Dezembro 03, 2020

A atenção contra a pandemia é reforçada

A atenção contra a pandemia é reforçada

Com o fim do discurso meramente ideológico e de ações pró-negacionismo, na rápida gestão de Daniela Reinehr, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) ouviu a aprovação dos prefeitos das 20 maiores cidades de Santa Catarina, do presidente da Fecam Paulo Weiss (Rodeio), em reunião virtual (foto), no fim da tarde desta quarta (2), sobre medidas mais fortes de combate à pandemia, que valerão por 15 dias.

Na presença do secretário André Motta Ribeiro (Saúde) e do presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, Alexandre Lecina Fagundes, os prefeitos reforçaram que de nada adianta um novo lockdown porque a conclusão é a de que o que tem levado ao aumento de números de casos são as relações sociais e não as atividades comerciais, econômicas.

Há de ser melhor entendido o termo “toque de recolher” contido nas decisões anunciadas em comum acordo, a partir de 15 das 16 regiões do Estado apresentarem o quadro de estado gravíssimo da Covid-19, com avanço da doença, pois a expressão que consta na lei abrange a impossibilidade de circulação de pessoas nas ruas durante a madrugada (da meia-noite às 5h) e não apenas o fechamento da atividade de bares, restaurantes e outros estabelecimentos às 23h. Ah, existe a possibilidade de prorrogação por mais uma hora para aqueles clientes que já estavam no recinto depois de fechadas as portas.

 

Mais medidas

Veio dos prefeitos a sugestão para que uma ampla campanha de divulgação seja feita pelo governo do Estado na mídia sobre as medidas de proteção e prevenção da pandemia, algo que já foi tema de polêmica na Assembleia.

Outro ponto: ônibus vão circular com apenas 70% da capacidade, mas existe a sugestão que, em algumas atividades comerciais, seja possível prorrogar o horário para evitar aglomerações nos momentos mais procurados pelos clientes.

 

Eles falaram

Durante a reunião virtual, muitos foram os porta-vozes dos prefeitos catarinenses, entre eles muitos reeleitos.

Na lista, Joares Ponticelli (PP, Tubarão), Gean Loureiro (DEM, Florianópolis), José Thomé (PSD, Rio do Sul), Clésio Salvaro (PSDB, Criciúma), Saulo Sperotto (PSDB, Caçador), Luiz Carlos Spengler Filho (vice-prefeito de Gaspar), Adeliana Dal Pont (PSD, São José), Marcelo Lanzarin (que representou o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, do Podemos) e Antônio Ceron (PSD, Lages).

 

Sem admitir

Os prefeitos querem posições mais firmes do governo do Estado porque, no fundo, admitem que o processo de flexibilização que lhes passou responsabilidades sob a gestão das medidas de controle e combate à pandemia não teve o resultado desejado.

Pelo contrário,expôs os governantes locais e também colocou nos gabinetes municipais os empresários e políticos que reclamavam contra os decretos estaduais. Os casos de Covid-19 explodiram e culpar Moisés já não é mais uma boa alternativa.

 

Estreia

Foi o recém-chegado Eron Giordani, chefe da Casa Civil, que coordenou a reunião virtual entre o governador e os prefeitos.

Teste interessante para quem, pela primeira vez, ocupa a função no Estado, embora sobre experiência nas prefeituras de Chapecó e Florianópolis, acompanhado de colegas de colegiado como Paulo Eli (Fazenda).

 

BRUNO COLLAÇO

ABRE OU NÃO ABRE

A aprovação por maioria de votos da subemenda apresentada pelo deputado Bruno Souza (Novo), que, na prática, permite a reabertura de escolas em todos os níveis para aulas presenciais independentemente da situação do Coronavírus depende agora da sanção do governador. O assunto é polêmico e foi duramente criticado pela bancada do PT, que, depois de aderir a trama contra Moisés, voltou ao seu estado natural de defender causas mais plausíveis. Na foto, os deputados se confraternizam, sem nenhum distanciamento social em plenário, encontro raro em uma Assembleia que estava praticamente fechada nas últimas semanas por conta da Covid-19. A novidade na foto: a maioria dos parlamentares está de máscara, com exceção do queixo protegido do deputado Jessé Lopes (PSL), cena que cabe exatamente no conteúdo da reunião do governador com os prefeitos: de que não adianta sugerir medidas de proteção se há pessoas que insistem em desrespeitar. 

 

Absurdo

Relatos vindos de Brasília informam que um deputado estadual de Santa Catarina acionou jornalistas de peso no contexto nacional para dizer que “ganharia notoriedade” por derrubar um governador, no caso Carlos Moisés.

Que a trama para mudar o inquilino da Casa d’Agronômica tinha objetivos múltiplos, inclusive eleitorais, já era de conhecimento popular, porém que o ego pesava tanto quanto só aumenta a indignação. O nome do deputado não vazou, embora não deva ser difícil saber de quem se trata. 

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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