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quinta-feira, 26 maio, 2022

Amin e Jorginho se encontram sem abrir o jogo

Os senadores Esperidião Amin e Jorginho Mello, durante almoço em Florianópolis, unidos por jair Bolsonaro e sem aliança estadual por ora. RENAN SCHLICKMANN/DIVULGAÇÃO
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Flagrados no Restaurante Rancho Açoriano, na via gastronômica, no almoço desta sexta (13), os pré-candidatos Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PP) fizeram uma segunda rodada para determinar, na prática, que prosseguem nos projetos individuais ao governo do Estado e sem revelar alguma indicação que estariam em vias de buscar uma aliança.

A conversa em público, sem qualquer restrição ou intenção de sigilo, foi a segunda, e, desta vez, o senador Amin pagou a conta, o que admite não o deixa muito à vontade, enquanto Jorginho havia feito às honras em um restaurante, em Brasília, durante um jantar dia 9 de março último.

Além de definir que o próximo encontro será em junho, portanto com Jorginho pagando a conta, os dois se encontraram em clima de respeito, afirmou Amin.

Há um reconhecimento mútuo das respectivas candidaturas, assegura Amin, que aproveita para explicar o caráter institucional de apoio à reeleição de Jair Bolsonaro por parte do PP e do PL, além do Republicanos, entre as maiores siglas, fato que os une visceralmente, sem que possa determinar, desde já, uma união de forças no primeiro turno.

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Conceito

Amin dispara que a sua pré-candidatura ao governo estará na convenção do PP.

Explica ainda que a regra é “respeitar o adversário mais perigoso”, ou seja, aquele que está mais próximo, “na mesma margem do rio”, sentencia o ex-governador.

Embora afirme que não entrará em disputas estaduais, Bolsonaro, amigo de Esperidião e que tem dado força ao projeto de Jorginho, deve agir, mesmo que via interlocutores, para ter PP e PL juntos na mesma chapa majoritária em Santa Catarina.

 

Por testemunha

Curioso é que os encontros entre Amin e Jorginho sempre têm um traço em comum, a proximidade com o senador Dário Berger (PSB).

Em Brasília, Dário estava com a cúpula do PSB nacional e com o presidente estadual da sigla, o ex-deputado Cláudio Vignatti, no mesmo restaurante que os dois jantavam, data, aliás, quando anunciou que iria se filiar ao partido que apoia Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.

Desta vez, a casa de Dário Berger, na Praia do Itaguaçú, próximo ao Canto das Pedras, fica a poucos metros do restaurante escolhido pela dupla, em Florianópolis.

 

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Sem ênfase

Amin falou sobre a manifestação de 46 dos 54 prefeitos do PP – que ainda tem 55 vices e mais de 500 vereadores – que foram ao governador Carlos Moisés (foto) declarar apoio ao projeto de reeleição. O senador pepista lembrou que, há meses, quando foi procurado por prefeitos da sigla, declarou que eles deveriam procurar o governador e pedir apoio à suas demandas. Nos cálculos de Amin, nem as importantes presenças dos deputados Altair Silva, ex-secretário da Agricultura, e de José Milton Scheffer na liderança do governo na Assembleia junto à administração estadual, Moisés não trata o PP em pé de igualdade a outras siglas, sendo somente a quarta no repasse de verbas às prefeituras, atrás de MDB, PSD e PSDB. Na verdade, o Plano 1000 incomoda os adversários de Moisés.

 

Escapou

Corria a programação de aniversário dos 96 anos da Ponte Hercílio Luz, quando, ao ser anunciada a assinatura de convênios, houve certo burburinho entre os que se acotovelavam para assistir à apresentação da Camerata Florianópolis.

O governador Carlos Moisés percebeu o desconforto generalizado e determinou que fossem suprimidos os discursos dos políticos que participavam do evento, entre eles o deputado federal Hélio Costa (PSD).

O mal-estar se dissipou e uma manifestação mais forte, talvez vaias, foi evitada, sinal de que Moisés aprendeu com a reação da plateia que soltou a insatisfação no aniversário de Bombinhas, meses atrás.

 

Bem lembrado

Assessoria de Comunicação do Tribunal de Contas de Santa Catarina elaborou um belo material que serve de reflexão sobre o Dia da Abolição da Escravatura, na palavra das duas únicas auditoras de controle externo da corte administrativa que são negras. Acompanhe:

 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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