Um personagem imortal
Como uma espécie de filho bastardo rejeitado, a criatura monstruosa mais famosa da literatura não tem nome próprio. A escritora Mary Shelley, apenas o chamou – através do cientista Victor Frankenstein de “a coisa” ou “o demônio”. Mary tinha somente 18 anos quando estava reunida com um grupo de amigos em Genebra, Suiça, que se desafiaram a criar histórias assustadoras. Adivinhem quem ganhou o desafio no longínquo verão de 1816? A brincadeira produziu um personagem icônico na literatura e fonte inesgotável de filmes no cinema.
Eis que, duzentos e nove anos depois de seu ‘ nascimento’, a criatura que chamamos pelo nome do médico que bancou Deus e gerou vida através de partes de vários cadáveres, ganha mais uma adaptação para as telas. Mas, não é uma versão qualquer, ela vem assinada pelo mexicano Guillermo Del Toro, ganhador do Oscar de melhor filme e melhor direção por “A forma da Água”(2018) e diretor de “O labirinto do fauno”(2006) e “Hellboy”(2004), entre outros sucessos.
E o que nos reserva a melhor estreia da semana em streaming pela Netflix ? Depois do mais famoso, em 1930, com Boris Karloff que popularizou a imagem da criatura como a conhecemos – no livro, Shelley o descreve com pele amarelada,longos cabelos negros e dentes pontiagudos – tivemos a versão de Robert De Niro, em 1994, com uma aparência mais próxima do livro. Além dessas, houve mais oito filmes e até uma boa série, chamada “Penny Dreadful” com o personagem, sem falar em animação e também em uma das melhores comédia da história, “O Jovem Frankenstein”(1974), de Mel Brooks.
Del Toro sempre sonhou em adaptar a obra de Mary Shelley – que ela publicou anonimamente em 1818 e intitulou de “Frankenstein” ou “Prometeu Moderno”- e conseguiu entregar um belo filme. O ator em ascensão ,Oscar Isaac, conhecido por “Cenas de um casamento” e “Duna”, interpreta Victor Frankenstein, Jacob Elordi , de “Saltburn” e “ O morro dos ventos Uivantes” é a criatura. O elenco tem também os ótimos Christoph Waltz e Charles Dance.
Para encerrar: afinal o que faz do personagem de Mary Shelley alguém tão especial ? Talvez, o fato da criatura ter sido rejeitada pelo próprio criador, o que dá margem a muitas interpretações filosóficas, onde até outro clássico, “Blade Runner” (2017), se inspiraria para criar um dos mais belos diálogos do cinema entre Rutgger Hauer e Harrison Ford. Enfim, posso estar imaginando coisas, mas uma obra precisa provocar exatamente isso: o pensar.
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Meu Ayrton – 2 episódios – HBO Max

Quando saiu a série sobre Ayrton Senna na Netflix, ressurgiu a antiga polêmica da família do campeão de F-1 rejeitar a presença de Adriane Galisteu na vida dele. Agora, a HBO lança uma minissérie da apresentadora contando como foi conhecer e ter uma romance com Ayrton. Ela fez questão de deixar claro no evento de estreia que a produção não é uma resposta aos familiares de Senna, nem nada parecido. Adriane explicou que só quis contar a própria história com o piloto brasileiro que morreu nas pistas em 1994, aos 34 anos.
A Mulher no Jardim – direção: Jaume Collet-Serra – 2025 -Prime Vídeo

Uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés aparece misteriosamente no jardim da casa de Ramona. Uma tragédia tomou conta de Ramona que, após sobreviver a um acidente de carro no qual perdeu seu marido, precisa agora cuidar sozinha de seus dois filhos, um menino de 14 anos e uma menina de seis anos. Devastada pelo luto e com uma perna praticamente imóvel e ferida devido a fatalidade, Ramona acredita que a mulher na frente de seu quintal está apenas perdida ou demente. Mas, quanto mais perto ela se aproxima da casa, mais claro fica que suas intenções são outras: pouco pacíficas e bem mais tenebrosas. Essa figura sombria passa os dias declarando mensagens enigmáticas e ameaças assustadoras e perturbando o cotidiano da família. Sem saber os motivos, só resta a Ramona lutar contra essa força espectral e proteger a si mesma e seus filhos, buscando sobreviver a qualquer custo. (Sinopse Adoro Cinema)
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20º Festival de Cinema Italiano no Brasil
Uma chance única de ver onze filmes italianos inéditos, além de doze clássicos do país que já nos deu algumas da melhores produções da história do cinema.
Entre os novos estão “L’Abbaglio”(A Ilusão), de Roberto Andó, sobre a Expedição dos Mil de Giuseppe Garibaldi, em 1860; e “Hey Joe”, de Claudio Giovannesi, com James Franco.
Na seleção de clássicos estão “Ladrão de Bicicletas” (1948), de Vittorio De Sica e “Tomara que seja mulher”, de Mario Monicelli ( 1986), entre outras maravilhas.
Os filmes estão disponíveis GRATUITAMENTE em streaming ou presencialmente. Mais informações aqui.
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Dois filmes brasileiros são o destaque na tela grande.
O filho de mil homens – direção: Daniel Rezende – 2025
Baseado na obra do português Valter Hugo Mãe, o filme acompanha Crisóstomo , pescador solitário que tem o sonho de ter um filho. Sua vida muda quando ele encontra Camilo, um menino órfão que decide acolher. Em uma tentativa de fugir de sua própria dor, Isaura cruza o caminho dos dois, e, em seguida, Antonino , um jovem incompreendido, também se conecta com eles. Juntos, os quatro aprendem o significado de família e o propósito de compartilhar a vida.
O protagonista é o ótimo Rodrigo Santoro, ao lado de Johnny Massaro e Rebeca Jamir. Veja o trailer:
O agente secreto – direção: Kleber Mendonça Filho – 2025
Este é o nosso provável representante no próximo Oscar!
Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Wagner Moura é o principal nome do elenco. Veja o trailer:
*Em Florianópolis, ambos estão em cartaz no Paradigma Cine Arte
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