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A crise hídrica também afeta a agricultura

A crise hídrica também afeta a agricultura
Imagem de Fabricio Macedo FGMsp por Pixabay

A crise hídrica causada pela escassez de chuva já causa um aumento de cerca de 30% no custo da irrigação das plantações em diversos estados, segundo informações da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA. No Sul, representantes do agronegócio projetam perdas de até 50% na produção do arroz e feijão, alimentos mais consumidos pelos brasileiros. A escassez de água pode frear novos negócios e pressionar ainda mais os preços dos alimentos.

O aumento de preços é causado por vários fatores. O dólar alto afeta o preço de insumos agrícolas, influencia no valor do diesel, utilizado no transporte das mercadorias, etc.  A crise hídrica além de aumentar os custos de irrigação, também chega ao campo com o aumento do custo da energia, essa mistura explosiva para a inflação está batendo forte na mesa do brasileiro. A seguir uma degustação amarga dos alimentos que mais subiram de preço no acumulado de 12 meses (segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -Ipca de junho):

·      Óleo de soja – 83,79%

·      Feijão fradinho – 48,19%

·      Peito bovino – 47,74%

·      Arroz – 46,21%

·      Músculo – 46,06%

·      Paleta bovina – 45,54%

·      Costela bovina – 45,22%

·      Lagarto redondo – 44,14%

·      Lagarto comum – 40,6%

·      Acém – 40,11%

Fonte: IBGE

 

Técnicos da Epagri estão alertando sobre a falta de chuva e as consequências para a agricultura há algum tempo, ambientalistas fazem o mesmo alerta, mas sem o sucesso necessário para unir esforços em torno desse grave tema. Um assunto que deve passar pelo crivo de Governadores, Prefeitos, precisa unir as câmaras municipais, a assembleia legislativa e a câmara federal, mas principalmente as entidades representantes dos setores produtivos, porque requer ações aqui no Estado, mas sobretudo em Brasília e na região norte do país.  A crise hídrica afeta a região responsável por mais de 75% da produção industrial e agropecuária do Brasil.

O ponto central para combater a crise hídrica: preservar a Floresta Amazônica! Mas o que a região sul e sudeste tem com a região norte do país? Com as queimadas indiscriminadas? Com o desmatamento sem controle? Com a venda clandestina de madeira? Com os ataques frequentes aos povos indígenas? Eis as perguntas que devem entrar com urgência na pauta econômica do Brasil. Pauta que deve ser priorizada pelo Presidente, mas nos últimos anos, vimos o Ministério do Meio Ambiente promover a degradação de um dos nossos maiores patrimônios: a Floresta Amazônica. A liberação indiscriminada dos agrotóxicos também seguiu como prioridade dessa pasta. Eles deixaram passar a boiada e estão mostrando na prática como esta boiada pode esmagar as expectativas de crescimento da economia e aumentar ainda mais a miséria no Brasil e a crise hídrica é apenas a ponta do iceberg.

Para mais informações leia a primeira matéria que escrevi para a coluna de economia no Portal Making Of alertando para as relações da Floresta Amazônica, da crise hídrica e a economia: aqui

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