Fevereiro 05, 2020

Vida pública não é privada, presidente Moro

Vida pública não é privada, presidente Moro

A vida pública no Brasil transformou-se na privada dos dejetos da corrupção política. Um dos exemplos mais chocantes: O controle pelas milícias, com participação dos políticos, de praticamente todas as comunidades pobres do Rio de Janeiro. Imagem perfeita do resto do Brasil.

Moro abriu uma fresta de uma porta para uma campanha contra a corrupção. É preciso escancarar essa porta, e levar a Lava Jato até o fim. Duas medidas fariam avançar essa campanha vigorosamente. Eleger Moro Presidente e decretar, constitucionalmente, como foi feito na Suécia, privacidade financeira zero para quem se envolver com política ou com governo. Se a campanha de Bolsonaro, ao nomear Moro Ministro, foi sincera, ele pode, em retribuição, ser o candidato a vice de Moro. Se aceitar os processos contra parentes e amigos que tenham se envolvido com ‘rachadinhas’, ‘laranjais’, e outras corrupções políticas. Para esse caminho ser seguido, basta a população dos eleitores brasileiros confirmar, pelo voto concreto, as previsões das pesquisas sobre o próximo candidato preferido à Presidência da República do Brasil.  

Já estou, pessoalmente, em campanha nessa direção. E para isso, estou assumindo o papel de robô humano, que repetirá o máximo possível o ‘slogan’ vida pública não é vida privada. Privacidade financeira zero, como fez a Suécia, para quem se envolver com política ou governo. Sem essa campanha, continuaremos onde estamos, mergulhados na privada – defendida pelos políticos como privacidade – da corrupção política.

Tem exagero idealista dentro dessa proposta? Tem, sim. Ela é utópica no sentido definido por Gandhi. Deixa clara a direção que o Brasil tem que tomar para se salvar da desordem sócio-econômica e política. Se o alvo utópico não puder ser atingido, com a eleição de Moro, quem sabe Bolsonaro leva o combate à corrupção, sinalizado pela nomeação de Moro para Ministro da Justiça, o mais próximo possível dessa utopia. Sem poupar parentes e amigos. Se fizesse isso, Bolsonaro ficaria na história, confirmando a boa intenção ao nomear Moro Ministro da Justiça. Se não fizer, Moro tem todas as razões, apoiadas pela população brasileira, para assumir a liderança, candidatando-se a Presidente, para acabar com a privada da corrupção política e governamental no Brasil.  

*Ricardo Luiz Hoffmann é Formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado.

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Redação Making Of

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