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sábado, 21 maio, 2022

A batalha das vacinas está em curso

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A batalha das vacinas está em curso
JULIO CAVALHEIRO/SECOM

Na pouco significativa passagem por Santa Catarina (foto), o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) deu mais munição para a nova batalha patrocinada pelo Palácio do Planalto contra prefeitos e até governadores que pretendem ir ao mercado comprar vacinas.

A ação encampada pela Frente Nacional dos Prefeitos já reúne 1.703 dos 5.570 municípios brasileiros, notadamente os de maior porte, num total de 125 milhões de habitantes, pretende agir diretamente junto aos laboratórios.

Mas, para isso ocorrer,o governo federal terá que deixar de implementar as metas previstas no Plano Nacional de Imunização (PNI), de acordo com o STF e os projetos aprovados pelo Congresso, que ainda dependem da sanção do presidente Jair Bolsonaro, justamente onde entra a crítica de Pazuello, de que não caberá a prefeitos e governadores fazerem os contratos.

Se a manifestação dos prefeitos for considerada como elemento de pressão, o disparo do ministro, que segue o que Bolsonaro já declarou, terá sua lógica, afinal substituir o país em um universo de falta de vacina, fenômeno de mercado neste momento, dá pouca ou quase nenhuma barganha aos ansiosos administradores municipais.

 

REPRODUÇÃO/FECAM

APELO AOS PREFEITOS

Na sexta, enquanto Pazuello passeava no melhor estilo “visita de médico” a Chapecó, embora seja general do Exército, o prefeito Clenilton Pereira, de Araquari, presidente da Fecam, exortava os colegas a seguirem o caminho da compra de vacinas. Nas contas de Clenilton, 204 prefeitos catarinenses pretende aderir ao que virar em forma de consórcio e no qual a federação estadual terá apenas o papel de intermediador, sem deixar explícito que não existe garantia alguma de que sejam cumpridos protocolos para compras,por exemplo, da russa Sputnik V, de quem a Fecam fala em aquisição de três milhões de doses, ou da chinesa Coronavac. Em síntese, pouco importa à população de onde vierem a vacinas ou quem as comprou, e sim que elas estejamà disposição para imunizar as pessoas.

 

Tamanho

Os grandes laboratórios, que se associaram à instituições ou empresas brasileiras, tampouco os de caráter internacional como Pfizer, Janssen (Johnson´s & Johson’s), Moderna e mais outros que virão, não demonstram interesse ou condições de atender demandas menores do que as do governo deum país, o brasileiro, por exemplo, sequer conseguem honrar compromissos caseiros com a União Europeia.

A verdade é que o Palácio do Planalto patinou na hora de buscar as vacinas, porém só o futuro dirá se as ações dos prefeitos, que incluem os de pelo menos 23 das 27 capitais, lista que passa por Florianópolis, estão a blefar ou a fazer a pior das políticas, a do proselitismo para entrar no chamado circuito dos que tentaram mesmo sabendo que não terão chances.

 

O porquê

Para o Planalto, se prefeitos e governadores puderem comprar as vacinas significaráo fracasso da política de combate à pandemia, principlamente no tocante à imunização em massa.

O conflito dentro do governo federal, dividido entre os que vãode encontro às evidências científicas e os que querem a vacinação, poderá transformar a questão em uma guerra sem vencedores e milhares de mais vidas perdidas.

 

Semana

A expectativa para esta semana é a possbilidade do governo do Estado estender por mais dois fins de semana o lockdown que vigorou nos dois últimos.

A julgar pelo movimento nas principais ruas e avenidas de Florianópolis no domingo (7), a operação merece reparos, pois as pessoas foram passear, muitas delas sem máscara, algo que sugere desconhecimento em matemática ou falta de informação de que 97,4% dos leitos de UTI estão ocupados na região e 351 em todo o Estado aguardam pela transferência.     

 

Mudou

Entusiastas do impeachment de Carlos Moisés, que se valeram dos depoimentos emotivos da então diretora de Márcia Regina Geremias Pauli, ex-superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria Estadual da Saúde, à CPI dos Respiradores, parecem ter abandonado a servidora à própria sorte.

Não há mais as entrevistas bombásticas e a tal bala de prata contra o governador, que ela trazia na bolsa a cada depoimento que dava aos deputados. Olha, tem deputado por trás da reviravolta para salvar a biografia.

  

Em vídeo

Com duração de 3 minutos e 25 segundos, vídeo assinado pela Abres, traz 10 depoimentos de pessoas que seriam donos de restaurantes em uma carta aberta ao governador Moisés onde o culpam pelo que será, segundo eles, pelo colapso e quebradeira do setor.

São narrações convincentes, sem que os autores sejam identificados, o que não evita o exagero de comparar lockdown de fim de semana ou o mais recente decreto de Moisés às eleições do ano passado, coisa decidida pelo Congresso Nacional e pelo Tribunal Superior Eleitoral, sem a participação de governador algum.

 

Por elas

O Observatório Estadual da Violência contra a Muolher deve entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano, com a missão de unificar dados oficiais, análises e proposições para dar um norte apolíticas públicas.

Quem confirma o prazoé a deputada Luciane Carminatti (PT), que coordena os trabalhos de instalação da lei que criou o Observatório, que deverá ser integrados por vários órgãos e entidades sob a liderança da Assembleia.

 

Da esquerda 

Ex-ministro da Educação, prefeito de São Paulo e candidato ao Planalto na última eleição, Fernando Haddad disse em entrevista à Cidade Em Dia FM, de Criciúma, no sábado (6), que se o PT quiser discutir presidência estará à disposição no ano que vem.

Se terá nomes a escolher, a esquerda deve se preparar para mudar o discurso cansado contra Bolsonaro e partir para fazer uma grande frente com partidos de centro e de centro direita, abrindo mão até da cabeça de chapa, caso contrário morre na praia com a perspectiva de ver o atual presidente reeleito até no primeiro turno. 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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