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domingo, 3 julho, 2022

Celulares são os melhores amigos

Reprodução/Divulgação
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Se Marilyn Monroe estivesse entre nós, e não morta há 60 anos, ela não cantaria apenas que “os diamantes são os melhores amigos de uma garota”. Hoje ela diria que os celulares ocupariam esse lugar, no caso dela, adornado em um case de pedras preciosas.

Na verdade, eles são objeto de estimação de todo mundo. Algumas pessoas o carregam à vista, na mão, como um troféu, mesmo com pasta e bolsa para guardá-lo. Tirando quem precisa estar em contato permanente ligado a vida de outras pessoas, a maior parte é a consolidação de um hábito. Para troca de mensagens triviais ou ler notícias que poderiam ficar para depois.

Não desculpa, por exemplo, o casal de meia idade com filho jovem adulto, sentados à mesa de um restaurante ontem, os três todo o tempo olhando o aparelho enquanto tomavam uma sopa de agnoline. Nem olhavam para o garçom quando vinha trazer novos pratos

Que conteúdo fundamental tinham aqueles três aparelhos? Ou o que iriam perder se não olhassem para as telas naquele momento?

O resultado dessa obsessão é o grande impacto – e aumentando – que os celulares causam na vida das pessoas em geral. Um dado bem recente diz que 70 por cento das pessoas estão com a TV ligada mas mexendo no celular. São 2,5 bilhões de aparelhos no mundo, sendo que 46 por cento dos consumidores dizem que não conseguiriam viver sem ele. Um dado negativo no Brasil, infelizmente, é que, segundo a Polícia Rodoviária Federal, um acidente a cada três dias acontece pelo manuseio do aparelho com o carro em movimento.

Não há dúvidas que a invenção do smartphone com múltiplas funções em 1992, pelo designer americano Frank Canova, da IBM, mudou o mundo da comunicação. Os jornais impressos começaram a morrer por causa da facilidade de leitura nesses aparelhos que estão sempre juntos a nós. E não vão nos largar, nem nós a eles.

Agora, vou ter que encerrar esse texto porque o WhatsApp não para de chamar. Vá lá que seja algo importante.

 

Snowden

Reprodução/Divulgação

Aquilo que a gente imaginava fica absolutamente claro na leitura do livro “Os arquivos Snowden”, do jornalista americano Luke Hardin: não existe privacidade no mundo digital. Tudo pode ser ouvido, selecionado, anotado, investigado.

A história começou a partir da derrubada das torres gêmeas de Nova York na caça de possíveis terroristas internacionais, quando as agências de segurança dos Estados Unidos e do Reino Unido passaram a monitorar centenas de milhões de conversas. Diz o livro que tudo o que está conectado pode ser ouvido, já que os cabos submarinos são acessados por elas, o que inclui também o monitoramento dos provedores e serviços como Google, Facebook e todos os outros.

Nada é secreto para as agências e o debate sobre os limites dessa ouvidoria impositora está longe de algum tipo de limitação.

 

As coisas mais chatas do momento:

– Gusttavo Lima garimpando fortunas em shows de cidades falidas;

– Jorge Jesus;

– Zé Netto;

– comentaristas abusando dos termos: último terço do campo e intensidade;

– pesquisa eleitoral fake;

– narrador berrando ao microfone;

– mensagens de WhatsaApp no rádio e na TV;

– âncoras tuitando quando estão ao vivo. A maior usuária é a excelente jornalista da CNN, Daniela Lima. É falta de consideração ao público.

 

Escala

Quem faz escala de apresentadores ou repórteres de rádio e TV tem uma grande responsabilidade. Em primeiro lugar, com a audiência, respeitando a ideia de que é preciso entregar um serviço de boa qualidade. Depois, com o próprio profissional escalado. É preciso acompanhar, corrigir rumos e qualificar.

Nos últimos meses, tem se notado que as escalas são feitas apressadamente para substituir o pessoal que desanima da emissora ou da profissão e muda de ares.

Assim, de certa maneira, acaba sendo uma imposição de pessoal menos preparado ocupando posições mais relevantes. Por isso, se observa tantos problemas no ar. Agora mesmo, na cobertura do IronMan, a repórter falando das mudanças do trânsito sugeriu que as pessoas ficassem em casa. Pode isso?

Outro erro bastante comum no momento é a reportagem explicando detalhes inúteis de um assunto ou explicando coisas que o público já está vendo e entendendo. Aí surge o indefectível “só pra vocês terem ideia…”.

Sim, é uma questão de informação, mas se é preciso pressa para tapar furos, as chefias têm obrigação de orientar constantemente seus liderados.

 

David

Arquivo pessoal

Por mais que a gente soubesse da gravidade da doença com a qual lutava há dez anos, a morte de David Coimbra foi um choque para todos. Perdeu o Jornalismo um texto extremamente criativo e perspicaz.

Convivi com ele nas Copas do Mundo. Lembro mais claramente dele na Coreia e no Japão fazendo sua coluna no laptop, no canto do quarto de um hotel de Tokyo, com um copo de cerveja ao lado. Escrevia de primeira, com tranquilidade.

Na Copa, Brasil Penta, as últimas imagens que me vem à mente são essas. Acima, em um restaurante em Yokohama, junto com Sok Won Lee e Ruy Carlos Ostermann. Abaixo, no metrô japonês pouco antes de voltar ao Brasil, na companhia de Ewaldo Willerding. David foi bom em tudo o que fez. Nada faz mais sentido do que dizer que descanse em paz.

Arquivo pessoal
Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.
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