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sexta-feira, 20 maio, 2022

Câmara erra no conceito eleitoral

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Câmara erra no conceito eleitoral
CLEIA VIANA/AGÊNCIA CÂMARA

A maioria da bancada federal de Santa Catarina na Câmara dos Deputados votou pelo retrocesso que permite o retorno da coligação nas eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e federal) a partir do ano que vem, embora a expectativa seja a de que os senadores barrem a proposta.

O ornitorrinco eleitoral, que havia sido banido do pleito municipal de 2020, o que fortaleceu os partidos, fez parte de um acordo entre os parlamentares, que, antes, concordaram em afastar o Distritão, formato pelo qual o mais votado entre os candidatos ao parlamento seja eleito, independentemente do desempenho da sigla a que pertence.

Do placar de 339 votos a favor, 123 contra e cinco abstenções, votaram pela salvação de siglas ameaçadas pela cláusula de desempenho ou barreira, Carlos Chiodini (MDB), Caroline de Toni (PSL), Celso Maldaner (MDB), Coronel Armando (PSL), Fabio Schiochet (PSL), Geovania de Sá (PSDB), Hélio Costa (Republicanos) e Pedro Uczai (PT).

Os contrários foram Angela Amin (PP), Carmen Zanotto (Cidadania), Daniel Freitas (PSL), Gilson Marques (Novo), Ricardo Guidi (PSD), Rodrigo Coelho (PSB) e Rogério Peninha Mendonça (MDB).

O deputado Darci de Matos (PSD) não aparece entre os que votaram no sistema oficial de plenário da Câmara.

 

“Paura”

O que a maioria dos deputados federais e outros tantos estaduais temem é o reflexo do que ocorreu nas eleições municipais de  2020 no pleito do ano que vem.

Sem as coligações, partidos tradicionais perderam espaço e um dos casos mais emblemáticos foi registrado em Florianópolis, onde nem MDB nem PP conseguiram fazer uma cadeira sequer na Câmara de Vereadores.

 

Em causa própria

Só para lembrar que, entre os deputados federais que votaram pelo fim da coligação, estão três presidentes estaduais de partidos: Celso Maldaner, do MDB; Fábio Schiochet, do PSL; e Geovania de Sá, do PSDB. 

No Senado, há um, Jorginho Mello, do PL, que, sem coligação, não teria eleito metade da bancada estadual ou pelo menos um dos agregados, que estavam em outros partidos, e se filairam depois.

 

Pelo sul

Ex-deputado Paulo Bornhausen (Podemos) visitou o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) e o presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Arleu da Silveira (PSDB), no roteiro pelo Sul do Estado, a acompanhado pelo prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, pré-candidato ao governo.

Os tucanos estão na lista de eventuais aliados do PODE e o presidente estadual Camilo Martins já afirmou que ele, Bornhausen ou Fabrício estarão na majoritária, sem determinar necessariamente a cabeça da chapa.  

 

Evolução

O deputado Jessé Lopes (PSL) visto como inflexível por muito tempo, tem dado prova de que age conforme o tema e não fecha questão com posição contrária só pela matéria ter origem no Executivo, leia-se Carlos Moisés da Silva (sem partido), considerado um antigo desafeto desde o questionável rompimento do governador com o presidente Jair Bolsonaro.

Além de elogios públicos que já fez à administração estadual por uma série de medidas e ter votado favorável à reforma da Previdência e à PEC que institui uma nova remuneração mínima a quase 70% dos professores da rede estadual de ensino, criticou duramente a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) pela interinidade à frente do Estado, em entrevista concedida à Rádio Som Maior FM, de Criciúma.

“Não fez nada”, disse Jessé sobre quem, teoricamente, faz parte de seu grupo no conservadorismo bolsonarista.

 

Mais tiroteio

Nas redes sociais, Jessé bateu forte no PL, destino de muitos integrantes do PSL, com e sem mandato, pela sigla ter orientado contra a aprovação do voto impresso na Câmara.

Não é a única desavença com a hostes do senador Jorginho Mello, já que, em plena votação da Reforma da Previdência, Jessé, mais alinhado ao deputado Kennedy Nunes, presidente estadual do PTB, lascou em cima do colega Ivan Naatz (PL) no calor dos debates.

Jorginho conta com ao conservadores para o projeto ao governo do Estado, em 2022, e já foi alertado, mais de uma vez, que esta condição não é compulsória.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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