Novembro 29, 2020

As vitórias de Adriano e Hildebrandt são expressivas

As vitórias de Adriano e Hildebrandt são expressivas
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O resultado que deu a vitória ao empresário Adriano Silva (Novo), em Joinville, na foto principal, demonstra que o maior colégio eleitoral catarinense optou por um perfil de administrador público que traz uma experiência da iniciativa privada, tal qual foi como Udo Döhler (MDB), e rifou os políticos tradicionais, não só o deputado federal Darci de Matos (PSD), mas todos os que caíram um a um pelo caminho em uma campanha que beirava o absurdo de 15 candidaturas.

Adriano entra no jogo com a filosofia de um partido que não se coliga por não ter encontrado uma alma gêmea, tampouco usa o Fundo Eleitoral, e pretende levar adiante a proposta de fazer uma seleção, um processo seletivo para compor o secretariado no nada desprezível posto de comandante de uma cidade que costuma decidir ou eleger governadores.

Exagero, não, até porque Mário Hildebrandt (Podemos), de Blumenau, igualmente conquistou luz própria de forte intensidade, suplantou a imagem de que não iria longe sem Napoleão Bernardes (hoje no PSD), de quem foi vice e assumiu o cargo enquanto o companheiro de chapa pretendia dar voos mais altos.

Hildebrandt ou só Mário para aqueles que travam a língua com o sobrenome alemão, derrotou gente tarimbada, como o ex-prefeito João Paulo Kleinübing (DEM), além de outros, no primeiro turno, como a experiente e ex-deputada Ana Paula Lima (PT) ou os deputados estaduais Ricardo Alba (PSL) e Ivan Naatz (PL), que apostaram que pedir o impeachment do governador Carlos Moisés lhes garantiria algo mais e colheram enorme fracasso nas urnas.

 

 

Que lavada

O deputado Darci de Matos, que já tentou por três vezes chegar à prefeitura, não conseguiu de novo.

Desta vez, não perdeu só nas urnas - uma diferença de 28.476 votos, muito para quem virou com mais de 6 mil à frente no primeiro turno -, elevou o tom das críticas ao adversários, acusou e foi acusado de patrocinar fake news, impediu a divulgação de pesquisa na Justiça Eleitoral, rosnou. Não entendeu que o eleitor não vê com bons olhos quem bate, às vezes por bater.

 

Ficou ruim

O eleitor rejeitou a ideia da pluralidade de candidturas à caça do voto: 15 em Joinville e 12 em Blumenau, no primeiro turno.

Mas desemepnhos como o do ex-prefeito, deputado estadual e federal João Paulo Kleinübing (DEM), decepcionaram.

 

Conservadores

As opções de joinvileneses e blumenauenses foram por candidatos conservadores e de direita, não necessariamente agarrados à figura do presidente da República.

Consolidaram uma tendência que se repete desde 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro e Carlos Moisés ao governo do Estado.

 

Opções

A Gean Loureiro (DEM), que garantiu a vitória na Capital no primeiro, juntam-se Adriano e Hildebrandt, nos três maiores colégios eleitorais e que terão papel preponderante em 2022 na escolha do governador.

PSD, MDB, PL e PSDB que tiveram desempenhos com muitos altos e baixos, porém dentro do esperado, vão ter que procurar parceiros para pensar em algo mais robusto na próxima eleição.   

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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