Hoje, o PSB nacional quer mais a aliança com o PT do que o contrário. Mas o PT precisa do PSB para avançar sobre uma camada do eleitorado onde a esquerda tem dificuldade de chegar.
Pensando nisso, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) já colocou na mesa o seu nome para continuar no cargo na chapa de Lula na eleição do ano que vem.
Aqui no sul do Brasil, o PSB pode ter papel fundamental para dar ao presidente Lula a diminuição da vantagem da direita sobre a esquerda, atuando fortemente sobre o eleitorado de centro que hoje analisa o cenário para escolher o seu candidato em 2026.
Em Santa Catarina, o PT continua com seus problemas internos, dividido em alas que ainda não concordam tudo com o que Décio Lima diz.
A manifestação mais recente veio do deputado federal Pedro Uczai, que apoiou a deputada estadual Luciane Carminatti para a presidência do partido na eleição interna deste ano, mas que acabou sendo derrotada pelo deputado estadual Fabiano da Luz, que era o candidato de Décio.
Uczai disse que Décio precisa de definir se quer ser candidato a governador ou se vai disputar o Senado. Ele entende que essa demora atrapalha as conversas sobre a aliança com os demais partidos de centro-esquerda.
Pedro defende inclusive a conversa com o ex-senador Paulo Bauer, que se as negociações avançarem, ele assina ficha no PSB em 2026 para disputar algum cargo na próxima eleição.
O deputado federal entende que a aliança com o PSB vai inclusive melhorar o desempenho de Lula em Santa Catarina, que já vê um enfraquecimento do bolsonarismo por conta do racha interno do PL e por conta da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidente do PSB de Santa Catarina, Níkolas Bottós, já teve uma conversa preliminar com o presidente estadual do PT, Fabiano da Luz, para uma possível aliança em 2026.
Tanto Níkolas quanto Paulo Bauer são muito ligados a Geraldo Alckmin, que é quem está coordenando todas essas conversas para que o partido em Santa Catarina siga os mesmos caminhos do PSB nacional.
O primeiro pensamento é o PSB estar numa coligação com todos os partidos de esquerda, mas não descarta ter um candidato a governador para fortalecer a legenda aqui no Estado.









