Na terça-feira, 12, a deputada federal Ana Paula Lima (PT), que é a vice-líder do governo Lula na Câmara Federal, publicou no seu Instagram que o preço da gasolina aumentou em Santa Catarina por culpa do governo de Jorginho Mello (PL).
No texto da postagem, a deputada diz “O bolso pesou aí também? A gasolina subiu em Santa Catarina e a gente precisa falar a verdade sobre isso! Muita gente se confunde, mas o aumento de R$ 0,10 por litro é culpa de um imposto ESTADUAL (o ICMS), decidido pelos governadores e secretários de fazenda. Não tem nada a ver com o Governo Federal ou com o Presidente Lula”.
A postagem segue dizendo que “Enquanto o Governo Federal trabalha para estabilizar a economia, aqui no nosso estado o preço médio já passou dos R$ 6,40. Em Floripa, tem posto cobrando mais de R$ 6,80! É o catarinense pagando a conta de uma gestão que aumenta imposto enquanto falta investimento básico”.
Ela afirma que o aumento nas bombas se deu por causa do aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado pelo Governo do Estado.
É que desde 1º de janeiro de 2026, o Governo de Santa Catarina atualizou o valor do imposto cobrado nos combustíveis. Esse valor é fixo e todos os anos é definido na reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Cofaz) e, desde 2022, esse modelo é usado por todos os Estados da Federação.
Resumindo, os Governos Estaduais apenas colocam em prática o que foi estabelecido na reunião do Cofaz.
Mas outros fatores contribuem também para o preço final dos combustíveis nas bombas. Além do ICMS, tem o preço cobrado pelas refinarias, o valor do petróleo no mundo, tributos federais, oscilação do dólar e a margem de lucro dos postos.
Depois de saber das críticas da deputada petista, o governador Jorginho Mello respondeu também numa postagem do Instagram. Segundo ele, o “Aumento aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária – Confaz. É só olhar no Diário Oficial da União. Eles não sentem nem vergonha!!”.
Obviamente que esse embate não tem nada a ver com o preço da gasolina, mas sim com a polarização que deve imperar nas eleições gerais de 2026.
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