Fevereiro 19, 2021

1, 2, 3... Repórteres de volta à ativa

1, 2, 3... Repórteres de volta à ativa
Reprodução

Está chegando a hora dos repórteres voltarem às ruas. O jornalismo testemunhal – e real, em que as equipes mostram a origem dos fatos com textos e imagens, foi pausado no início da pandemia há 1 ano. 

Foi importante para a preservação da saúde dos profissionais e um exemplo para aqueles que desafiavam as regras de distanciamento. Nos momentos delicados, com alta taxa de transmissão do novo coronavírus, valeu investir em imagens de estúdio, produzidas no pátio das emissoras, com muros e árvores compondo o cenário, do teto de edifícios e onde mais não seja de risco. Distante dos fatos, no entanto, sem o testemunhal dos cinegrafistas.

Não foi uma garantia total de preservação da saúde, pois há gente que saiu do estúdio contaminada no momento.

 

Internet

Algumas iniciativas desse período vão permanecer por mais tempo. Talvez para sempre, como fazem as emissoras americanas. A entrevista com autoridades via internet por exemplo. Mas desde que a informação seja relevante. Não pode ser apenas preenchimento de espaço ou falta de mobilidade. Assim como também deve ser a participação dos comentaristas, um acréscimo à informação e não um chamado de última hora para fechar o tempo de produção.

 

Credibilidade

Esse longo e difícil período valorizou o bom jornalismo em todas as plataformas. A credibilidade, a soma de bons conteúdos por um período de tempo, separou os profissionais daqueles que não têm compromisso com a verdade. Não por falta de diploma, embora um ou outro não tenha, mas má formação do caráter.

Como sempre, valeu a chancela dos veículos de comunicação com histórico de bons serviços. A audiência sabe recompensar aqueles que defendem o que é bom para o próximo e não se ilude com falso reconhecimento nas redes sociais.  

 

Economia

O modelo atual de fazer jornalismo, além de cuidar da saúde dos profissionais, representou uma economia de custos. Vagas não foram preenchidas, horas de trabalho deixaram de ser feitas, carros ficaram nos pátios e outras medidas.

Até por isso, é necessário aos poucos retomar o jornalismo presencial. Este jamais será substituído e poderá conviver normalmente com entrevistas feitas pelos âncoras que facilitam a mobilidade em muitos casos e alcançam as autoridades onde elas estiverem. Esse será o novo jornalismo.

Tags:
multimidia claiton selistre bastidores comunicação TV rádio jornal
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!