Novembro 01, 2020

A vacina para a péssima economia

A vacina para a péssima economia
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As duas coisas que queremos da vacina contra o coronavírus: Que funcione e que venha o mais rápido possível. De que país ela virá é uma preocupação apenas para idiotas. Imaginem um país governado por alguém que tem essa preocupação! É uma obviedade tão simples que o importante na vacina para o coronavírus é que ela funcione e venha rápido, que toda a imprensa brasileira já pensa assim, ridicularizando o Presidente.

                    A péssima economia do Brasil também pode ser combatida com uma vacina. Só que essa vacina é um tanto mais complexa e sutil para ser produzida, e parece que não existem no Brasil técnicos especializados em economia que sequer pensem em tentar produzi-la. Assim sendo, a dificuldade maior para a produção da vacina contra a péssima economia exige do Presidente uma inteligência bem maior do que aquela para aprovar a vacina contra o coronavírus. Se temos um Presidente imbecil, preocupado irracionalmente com a nacionalidade da vacina contra o coronavírus, imaginem só o que essa falta de inteligência faz para dificultar que ele entenda a vacina mais complexa, mais sofisticada, contra a péssima economia. Aliás, essa vacina é tão mais sofisticada que quase toda a imprensa não a entende também. Com o Presidente, o Ministro da Economia e a imprensa não entendendo, imaginem só por quanto tempo mais teremos que suportar a epidemia da péssima economia!   

                    A vacina contra a péssima economia é a educação integral, corretamente definida. Que assume a responsabilidade total pelo sucesso das carreiras concretas de vida, trabalho e empreendedorismo de todos os cidadãos, do nascimento à morte, com ajuda da revolução comunicacional-informacional que está aí. Para fazer isso, a educação integral dividirá seu tempo diário ao meio. Metade do dia modela as carreiras concretas de vida, trabalho e empreendedorismo de todos os cidadãos, do nascimento à morte. E metade do dia injeta nessas carreiras as tais matérias básicas acadêmicas – matemática, línguas, ciências, etc. – mas devidamente articuladas aos interesses das carreiras concretas de vida, trabalho e empreendedorismo.

                    Parece que estamos perto de conseguir a vacina contra o coronavírus, se os governantes idiotas pararem com a preocupação sobre a nacionalidade da vacina, como quase toda a imprensa felizmente já faz. Mas quanto tempo levará para a imprensa e os governantes entenderem a vacina contra a péssima economia, e o processo da sua produção, via os laboratórios educacionais que buscarem organizar a educação integral, corretamente definida? Não há dúvida de que a produção dessa vacina contra a péssima economia, responsabilidade dos técnicos em educação e economia, é mais complexa e mais sutil do que a criação da vacina contra o coronavírus. Se temos governantes que não entendem nem respeitam a lógica, simples e óbvia, para se trabalhar a busca difícil, mas já racionalizada, da produção rápida e eficiente da vacina contra o coronavírus, imaginem só quanto tempo ainda teremos que esperar, no Brasil, mergulhados na epidemia da péssima economia. Graças à burrice que impera nas áreas tecnológicas da educação e da economia. As áreas de governo responsáveis - totalmente alienadas quanto a um vacina - pelo combate à epidemia avassaladora da péssima economia.

 

* Por Ricardo Luiz Hoffmann, formado em direito, técnico em assuntos educacionais da Universidade Federal de SC, aposentado

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