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domingo, 29 maio, 2022

Adeliana preferia a candidatura própria do PSD

Adeliana comandou o terceiro maior colégio eleitoral do estado por dois mandatos e é pré-candidata a deputada estadual. DIVULGAÇÃO
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Presidente estadual do PSD Mulher, pré-candidata a deputada estadual e integrante da executiva estadual, a ex-prefeita de São José Adeliana Dal Pont não compareceu à reunião da última segunda (9), onde o partido abriu as portas para a coligação com o pré-candidato ao governo Gean Loureiro (União Brasil).

Adeliana explica que não iria participar de um evento meramente homologatório, pois todos sabiam da intenção dos dirigentes da sigla e do gesto que o ex-governador Raimundo Colombo iria praticar sem qualquer possibilidade de debate por parte dos convidados, pré-candidatos a deputado estadual e federal e integrantes da executiva.

Para Adeliana, que preferiu seguir o roteiro de visitas na região da Grande Florianópolis, o acordo com Gean, praticamente costurado, poderia ser muito bem fechado em um segundo turno, enquanto seria fundamental que os pessedistas catarinenses tivessem a candidatura própria ao governo na primeira parte da campanha, sem entrar no mérito de quem seria o escolhido.

Adeliana comandou o quarto maior colégio eleitoral catarinense por dois mandatos – oito anos – e prega que todo o trabalho que tem feito à frente do PSD Mulher precisa ser potencializado e valorizado, não só pela necessidade de chapas à majoritária com 30% do gênero feminino.

 

Enfeite, não!

“A gente gosta de ir para uma reunião para discutir alternativas e não para enfeitar”, disparou a ex-prefeita, que ficou impactada negativamente pela baixa presença de mulheres no encontro do partido, majoritariamente masculino.

Adeliana acredita que as dificuldades são maiores para as mulheres no universo partidário e ela e as demais integrantes do segmento trabalham para chamar as pessedistas a participarem do processo, não apenas para ouvir e referendar “um anúncio do que já estava resolvido”.

 

Fato

As declarações da presidente do PSD Mulher, ausência notada na reunião de segunda (9), coincidem com outro descontentamento bastante evidente na sigla, encampados por prefeitos e vices, alguns rebelados já na direção de Carlos Moisés.

Ao que tudo indica, a cúpula pessedista atendeu aos clamores e articulações do triplo J (Julio Garcia, João Rodrigues e Jorge Bornhausen) e esqueceu de perguntar para onde parte significativa do partido gostaria de rumar: candidatura própria ou Moisés.

 

Gean e o Concretaço

Recém-beneficiado pelo apoio do PSD, que dá uma nova roupagem à pré-campanha do União Brasil ao governo, o ex-prefeito Gean Loureiro fala em levar o modelo da Operação Asfaltaço para todas as rodovias catarinenses, agora em cima da cobertura de concreto em alguns trechos, o que daria maior resistência aos trajetos.

Na Capital, foram mais de 200 quilômetros de vias asfaltadas, no Estado, o pré-candidato não especificou quantos quilômetros estariam na meta inicial de uma nova versão, a Operação Concretaço.

A ideia Gean recebeu no Meio-Oeste, na Região do Contestado, de empresários e lideranças que sugerem o concreto para combater a fadiga do asfalto que não suporta o peso de caminhões que, por exemplo, escoam a produção de madeira.

 

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

SEM ALUSÃO AO PSB

Reunião promovida pelo PT de Tubarão com a presença do pré-candidato ao governo, o ex-deputado federal Décio Lima, serviu para aumentar aquela percepção de que Dário Berger (PSB) não está em pauta na Frente Democrática. O pré-candidato pelos socialistas ao governo não foi citado no Instagram oficial dos petistas locais, aliás nem Dário nem o partido, que sequer consta da lista ao lado (à direita). A tal reciprocidade pregada pelo senador que virou socialista da noite para o dia, a mesma entre Lula e Alckmin à Presidência, ainda não vingou no Estado e a militância petista torce o nariz a simples menção do nome de Dário.

 

Da caserna

Coronel Aldo Baptista Neto, ex-chefe da Defesa Civil do Estado, atuação que também teve em Blumenau e no governo federal com brilhantismo, já estava em cargos na pasta da Saúde que agora assume na condição de secretário, com as bênçãos do governador Carlos Moisés que o traz direto da reserva remunerada dos Corpo de Bombeiros Militar para o primeiro escalão.

Aldo é de confiança de Moisés, em uma pasta que já teve o coronel-médico Helton Zeferino como titular, que ainda se defende no escândalo da compra dos 200 respiradores da Veigamed, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões.

Na história recente do Estado, foi notória a ação dos bombeiros militares para assumirem o comando da Defesa Civil, movimento gerador de atritos com a Polícia Militar, e igualmente na busca pela supremacia frente ao Samu, já materializada depois do desastre das organizações sociais que comandaram o serviço.

 

Entendeu

A versão oficial é a de que o senador Jorginho Mello, pré-candidato ao governo pelo PL e padrinho de todos os superintendentes do DNIT no Estado, desde Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, entendeu os motivos pessoais e de saúde do ex-dono do cargo, o engenheiro Ronaldo Carioni Barbosa, exonerado pelo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho.

Ocorre que as broncas do ministério contra Carioni vêm dos tempos de Tarcísio de Freitas frente à pasta, que reclamava da gestão das obras federais no Estado.

Jorginho, integrante do governo de Jair Bolsonaro, não falará sobre o assunto, mas que a situação ficou delicada ficou, basta lembrar que o governo federal cortou R$ 43,2 milhões das obras nas BRs 470, 280, 163 e 285, no início do ano, enquanto o governo do Estado mantém os trabalhos porque alocou R$ 465 milhões dos cofres públicos catarinenses nas importantes rodovias.

DIVULGAÇÃO/SECOM

MODELO PARA O PAÍS!

Agora no mesmo partido, o Republicanos, o governador Carlos Moisés apresentou nesta quarta (11), em Brasília, o modelo catarinense de segurança públuica ao vice-presidente da República Hamilton Mourão. A ideia foi materializada no Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, que congrega Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Científica, o antigo IGP. O perito-geral Giovani Eduardo Adriano comanda a estrutura, que substitui a Secretaria de Segurança Pública com resultados interessantes: os homicídios caíram cerca de 10%, enquanto os roubos tiveram redução de quase 15%. Mourão, no seu estilo, ouviu atentamente os detalhes, antes de ser convidado por Moisés para uma visita institucional a Santa Catarina na semana que vem. Seria uma esticadinha, pois o vice-presidente fará a palestra de abertura do 18° Congresso Catarinense de Rádio e Televisão, promovido pela Acaert, que começa dia 22 deste mês, em Florianópolis.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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