No dia 12 de março deste ano o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) protocolou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina o Projeto de Lei 0083/2025 que pretendia dar o direito da meia-entrada aos profissionais da saúde em “eventos de natureza cultural, esportiva e de lazer”.
De acordo com a proposta, os beneficiados seriam os médicos, médicos veterinários, dentistas, assistentes sociais, biomédicos, bioquímicos, educadores físicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas; psicólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem e terapeutas.
Segundo Rodrigo Minotto, “a concessão do benefício de meia-entrada para profissionais de saúde em eventos culturais, esportivos e de lazer é uma forma de reconhecer o esforço contínuo e a dedicação desses trabalhadores”.
Em maio o projeto passou pela Comissão de Constituição e Justiça e foi aprovado por 4 votos a 3. Após um empate em 3 a 3, o presidente da Comissão, deputado estadual Pepê Collaço (PP), deu o voto decisivo para que a proposta continuasse avançando na Alesc.
Mas na manhã de quarta-feira, 10, o projeto foi para a votação na Comissão de Finanças, onde os deputados Sargento Lima (PL) e Jessé Lopes (PL) se indignaram com a proposta e pediram para que os membros da comissão votassem contrário. “Como é que nós vamos falar para as pessoas lá da rua que nós estamos dando meia entrada para médico cara, pra dentista. Eu sou dentista e não quero meia entrada, pelo amor de Deus, que vergonha”, disse Jessé Lopes.
Já Sargento Lima falou que “vou começar a apresentar meia entrada aí pra passista de escola de samba, pra quem tem o cabelo grisalho, pra deputado, vou começar a fazer isso daqui para frente agora”.
No fim, a proposta foi rejeitada com os votos contrários de Sargento Lima (PL), Jessé Lopes (PL), José Milton Scheffer (PP) e Camilo Martins (Podemos), sendo encaminhada ao arquivo.
Veja parte da sessão da Comissão de Finanças:









