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sexta-feira, 20 maio, 2022

A saga de um ministro

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A saga de um ministro
Paulo Guedes, Ministro da Economia. Imagem TV Brasil.

Paulo Chegues chegou ao Governo ainda desconhecido no Brasil. Chegou como o posto Ipiranga, aquele que tudo sabe, aquele que tudo tem. O conflito ideológico entre ele e o Presidente Bolsonaro foi dirimido pelos interesses eleitoreiros. Lembrando que Guedes ultraliberal, privatista e Bolsonaro (antes da campanha eleitoral de 2018) um estatista. O livre mercado queria alguém que representasse os seus interesses, Bolsonaro facilmente se rendeu e veio a calhar essa dobradinha.

 

Guedes fez uso da ignorância conhecida do Bolsonaro, que sempre disse em alto e bom som que não entendia nada de economia, para implantar o seu famigerado plano ultraliberal e privatista. Mas que plano? Enxugar o Estado e privatizar tudo o que for possível? Até hoje não há um plano claro, apenas indícios mal contornados de Laissez-faire que é uma expressão em francês que significa “deixe fazer”.  Nessa condição se identifica o modelo político e econômico de não-intervenção estatal. Seus defensores, em geral, acreditam que o mercado é capaz de se regular sozinho, sem a necessidade de subsídios ou regulamentações criadas pelo Estado.

 

Esse foi o segundo erro: o Brasil não é um mercado economicamente maduro para se autorregular em todos os seus meandros. A presença do Estado ainda é forte e necessária tanto para incentivar a produção, quanto para regular alguns setores como no caso da agricultura com a política de preços mínimos e regulação de estoques ou mesmo em áreas sensíveis como saúde, educação, etc. E se você ficou curioso para saber qual o primeiro erro então aí vai: foi deixar a economia nas mãos de Paulo Guedes. O resultado da falta de um plano nacional está corroendo a economia, gerando desemprego, inflação, aumentos consecutivos na taxa básica de juros e falta de credibilidade da equipe econômica e nada pior para os fundamentos macroeconômicos do que a falta de credibilidade da equipe econômica e um Presidente que não entende nada de economia.

Janine Alves
Graduada em Economia e doutora em Gestão do Conhecimento, faz parte do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Conhecimento, Aprendizagem e Memória Organizacional (Interdisciplinary research group on knowledge, learning and organizational memory), núcleo de excelência em pesquisa científica e tecnológica, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC/UFSC). Trabalhou como: professora da UFSC e Univali, colunista de economia do Grupo RIC Record (Jornal Notícias do Dia e Ric Record TV) e analista de economia na RBS - TV/ NSC - Diário Catarinense, Consultora de Economia Internacional para a CIP Cosultores – Espanha, Diretora do Escritório do Governo da Galicia/Espanha no Brasil, Diretora de Integração Internacional e Consultora de Economia do Governo de Santa Catarina (Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Assuntos Internacionais), etc.
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