Como diz o ditado popular, “uma casa desorganizada reflete uma mente turbulenta”. Essa foi apenas uma de tantas expressões que adjetivaram a atual situação do Partido Liberal de Santa Catarina.
Um racha que todo mundo sabia que já existia desde a eleição municipal de 2024 saiu das dependências do diretório e acabou exposto nos mais diversos veículos de comunicação.
A lavagem de roupa suja do PL catarinense começou com a entrevista da deputada federal Caroline de Toni numa rádio de Xanxerê e atinge o seu ponto mais alto numa live entre Ana Campagnolo, Júlia Zanatta e Jorge Seif.
Cheguei a ouvir de um político de outro partido que “o PL já tem que fazer exame de DNA para ver quem é o pai desse escândalo”. Políticos ligados a Jorginho Mello dizem que a culpa maior é de Jair Bolsonaro, que enfiou goela abaixo do governador o seu filho Carlos Bolsonaro, que vai ser candidato a senador aqui no Estado em 2026.
Mas a ala bolsonarista do PL diz que a culpa é só de Jorginho Mello que insiste em querer dar a segunda vaga ao Senado para Esperidião Amin (PP). Eles exigem que o governador saia de chapa pura para o Senado dando a vaga de Amin para Caroline de Toni.
De quebra, tem a resistência contra o MDB, contra o PP e até contra o União Brasil, que nos últimos três anos comandavam ministérios no Governo Lula (PT).
Não há indícios de que isso vá terminar tão cedo e o governador Jorginho Mello até tenta botar panos quentes quando é questionado pela imprensa, mas no seu íntimo sabe que isso já tá afetando a sua imagem nesse período pré-eleitoral.
Todo mundo já via que o grande problema da reeleição do governador era justamente o seu próprio partido, pois ele é composto por políticos buscados pelo próprio Jorginho para apenas disputarem a eleição de 2024 e de 2026. São políticos que uniram o útil ao agradável, usando o 22 num lado do peito e no outro a foto de Jair Bolsonaro.
A outra parte do partido é formada por um grupo que trata o bolsonarismo como uma seita e não admite que os anseios do ex-presidente sejam colocados em segundo plano. Para eles, a estratégia montada por Jair Bolsonaro tem que ser mais importante do que apenas organizar parcerias pensando na eleição estadual.
A ala bolsonarista, principalmente os deputados federais e o senador Jorge Seif, dizem que ficam segurando o rojão em Brasília e Jorginho Mello fica em Santa Catarina fazendo aliança com partidos que votam com a esquerda no Congresso.
Quem tem razão nessa briga a gente não sabe, mas o próximo capítulo desse pastelão deve ser a saída da deputada Caroline de Toni do PL de Santa Catarina. Aí a chapa deve voltar a ferver e o racha interno deve se solidificar na base do partido também.









