Novembro 07, 2020

A disputa pelo voto americano

A disputa pelo voto americano

CNN Brasil e GoboNews realizam uma intensa cobertura da eleição americana com um show de informações atualizadas para o assinante brasileiro. Os detalhes fizeram até agora a diferença.

Por exemplo, a Globo segue a agência Associated Press que usa a projeção de 264 votos para Biden e 214 para Trump. A CNN acompanha a sede em Atlanta com 253 a 214 votos. Assim se mantém há três dias. A CNN foi mais eficiente até agora no trato dos números, mesmo com a equipe nos estúdios do Brasil. Eles foram mais ágeis no manuseio dos mapas, controlados via tablet. Rafael Colombo e Pablo Relly se deram bem nisso.Em determinados horários, a GloboNews se atrapalhou. Até mesmo o experiente comentarista baseado em Nova York, Guga Chacra, não conseguiu sintetizar certos momentos da eleição, devido ao excesso de informações que tentou passar.

As duas redes dispuseram de correspondentes nos Estados Unidos. Os repórteres da Globo estavam mais presentes nas ruas, preparados para qualquer movimentação de eleitores.

 

Grande Wolf!

Um dos grandes trunfos da CNN foi a cobertura da sede em Atlanta, em grande parte comandada pelo jornalista Wolf Blitzer. Com uma equipe sênior de analistas, ele esteve à vontade para ancorar os melhores momentos da maior emissora News do mundo.

O cenário virtual e os gráficos inovadores deram um suporte imenso ao trabalho. E a seleção de imagens também. Wolf passava do lado direito do cenário para o esquerdo em frente à câmera, em um movimento ensaiado e inovador. Normalmente, esse cruzamento é um erro técnico – obviamente, não foi o caso.

Sempre que ficava sem informações atualizadas, a franquia brasileira colocava imagens da matriz e, com tradutores muito eficientes, preenchia espaços adequadamenbte.

 

Cala a boca, Trump!

Na quinta-feira à noite, Trump fez um pronunciamento na Casa Branca questionando o trabalho de apuração e falando em “roubo” na eleição por parte dos democratas de Biden.

A reação das três redes americanas se deu ainda durante o discurso: simplesmente tiraram do ar, porque o presidente candidato estava “disseminando informações falsas”. O Twitter já havia assinalado que certos posts de Trump continham dados questionáveis.  

A democracia americana, que não sabe contar votos centralizadamente, é um exemplo nesse aspecto: mesmo presidente não tem o direito de ocupar a mídia para fazer acusações sem prova.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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