso e controlador capitão da Avenue 5, uma famosa nave especializada em turismo espacial. Mas quando o veículo começa a apresentar problemas de funcionamento, ele precisa unir sua equipe para garantir a segurança dos passageiros, desesperados para sair daquela situação. Aí, ele, os passageiros e nós, vamos descobrindo que nem tudo é o que parece... A série é super bem produzida e tem o trunfo de trazer como protagonista Hugh Laurie, o inesquecível Dr. House!

 

FOX PREMIUM

Homeland – 8 temporadas

Se você ainda não viu Homeland, você tirou a sorte grande! Terá todo o carnaval para ver as 8 temporadas desta série que começa com a agente da CIA, Carrie Mathison, investigando a volta do sargento Nicholas Brody como herói, mas suspeito de estar a serviço da Al-Qaeda. As reviravoltas garantem o suspense a cada temporada. Claire Danes está perfeita como Carrie e seus distúrbios mentais e emocionais.

Quem vem acompanhando Homeland, terá chance de ver os primeiros episódios da 8ª e última temporada. Depois dessa é bye,bye Carrie e suas aventuras e loucuras no Oriente Médio.

 

PRIME VÍDEO

Quem não assina o Prime e não quer gastar, pode fazer uma semana grátis e ver tudo o que conseguir em 7 dias...

 

MR.ROBOT – 4 temporadas

Esta é a série que descobriu Rami Malek, oscariado pelo papel de Fred Mercury no ano passado.

Sinopse: Elliot (Rami Malek) é um jovem programador que trabalha como engenheiro de segurança virtual durante o dia, e como hacker vigilante durante a noite. Elliot se vê numa encruzilhada quando o líder (Christian Slater) de um misterioso grupo de hacker o recruta para destruir a firma que ele é pago para proteger. Motivado pelas suas crenças pessoais, ele luta para resistir à chance de destruir os CEOs da multinacional que ele acredita estarem controlando - e destruindo - o mundo.

 

Homecoming – 10 episódios

Se o tempo é curto, escolha a minissérie com Julia Roberts, em sua estreia no formato . Ela interpreta Heidi Bergman, uma assistente social que atende veteranos traumatizados em um programa que visa ressocializar soldados na vida civil.  Homecoming é o nome do local, um prédio isolado em uma área pantanosa da Flórida que utiliza métodos pouco ortodoxos para alcançar seus objetivos. Ótimo thriller psicológico baseado em um podcast de sucesso, a série traz mais algumas ótimas surpresas.

 

NETFLIX

Grace and Frankie – 6 temporadas

Chegou a 6ª temporada da comédia com as maravilhosas Jane Fonda e Lilly Tomlin, garantia de boas gargalhadas mesmo falando de temas sérios. Elas são Grace e Frankie duas mulheres que estão encarando a temida terceira idade, mas não da forma que imaginavam. Quando os seus respectivos maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro, e planejam se casar, a vida delas é virada de cabeça para baixo. Esta é a penúltima. A 7ª será a derradeira.

 

Next in fashion – 1 temporada

Pra quem gosta de realitys de moda, uma boa notícia: a Netflix conseguiu fazer um programa do gênero ainda melhor que o tradicional Project Runway. Por que digo isso? Porque Next in Fashion tem uma edição mais ágil, sem "encher lingüiça", os apresentadores Tan France e Alexa Chung são divertidos e os estilistas selecionados para esta 1ª temporada são super talentosos e bem diferentes entre si. O roteiro é conhecido: eles concorrem a 250 mil dólares, desenhando e costurando num tema a cada episódio: jeans, tapete vermelho, praia etc... Até eu que não sei pregar um botão aprendi algumas coisas sobre design de moda. Bem divertido.

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OUTRAS PALAVRAS

E para apimentar o Carnaval... amigos e leitores sugeriram outros filmes que quebraram tabus, tema da edição anterior.

 

Bob&Carol&Ted&Alice – direção:Paul Mazurski (1969)

Lembrado pela Edna Merola, este filme delicioso retrata com humor o início da Revolução Sexual.

Bob (Robert Culp) e Carol (Natalie Wood) formam um sofisticado casal californiano que, depois de assistirem a uma sessão terapêutica matrimonial, decidem expandir os limites do seu casamento tendo casos extra-conjugais. Ted (Elliott Gould) e Alice (Dyan Cannon) é um casal mais tradicional que sempre gostou de ouvir as  aventuras excitantes dos seus melhores amigos até ao dia em que são convidados a juntarem-se a eles - na cama!

 

Querelle – direção: Rainer Werner Fassbinder ( 1982)

Lembrado por Jaime Gargioni.  É baseado na novela "Querelle de Brest", escrita por Jean Genet em 1947, mas a versão para o cinema causou forte impacto 35 anos depois. Foi o último filme do diretor alemão que morreu no mesmo ano do lançamento.

O marinheiro francês Querelle (Brad Davis) desembarca em Brest. Marginal e movido pelo desejo, torna-se frequentador assíduo do bordel da cafetina Lysiane (Jeanne Moreau), amante de seu irmão Robert (Hanno Pöschl). Lysiane é casada com Nono (Günther Kaufmann), que costuma jogar dados com os clientes. Quem ganha pode ficar com ela, quem perde deve transar com ele.

 

O porteiro da noite – direção:Liliana Cavani ( 1974)

 Um filme perturbador, lembrado por Bia Aguiar. Causou muita polêmica, principalmente na comunidade judaica e no movimento feminista.

Viena, 1957, treze anos após os eventos do Holocausto. A sobrevivente de um campo de concentração, Lucia Atherton (Charlotte Rampling), encontra trabalhando como porteiro de hotel Maximilian Theo Aldorfer (Dirk Bogarde), um oficial nazista que foi seu torturador. O encontro faz retornar a relação sado masoquista que tiveram.

 

Por que não ? – direção: Coline Serreau (1977)

Mario Antonio lembrou de Pourquoi pas ? , versão dos anos 70 ( há outro com o mesmo título).

Um homem e uma mulher, recém divorciados de outras pessoas, passam a viver juntos e logo viram um trio com outro parceiro. A relação parece bem feliz até que o primeiro desaparece. Quando parece que tudo acabou ele retorna com outro companheiro. O trio vira um quarteto depois que convencem o novo morador da casa a juntar-se a eles amorosamente. Uma ideia bem dos anos 70, da vida em comunidade. Atualmente há o ressurgimento do que chamam de poliamor.

 

Os demônios – direção: Ken Russel ( 1971)

O escritor Roberto Cattani sugere um título do sempre delirante diretor britânico, Ken Russel. Censurado em diversos países e considerado herético por muitos espectadores, Os Demônios  voltou ao tema do polonês Madre Teresa dos Anjos, de 1961. Na versão de Russel, dois grandes atores: Oliver Reed e Vanessa Redgrave.

Na França de 1631, durante o violento regime católico em luta contra os protestantes, uma madre-superiora começa a atribuir suas fantasias sexuais com o mais proeminente padre do vilarejo a possessão demoníaca. Adversários políticos do sacerdote, Grandier, decidem aproveitar a oportunidade para tirá-lo do poder para sempre. É quando entram em cena os horrores da Santa Inquisição. (Sinopse Filmow)

 

Toda nudez será castigada – direção:Arnaldo Jabor ( 1973)

A obra de Nelson Rodrigues foi adaptada inúmeras vezes para o cinema. Mas este filme, lembrado pela Neuza Vollet, é - para mim – a melhor adaptação de todas. Claro, como bom texto rodrigueano, escandalizou muita gente na época, inclusive o chefe de serviço da censura, general Antonio Bandeira, que mandou proibir a exibição do filme no Brasil. Toda Nudez ganhou o Urso de Prata, no importante Festival de Berlim e acabou sendo liberado mais tarde pelo sucesso no exterior. Obs.: a atuação de Darlene Glória  como Geni é antológica.

Em uma família tradicional Herculano (Paulo Porto), um homem puritano que só tinha tido uma mulher na vida, prometeu para Serginho (Paulo Sacks), seu filho, enquanto a esposa agonizava, que jamais teria outra mulher. Já o irmão de Herculano, Patrício (Paulo César Pereio), vive às custas do irmão e faz de tudo para que Herculano dependa cada vez mais dele e assim possa explorá-lo cada vez mais. Aproveitando uma crise de desespero do irmão, Patrício coloca junto à mesa de Herculano uma fotografia de Geni (Darlene Glória), uma cantora de inferninho e meretriz. Após se embebedar Herculano vai ao bordel, onde encontra Geni e passa a noite com ela. Porém, depois renega a ligação, mas ele e Geni já estão apaixonados. Herculano promete se casar com ela, mas para isto precisa fazer Serginho viajar. Porém, sentindo o que está acontecendo, Serginho se recusa a partir, mas algo ainda muito maior vai torturar Herculano. (Sinopse Adoro Cinema).

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THE END

(*) Fotos reprodução/divulgação

Tags:
cinema séries beijos de cinema arte cultura séries de TV netflix
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Brígida Poli

Brígida Poli

Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".

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