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quinta-feira, 19 maio, 2022

A novela mexicana do senador teve um desfecho

O jantar que selou a filiação de Dário, em Brasília
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Era de madrugada, nesta quinta (10), quando o presidente estadual do PSB, o ex-deputado Claudio Vignatti usou a palavra “selado” pra divulgar a foto que abre esta coluna e confirmar que o senador Dário Berger confirmou a filiação no partido, que indicará o vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na chapa à Presidência, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB.

Dário não acrescentou fato novo ao que já era esperado depois de desistir das prévias do MDB em nome de uma pseuda unidade partidária que, até agora, só interessou ao presidente Celso Maldaner e ao prefeito Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul, pré-candidato ao governo.

No vídeo que divulgou no dia 19 de fevereiro passado, em que falava da escolha que não ocorreu, Dário dirigiu-se aos emedebistas em claro tom de despedida, embora seus assessores e correligionários sustentassem que era mais um alerta ao partido sobre a disposição de continuarem busca da indicação para concorrer ao governo.

Com o senador vêm o irmão dele, o ex-deputado e prefeito de São José Djalma Berger, que já foi presidente estadual do PSB e se aproximou de Lula ao nomear a filha do ex-presidente, Lurian Lula da Silva Sato, secretária municipal, e o ex-prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Duarte (segundo da esquerda para a direita na foto).

 

Sem filiação

Dário confirmou a ida para o PSB com o aval do ex-governador de São Paulo Márcio França (foto abaixo), que aparece ao seu lado no registro feito no restaurante em Brasília, e que é o motivo para o PSB desistir deformar uma federação com PT, PV e PCdoB, pois quer concorrer em outubro e os petistas não abrem mão de Fernando Haddad.

O senador catarinense deverá ter a campanha coordenada pelo ex-deputado Mauro Mariani, que perdeu a eleição de 2018 quando era presidente estadual do MDB, e não deve se filiar ao PSB, de acordo com Vignatti.

Para quem ainda alimentava que Dário ficaria no MDB, número expressivo que cabe em uma Kombi – olha ela de novo na política catarinense, mas, desta vez, com o banco do meio -, bastava ver o rosto de desconforto do senador ao lado deum sempre sorridente Alckmin, em foto tirada em uma padaria em São Paulo, há pouco mais de uma semana.

 

Arriba!

Perguntado sobre a demora na definição de Dário e se isso configurava uma novela mexicana, conhecidas pelos seus enredos melodramáticos e quantidade absurda de capítulos, que dão a impressão que nunca acabarão, Vignatti declarou: “Mas tem muita gente que gosta de novela mexicana!”

A dúvida que persiste é se a não participação do PSB na federação com os petistas, o que engessaria a legenda por quatro anos e não resolveria as delicadas questões paroquiais em alguns estados, terá efeito na formação da Frente Democrática em Santa Catarina.

 

Por falar

Antídio anunciou na quarta (9) que renunciará à prefeitura de Jaraguá do Sul no dia 31 de março.

Não é brincadeira, não, parece que o pré-candidato emedebista só soube disso agora.

 

De Brasília em Brasília

Além de andar com o deputado Sérgio Motta, presidente estadual do Republicanos, onde deve se filiar por uma articulação do ex-vereador Lucas Esmeraldino, o governador Carlos Moisés também tem sido guiado pela deputada Paulinha da Silva (sem partido) a buscar um entendimento com o MDB.

Por isso, o indeciso Moisés se encontrou na quarta com o deputado federal Carlos Chiodini, fiel escudeiro de Antídio, que estava de aniversário e que aparece nas bolsas de apostas como um nome para vice na chapa do governador à reeleição.

Falta combinar com o MDB, com os eleitores e com as torcidas do Corinthians e do Flamengo, mas é um gesto ousado para quem não costuma escutar os que diziam para elese filiar à maior sigla do Estado, ao PP ou ao Podemos.

 

BRUNO COLLAÇO/AGÊNCIA ALESC


UÍSQUE, GARRAFAS E LEITE PROVOCAM POLÊMICA
O secretário da Fazenda Paulo Eli provocou a reação de alguns deputados que viram nas posições dele, durante a reunião que debateu aos vetos do governador Carlos Moisés, na manhã desta quarta (9), intransigência e provocação gratuita. Para defender os argumentos do Estado sobre o porquê não baixar a alíquota das bebidas quentes para bares e restaurantes – de 7% para 3,2% -, o 1% dos estabelecimentos, que, de acordo com o governo, não está enquadrado no Simples Nacional, Ei levou uma garrafa de uísque, uma de paga mineral, uma de vinho (vazio) e uma caixa de leite longa vida.
O secretário sustentou que não é justo tributar o uísque a 3,2% enquanto o leite longa vida seria taxado a 17%. O que mais irritou os parlamentares é que, em plena discussão para se evitar uma disputa judicial, sem previsão de término, chamada pelo presidente do Legislativo, deputado Moacir Sopelsa (MDB), Paulo Eli disse que irá até as últimas consequências pela manutenção do veto. Sopelsa deixou a porta aberta para prosseguir nas tratativas, pelo menos até o fim do mês, antes da entrada em vigor da norma.

Resistência
A maior resistência à manutenção do veto de Moisés é a dos donos de grandes estabelecimentos de bares de restaurantes, que alegam desvantagem em relação a outros estados e que o valor de 7% resultará em diminuição de empregos.
Durante o encontro, defendidos por alguns deputados, empresários emplacaram uma frase antológica, a de que empresas como a rede “Coco Bambu não se estabeleceria em Florianópolis (ou Santa Catarina) se soubesse das alíquotas”.
Uma rápida passada no estabelecimento mostrará que a casa está sempre aborratada e não raro com fila de espera, prova de que, no mundo real, as coisas são um pouco diferentes.

Revelação
Segundo Eli, a água e o vinho que saíram da substituição tributária, que atribui a responsabilidade do pagamento ao contribuinte e não ao seu cliente, e ganharam muito mercado, tanto a água mineral quanto o produto catarinense de altitude, serão prejudicados.
Se o veto de Moisés for derrubado, Eli informa que os dois produtos terão que retornar ao regime anterior, com perda significativa.
Outra informação bombástica: uma grande cooperativa do Estado não paga ICMS sobre a produção do leite, ganhou o benefício em 2012, durante o governo de Raimundo Colombo (PSD), mas as suas concorrentes que atuam em Santa Catarina não foram isentadas e têm evidente prejuízo na relação mercadológica, mas desconheciam o fato até a reunião desta quarta (9).

CARLOS MELLO/DIVULGAÇÃO


ESKUDLARK FICA NO PL
Uma moqueca de peixe selou a paz entre os deputados da bancada do PL na Assembleia e o encaminhamento de expulsão do primeiro vice-presidente do Legislativo Estadual, deputado Maurício Eskudlark, será arquivado.
O evento gastronômico foi na casa do líder da bancada, deputado Ivan Naatz, com direito à participação de todos os parlamentares da sigla, da esquerda para a direta, Sargento Lima, Naatz, Marcius Machado, Eskudlark e Nilso Berlanda.
O pecado de Eskudlark, agora perdoado, era votar com o governo Moisés e não cumprir um suposto acordo para que Marcius disputasse a vice-presidência da casa.
O clima era tão amistoso que até a cachorrinha Alanis, de Marcius, e a vice-governadora Daniela Reinehr participaram do encontro.
Aliás, Alanis é contumaz frequentadora das rodas políticas, até mesmo do Palácio Barriga Verde, sede da Assembleia.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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