Julho 26, 2019

Caso Mari Ferrer: Empresário é indiciado por estupro de vulnerável

Caso Mari Ferrer: Empresário é indiciado por estupro de vulnerável

A Polícia Civil indiciou o empresário que atua com marketing esportivo André de Camargo Aranha, 42 anos, por estupro de vulnerável, cuja vítima foi a blogueira Mariana Ferrer, 22 anos. As informações são do ND Mais.

 

A polícia constatou que o fato ocorreu no interior do Café de La Musique, em 15 de dezembro do ano passado, e que a vítima não tinha discernimento para a prática do ato. Um mandado prisão temporária foi decretado pela 3ª Vara Criminal, mas acabou sendo derrubado pela 1ª Camara Criminal do Tribunal de Justiça com base em habeas corpus impetrado pela defesa do investigado.

O Ministério Público tem prazo de cinco dias após o recebimento do inquérito para se manifestar sobre o caso. O órgão tem três possibilidades: oferecer denúncia, pedir novas diligências à polícia ou pedir arquivamento.  

O caso ficou bastante conhecido em maio deste ano, quando Mariana, em busca de justiça, resolveu compartilhar o trauma nas redes sociais. Em publicações feitas no Instagram, a jovem conta que foi dopada e estuprada no beach club, em Jurerê Internacional, Florianópolis.

Imagens do suspeito viralizaram dias após a divulgação do caso. Nelas, ele e Mariana aparecem subindo e descendo uma escadaria de um camarim do Café. Em 23 de maio, ele prestou depoimento na Polícia Civil de Florianópolis. Morador de São Paulo, ele viajou até a capital catarinense para se apresentar espontaneamente.

Acompanhado dos advogados Gustavo Frances e Gerson Mendonsa, Aranha foi interrogado e assumiu ter subido as escadas do camarim com Mariana. O investigado afirmou que a ajudou a subir a escada íngreme, pois Mariana usava salto alto. O empresário negou que tivesse tido qualquer contato físico com a jovem e afirmou que ambos usaram banheiros distintos.

Em um primeiro momento, Aranha topou conceder material para confronto genético com o sêmen colhido na roupa da vítima, mas mudou de ideia após conversar com os defensores. Os advogados alegaram que ele não poderia fornecer tal material sem a confirmação formal de que o IGP detinha o perfil genético do possível agressor para comparação. 

No entanto, durante o interrogatório, em Florianópolis, a delegada conseguiu colher não só as impressões digitais do investigado, mas também a saliva dele, em um copo no qual Aranha bebeu água. Segundo o laudo, o valor de coeficiência de verossimilhança foi de dois septilhões entre a amostra questionada e a amostra de confronto, o que indica se tratar da mesma pessoa.

A prova foi aceita pelo juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal, que concordou com o pedido da delegada e o parecer do Ministério Público, por meio do promotor Alexandre Piazza, em decretar a prisão temporária do empresário.

Em pedido liminar de habeas corpus, o defensor do investigado em Santa Catarina, advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, alegou que o cliente estaria sofrendo constrangimento ilegal pelo juiz da 3ª Vara Criminal por ter decretado a prisão temporária, que na avaliação dele, foi "carente de justa causa", uma vez que o cliente é 'réu primário, de bons antecedentes, com residência fixa, profissão lícita e por ter entregue espontaneamente o passaporte".

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