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terça-feira, 24 maio, 2022

A BR-470 está entre buracos e politicagem

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A BR-470 está entre buracos e politicagem
REPRODUÇÃO

O Grupo de Comunicação Difusora, com sede em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, lançou uma campanha sugestiva aos seus ouvintes que poderia ter repercussão entre empresários e lideranças que hoje se veem envolvidos em um jogo politiqueiro e ideológico, no pior dos sentidos, pela disposição do DNIT, leia-se governo federal, em não utilizar recursos do governo catarinense nos trechos 1 e 2 da duplicação da BR-470, Navegantes e até o limite entre Blumenau e Gaspar.

A emissora reclama do excesso e buracos e de falta de melhorias na rodovia, entre Apiúna e Pouso Redondo, daí a analogia com o queijo suíço, conhecido pelos múltiplos furos, que será ofertado aos ouvintes em um concurso de áudios e fotos que evidenciem o problema, agravado pela ausência de um contrato de manutenção (fotos abaixo).

ALMIR MARQUES/GCD

Na outra parte da BR, o que deveria ser motivo de alívio para usuários e empresários que levam seus produtos aos portos de Itajaí e Navegantes ou ao Aeroporto Ministro Victor Konder, virou uma disputa de egos entre conservadores e o governador Carlos Moisés, uma vergonha explícita e sem tamanho, com a eleição do ano que vem como pano de fundo.

A vice-governadora Daniela Reinehr, no comando do Executivo, chegou a vetar a proposta de usar R$ 350 milhões dos cofres do Estado para as obras nas BRs 470, 163 e 280, ao sentir o cheiro de que a medida reverteria em prestígio para Moisés, justamente no maior colégio eleitoral do Estado, entre Taió e Ilhota, medida absurda derrubada, em tempo, pela Assembleia, que havia autorizado o benefício.

 

Cabo de guerra

Enquanto a justificativa para o veto de Daniela era a ausência de previsão financeira no Plano Plurianual, o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) não fez esforço algum para a utilização de R$ 350 milhões oferecidos pelo governo catarinense e ainda provocou prejuízo aos usuários da 280, em fase final de duplicação, e da melhoria da 163, ao suspender as tratativas, ambos atos questionáveis.

Entidades empresariais e o Fórum Parlamentar Catarinense entraram em campo, uma luz no fim do túnel para acabar com o abismo da hipocrisia da má política e a insistência do DNIT em pulverizar os R$ 200 milhões do erário catarinense em quatro trechos em duplicação da BR-470.

 

Várias frentes

Os moradores de Blumenau e região deveriam pedir oficialmente empenho do senador Jorginho Mello (PL), conhecido pela sua influência junto ao DNIT, órgão para o qual indicou os superintendentes estaduais desde o governo Lula.

O parlamentar goza de imensa simpatia do presidente Jair Bolsonaro, outro fator de aumento da pressão sobre o Planalto, e ficaria de bem com o eleitorado do Vale do Itajaí, que já identificou as digitais nada republicanas da ação que não contraria a Moisés, mas os catarinenses e todos os que trafegam pela BR-470.

 

O ambiente agradece

O governador sancionou a lei de autoria do deputado Marcius Machado (PL), aprovada pela Assembleia, que trata do chamado Asfalto Ecológico em Santa Catarina.

O composto é feito de pneus descartados, o conhecido asfalto de borracha, e um bom exemplo disso é a capa que foi instalada na Beira-Mar Norte, há mais de uma década.

 

Magistério 1

Projeto enviado pelo governo do Estado à Assembleia que estabelece remuneração mínima do magistério ganhou ajustes e prevê que, além dos R$ 5 mil, entre salários e benefícios, para os professores com curso superior e carga horária de 40 horas/semanais, outras faixas sejam acrescentadas.

Os educadores da rede pública que tiverem apenas formação no ensino médio, nas mesmas condições anteriores, não receberão menos de R$ 3,5 mil, e os com as chamadas licenciaturas curtas (cursos que habilitavam professores para o ensino infantil e fundamental de duração menor, como bacharelados e tecnólogos), que passarão para R$ 4 mil.

 

Magistério 2

O governo do Estado concluiu estudos na área da educação com avaliação técnica da PGE, na última sexta (2), quando Moisés divulgou um post nas redes sociais, com o entendimento de que o ajuste na remuneração mínima não fere a Lei Complementar 173, de origem federal, que, desde o ano passado, no seu artigo 21, impede aumento da despesa com o pessoal, reestruturação de carreiras ou nomeação de aprovados em concursos públicos, que representem inchaço nas contas públicas.

A matéria que chega à Assembleia é uma Proposta de Emenda Constitucional, retroativa a fevereiro deste ano, o que o Executivo Estadual considera uma homenagem aos profissionais que aceitaram o desafio de retornarem às aulas presenciais, antes que fosse efetivada a vacinação.

 

Definitiva

Para aqueles que advogam contra a Reforma da Previdência do funcionalismo estadual, vale uma passada pelo estudo feito pelo Executivo que apontou que um eventual reajuste no piso salarial do magistério estadual teria um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas, algo inviável hoje em dia.

Basta lembrar que o rombo nos cofres do erário com o pagamento de aposentadorias e pensões, somente em 2021, é calculado em torno dos R$ 5 bilhões.   

 

Boa iniciativa

Em tempos de aumento dos combustíveis a cada semana, o deputado federal Darci de Matos (PSD), protocolou um projeto interessante para um setor que cresce na economia nacional.

Se passar, a matéria contempla a isenção de IPI na compra de veículos por profissionais do transporte individual de passageiros e de entrega por aplicativos. Uma boa medida.

 

Forçaram a barra

De todo o “arsenal” que tenta comprometer Jair Bolsonaro, esta gravação, saída do nada, e atribuída à ex-cunhada dele, Andrea Siqueira Valle, sobre um suposto envolvimento, quando o presidente era deputado federal, em um esquema de rachadinhas, em que se apropria indevidamente de parte dos salários de assessores, é surreal e peca pela falta de credibilidade.

O caso, relatado por Andrea, e que envolveria o irmão dela, o então assessor André Siqueira Valle, que foi demitido, segundo a denúncia, por não repassar valores a Bolsonaro, carece de elementos essenciais, sobre quando ocorreu o fato e de documentos que o respaldem, e porque que não teria vindo a público.

Se as tais provas aparecerem, teremos um indício, caso contrário morre no enorme emaranhado do denuncismo que tradicionalmente acompanha as CPIs, sejam lá onde forem debatidas.

 

Na esteira dele

Deputado Kennedy Nunes, que finalmente confirmou a filiação ao PTB, que presidirá no Estado, deve estar pronto para jogar foguetes depois que Jair Bolsonaro acena com a ida para a sigla que um dia foi de Getúlio Vargas e objeto da disputa entre Ivete Vargas e Leonel Brizola na década de1980.

Evidentemente, a jogada foi ensaiada antes pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ), que tem uma predileção por presidentes da República, já que um dia foi da tropa de choque de Fernando Collor de Mello – ao lado de Renan Calheiros, hoje no MDB – e ex-aliado e depois algoz de Lula (e José Dirceu) nas denúncias que originaram os primeiros indícios de corrupção nas gestões do PT, localizadas nos Correios, que lhe valeram a perda do mandato na Câmara.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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