Agosto 02, 2019

Audiovisual catarinense se posiciona pela manutenção da Ancine

Audiovisual catarinense se posiciona pela manutenção da Ancine

Entidades do setor audiovisual de Santa Catarina iniciam um movimento de apoio à Ancine e às políticas públicas de fomento e desenvolvimento da produção audiovisual brasileira.

O movimento, encabeçado pelo Santacine (Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina) e pelo Sintracine (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cinematográfica e do Audiovisual de Santa Catarina), com a adesão de várias outras entidades, redigiu uma Carta Aberta do Setor Audiovisual Catarinense, com base em dados econômicos, em favor da manutenção da Ancine (Agência Nacional de Cinema).

Na última semana a Ancine tem sido notícia desde que o Presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou-se a favor da extinção da Agência, que regulamenta e promove o audiovisual no país. As declarações provocaram a reação de instituições e grupos de todas as regiões brasileiras frente ao desmonte de um dos setores que mais cresce economicamente. Cartas e manifestos estão sendo divulgados alertando sobre esses fatos, bem como ao risco de censura.

Em carta aberta, as entidades destacam que "a indústria audiovisual brasileira proporciona emprego e renda para milhares de famílias no país. São mais de 13 mil empresas que geram cerca de 350 mil empregos (um número superior ao Turismo). O setor injeta R$ 25 bilhões por ano na economia. A produção audiovisual, apesar de contar com renúncia fiscal equivalente a apenas 0,1% de todo o sistema de renúncia fiscal autorizado pelo governo federal, gera muito mais empregos e um retorno de R$ 2,60 a cada R$ 1 investido, em comparação com as montadoras do setor automotivo que terão este ano um montante aproximado de 2,3% em renúncia fiscal e empregam 130.451 pessoas. O crescimento do setor já atingiu a marca de 8,8% ao ano, muito acima do crescimento de 1,1% do país em 2018, registrado e publicado pelo IBGE. Além disso, o fortalecimento da produção audiovisual nacional atrai investimentos privados de gigantes internacionais, tais como HBO, Amazon e Netflix, que anunciou investimentos da ordem de R$ 300 milhões". 

"Existe muito espaço para continuarmos crescendo, mas como em todos os países desenvolvidos do mundo o governo precisa atuar junto ao setor garantindo e estruturando econômica e politicamente sua continuidade", afirma João Roni, presidente do Santacine (Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina). 

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Redação Making Of

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