Junho 10, 2021

A Assembleia deu um exemplo republicano

A Assembleia deu um exemplo republicano
VICENTE SCHMITT/AGÊNCIA AL

O peso de 67 mil famílias é maior do que qualquer desavença política ou antecipação do palanque eleitoral, por isso a aprovação por unanimidade dos deputados estaduais do auxílio emergencial, SC Mais Renda, que transformaram uma medida provisória enviada pelo governador Carlos Moisés em lei, tem um valor inestimável à sociedade catarinense, foi um ato de grandeza.

Sob a batuta do presidente Mauro de Nadal (MDB), após a sessão na foto, que acelerou o processo e teve aceitação de todos os parlamentares, o Legislativo contribuiu para dirimir uma das maiores chagas deixadas no rastro de destruição da pandemia, a social, onde famílias mais pobres e profissionais (de hotéis, bares, restaurantes, turismo, eventos, transporte e transporte coletivo) que perderam seus postos de trabalho ficaram em situação de vulnerabilidade extrema.

Não são as três parcelas de R$ 300,00 que resolverão problemas de sobrevivência, alguns que transcendem o atual momento, mas a sensibilidade de aliar esta medida com as já tomadas pelo governo federal e as que beneficiaram micro e pequenos empresários com linhas de crédito.

Sobrou sensibilidade no Executivo e dissernimento da Assembleia que entendeu a necessidade de pressa para que a medida pudesse ser agilizada.

 

Referência

O governo do Estado já se prepara para atuar sobre os aproveitadores de cunho criminosos que queiram burlar e fraudar o auxílio emergencial aprovado pela Assembleia.

Está em contato com a Controladoria da União e com o Ministério da Cidadania para cruzar os dados com o sistema que concede benefícios federais e com o Ministério da Economia para ter acesso às rescisões de trabalho no período entre 19 de março de 2020 e 1º de maio deste ano.

 

Deu ruim

Para a CPI da Covid depois que a ministra Rosa Weber, do STF, concedeu habeas corpus ao governador Wilson Lima (PSC), do Amazonas, e negou que ele possa participar da sessão da próxima quarta (16) como convocado.

Na decisão, a ministra disse que, na condição de investigado, Lima não deve responder aos senadores, mas, mesmo os que não estão nesta situação, como é o caso de Carlos Moisés (PSL), podem se beneficiar, até porque já entraram com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF),

Isso só para os parlamentares se lembrarem que, acima do palanque eleitoral que querem antecipar, existe a Constituição, embora o Senado diga que irá recorrer.

 

Aliás

Governador Carlos Moisés esteve isolado na Casa d’Agronômica depois de apresentar sintomas de gripe e fazer um teste RT-PCR que deu negativo para Covid-19, duas vezes.

Não houve a reinfecção, já que Moisés teve a doença no ano passado.   

 

DIVULGAÇÃO

NAS DUAS PONTAS

Deputado federal Fabio Schiochet (PSL) teve missão dupla ao passar pela Defesa Civil nacional e pedir recursos para os municípios catarinenses atingidos pelas fortes chuvas desta semana. Depois de receber o sinal verde do coronel Alexandre Lucas Alves, secretário nacional da Defesa Civil, levou uma demanda da área ao líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde no governo Temer. O pedido de Alves era para que fosse votada a MP 1030, que libera R$ 450 milhões para cidades atingidas pelas chuvas ao Ministério do Desenvolvimento Regional, ao qual a Defesa Civil está subordinada. Barros disse que a medida provisória deverá ser apreciada antes de 21 de junho com apoio do Planalto, para que não perca a validade.

 

Que coisa!

Tribunal Regional Eleitoral reprovou as contas do Patriota catarinense, aquele partido que deve ser bastante cortejado na eleição do ano que vem por ser o destino, quase certo, do presidente Jair Bolsonaro, tanto que o senador Jorginho Mello (PL) deve controlar a sigla no Estado.

Se no âmbito nacional, a sigla fez seis cadeiras para a Câmara, o que lhe dá pequena participação no rádio e na TV, nos fundos Partidário e Eleitoral, no estadual a coisa parece bem pior. 

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roberto-azevedo política economia bastidores da política Santa Catarina
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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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