Julho 26, 2021

BR 101 e a diferença entre RBS e NSC

BR 101 e a diferença entre RBS e NSC
Reprodução

Se havia alguma dúvida se a NSC é a sucessora das melhoras práticas da RBS, que adquiriu por 700 milhões de reais em 2016, deixaram de existir na semana passada. Foi quando o grupo ND, em parceria com a Fiesc, lançou a campanha “BR 101 – Santa Catarina não pode parar”, que pretende mobilizar as autoridades e propor soluções para evitar o colapso da estrada.

BR 101 sempre um tema importante para a RBS, desde que lançou em 1994 a exitosa campanha pela duplicação do trecho Sul, entre Palhoça e Torres. Foram vários meses de intensa divulgação editorial que culminou com a entrega de 1 milhão de assinaturas pedindo a duplicação ao presidente Fenando Henrique Cardoso. E com a construção, anos depois, da segunda pista com 400 km de extensão.

Imaginar que a NSC pudesse ter esse estilo semelhante de inciativa hoje em dia é desconhecer que ela investe mais em campanhas que representem recursos comerciais, como a que no momento divulga a “força de Santa Catarina”, como se os catarinenses já não tivessem informações suficientes sobre o poderio de sua economia.

 

Iniciativa

O projeto atual do ND incorpora estudos que foram feitos pelo corpo técnico da Fiesc já entregues à Agencia Nacional de Transporte Terrestres, ANTT, e que dormem nas gavetas de Brasília. Tem tudo para motivar políticos e autoridades para evitar os gargalos da BR 101, principalmente em Joinville, Itajaí e Florianópolis.

A ação do presidente executivo do grupo ND, Marcello Petrelli, o destaca como líder empresarial da comunicação catarinense. 

 

Parecido, mas não igual

Quanto a NSC, fica claro que comprou canais e emissoras do grupo gaúcho, e manteve profissionais de vídeo que dão a ideia de continuidade. Na prática, para olhares mais atentos, o lado externo parece igual, mas o recheio está bem diferente e em alguns produtos, como o Jornal do Almoço, os sinais de problemas são evidentes, como declínio acentuado da qualidade da reportagem e os artifícios para encher o tempo de produção. Além dos quadros desgastados, como o “Quero saber”, agora investe em grande quantidade de mensagens enviadas por WhatsApp por telespectadores, que o editor reescreve burocraticamente sempre dando "bom dia"para os dois apresentadores.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.

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