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quinta-feira, 26 maio, 2022

A hora de dizer que há projeto para 2022

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A hora de dizer que há projeto para 2022
DIVULGAÇÃO

Antes mesmo do Congresso definir uma minirreforma política, aquela que prevê o Distritão ou, infelizmente, promete afrouxar as regras das cláusulas de desempenho das siglas, direção partidária que se preste está a pleno vapor nos bastidores para reafirmar que deve ter candidatura ao governo em 2022.

Não é diferente com partidos que querem recuperar espaço como o PSB catarinense, presidido pelo ex-deputado federal do PT e ex-secretário no governo Dilma Rousseff, Cláudio Vignatti, que esteve reunido em Imbituba apresentar o vereador Renato Ladiada como pré-candidato a deputado estadual (foto) e anunciou que deve ter um concorrente ao governo no ano que vem.

É cedo para definições e acordos, porém não para pôr o time em campo e o pé na estrada e começar a provocar a reação dos filiados.

O que os pessebistas liderados por Vignatti fizeram é exatamente este movimento, algo que o  PL, de Jorginho Mello; o PSDB, dividido entre as intenções do ex-deputado Gelson Merisio, com base no Oeste e do prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma; o PSD com o ex-governador Raimundo Colombo e o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes; o mesmo o MDB, que tem prévia marcada para 15 de agosto com o deputado Celso Maldaner, o senador Dário Berger e o prefeito Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul; entre outros, já engrenaram.

 

Mais na pista

Se o desafio do PSB é recuperar a identidade, depois de ser comandado pelo ex-deputado Paulo Bornhausen e seu grupo político, na era Eduardo Campos, o do PT e de outras siglas mais esquerda, como o PSOL, o PCdoB e o PDT é buscar um projeto mais robusto, de olho no quadro nacional.

Bornhausen, por exemplo, domina o Podemos no Estado, comandado pelo ex-prefeito de Palhoça, Camilo Martins, e terá que buscar parceiros para um projeto maior, principalmente em um cenário em que o DEM, virtual aliado, quer ter o prefeito Gean Loureiro, da Capital, na cabeça de chapa e está de namoro com traços shakespeareanos com o neotucano Merisio.   

 

Fracassos pesam

Se considerada a malograda ação dos que queriam derrubar o governador Carlos Moisés, que pode surpreender rumo à reeleição, se construir uma nova aliança política, o PSL ainda é uma incógnita, cobiçado por ter grande tempo de rádio e TV, amealhado com a onda Bolsonaro, em 2018.

Fragmentadas, as hostes pesselistas já perderam um deputado estadual bolsonarista de primeira hora para o PL, Sargento Lima, e deve perder outros, como Jessé Lopes, Felipe Estevão e Ana Caroline Campagnolo, tão logo comece a janela eleitoral em abril do ano que vem, o que não deve segurar nem o Coronel Onir Mocellin ou Ricardo Alba ou o próprio Moisés.

 

Não se esqueçam

Que, entre os partidos mais tradicionais, o PP pode ser uma saída ou uma entrada para quadros em busca de segurança.

A saber se o senador Esperidião Amin e a deputada Angela Amin pensam em ter papel-chave na próxima disputa ou mesmo o deputado estadual João Amin, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, nunca esteve tão cotado para a majoritária, enquanto o presidente nacional, senador Ciro Nogeuira (PI), abriu um canal de conversação com Moisés.  

 

Não foi bem assim

Entre os mais próximos da vice-governadora Daniela Reinehr, a figura de Merisio teve mais impacto para a imprensa do que para o trabalho que era buscar apoio político para preservar o cargo.

Alguns deixam claro que Esperidião Amin e outros pepistas, do clã Pizzolatti, representado pelo ex-deputado federal e pelo filho, que ganhou um cargo na gestão interina de Daniela, além do ex-deputado Leodegar Tiscoki que virou secretário da Infraestrutura, agiram muito mais forte.  

 

De saída

A jornalista Sicilia Vechi deixou a assessoria de Daniela Reinehr.

Preferiu seguir outros projetos depois do desgaste no período de pouco mais de um mês em que a vice comandou o Estado.

 

Problema 1

A Controladoria Geral do Estado solicitou à Justiça Federal acesso aos autos da denominada Operação Hemorragia, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, para resolver o que poderá ser um grande problema na licitação para o novo contrato de gestão do SC Saúde.

É que, depois de desqualificar a vencedora Infoway, que tem sócios em clínicas médicas, o que era proibido no edital, a Secretaria da Administração procura saber se há envolvimento e impedimento de duas sócias do Grupo Qualirede, denominada de Saúde Suplementar Soluções em Gestão de Consultoria e Treinamentos Ltda, e seas  mesmas foram alvos e chegaram a ser presas pela PF, a pedido do MPF.

 

Problema 2

O governo quer economizar cerca de R$ 45 milhões anuais com a gestão do plano para 185 mil servidores estaduais e não pode deixar este flanco aberto sem saber detalhes da Operação Hemorragia, até porque não existe impedimento legal, até o momento, para que a segunda classificada assuma o comando do SC Saúde.

O assunto está em compasso de espera, pois segue a análise da documentação da empresa, e a Administração divulgou os valores de cada uma das três primeiras propostas, entre as oito empresas que se apresentaram: Infoway Tecnologia e Gestão em Saúde Ltda: R$ 16,830 milhões; Saúde Suplementar Soluções em Gestão de Consultoria e Treinamentos Ltda: R$ 16,834 milhões; e Topmed Assistência e Saúde Ltda: R$ 18,450 milhões.

 

Com tristeza

O grave estado de saúde do ex-governador, senador, deputado estadual e federal e vereador Casildo Maldaner, que enfrenta uma forma de câncer agressivo, o linfoma, entristeceu os emedebistas e os que admiram o sempre animado político.

Casildo retirou um sinal e fez biópsia, quando descobriu a doença, justamente em meio a um projeto em que contratou uma equipe para fazer um livro de memórias fotográficas da carreira, cuja última entrevista havia ocorrido dia 22 de abril. A pandemia também abalou o político de 79 anos, que quem o conhece sabe, não vive sem as ruas.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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