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A chegada de um dos filmes do ano e o adeus a dois grandes do Cinema

Héctor Alterio e Rob Reiner (Fotos: Divulgação/Reprodução)

O cinema perdeu vários nomes importantes e ídolos queridos do público em 2025. Os mais recentes foram um dos maiores atores do cinema argentino, Héctor Alterio e o ótimo diretor norte-americano, Rob Reiner.

Alterio tinha 96 anos e morreu na Espanha, serenamente junto da família. Ele tinha cidadania espanhola desde que precisou deixar a Argentina durante a ditadura militar. O ator foi considerado “perigoso” pelo regime, principalmente por ter feito um dos filmes mais importantes da história do cinema argentino: “A História Oficial”.

A morte de Reiner, entretanto, foi trágica. Ele foi assassinado em casa, aos 78 anos, junto com sua mulher, Michelle, de 68 anos. O principal suspeito é seu filho Nick Reiner, de 32 anos, com histórico de vício em drogas e sucessivas internações.

Mas, é melhor falarmos sobre o legado desses dois criadores. Eles têm no currículo trabalhos marcantes, sempre bons de conhecer ou rever. Escolhi apenas três de cada.  Que descansem em paz!

 

Héctor Alterio

A História Oficial , dirigido por Luis Puenzo, 1985, conta a história que muitas famílias argentinas viveram na realidade: crianças que foram seqüestradas dos pais torturados e mortos pelos militares durante os anos de chumbo na Argentina. Alterio interpreta o oficial Roberto, marido de Alicia, vivida por Norma Alejandro, mãe adotiva de uma garotinha.

➡️ Disponível na Netflix

 

O filho da noiva, dirigido por Juan José Campanella, 2001, Héctor interpreta o noivo de Norma Alejandro, mãe do personagem de Ricardo Darín. Uma delícia de filme !

➡️ Disponível na HBO Max

 

 

Cavalos selvagens, com direção de Marcelo Piñeyro, de 1995, virou um clássico: Alterio é José, um homem que resolve assaltar um banco que ficou com suas economias e acaba levando um jovem refém, interpretado por Leonardo Sbaraglia. Os dois vivem uma aventura na fuga pela linda Patagônia. Reza a lenda que o próprio Alterio criou a frase sempre lembrada na história dos bons diálogos do cinema: “ la puta que vale estar vivo!” ( em tradução livre, algo como “ como é bom estar vivo, pqp”! ).

➡️ Disponível na Netflix

 

Rob Reiner

 

Conta Comigo, de 1986, um filme sensível de Reiner. Inspirado num conto de Stephen King, ele fala de amizade, descoberta e amadurecimento de quatro garotos que saem em busca do corpo de um colega desaparecido em uma zona florestal. Dois destaques: a presença de River Phoenix, o jovem e brilhante ator que morreria logo depois, e a canção “Stand by me”, de 1961, regravada eternamente até por John Lennon.

➡️ Disponível no MUBI (Prime Video)

 

 

Harry & Sally – Feitos um para o outro, de 1989, continua sendo a minha comédia romântica favorita, um gênero que não vem apresentando grandes resultados atualmente. Billy Cristal e Meg Ryan se encontram, tornam-se amigos e se apaixonam, num filme inteligente, divertido e terno. O belo final, inclusive, foi inspirado na verdadeira história entre Rob e sua mulher Michelle (também assassinada pelo filho do cineasta). Uma das cenas icônicas de “Harry & Sally” é quando Meg Ryan simula um orgasmo no restaurante onde janta com o amigo.

➡️ Disponível no Prime e YouTube                      

 

Questão de Honra , de 1992,  reúne Jack Nicholson, Tom Cruise e Demi Moore em um drama-suspense que conta a história de um soldado investigando a verdade atrás da morte de outro soldado morto por colegas da corporação. O filme foi indicado a vários Oscars e Globos de Ouro.

➡️ Disponível na HBO Max

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Destaques de filmes em streaming

Uma batalha após a outra – direção: Paul Thomas Anderson – 2025-Netflix

Esta é uma das grandes apostas para o próximo Oscar. Dirigido pelo  cultuado Paul Thomas Anderson – que tem no currículo “Boogie Nights”, “ Magnólia”, “Sangue Negro” e “Trama Fantasma”- é a estreia mais importante da cinema em streaming.

A trama: Leonardo DiCaprio interpreta Bob Ferguson, um ex-revolucionário que sai da aposentadoria para enfrentar a missão mais importante de toda a sua vida: resgatar a sua filha. Tendo vivido a juventude como integrante de um grupo de guerrilha, agora a sua fracassada vida o atinge em cheio com frustrações e tristezas quando o mais cruel de sua longa lista de inimigos retorna após passar 16 anos desaparecido e resolve sequestrar a garota. Diante de tamanha urgência, ele reúne seus antigos companheiros e embarca em um implacável desafio em que precisará correr contra o tempo para salvar quem ele mais ama.(Dados de Adoro Cinema)

 

Vivo ou Morto – Um mistério Knives Out – direção: Rian Johnson- Netflix

Terceiro filme do detetive Benoit Blanc, personagem de Daniel Craig, secundado por um elenco estelar que inclui Glenn Close,  Jeremy Renner, Mila Kunis e Josh Brolin. Desta vez, o mistério é quem assassinou o líder de uma pequena igreja onde o recém chegado padre Jud, um jovem ex-boxeador é transferido. Mais uma vez, a história é divertida e cheia de reviravoltas.

 

 

F1 – O filme – direção: Joseph Kosinski – 2024 – Apple TV

Finalmente a Apple liberou para assinantes a sua produção mais ambiciosa. Brad Pitt é Sonny Hayes, lenda do automobilismo, que acaba convencido de deixar a aposentadoria para ser o mentor de um jovem piloto, enquanto busca uma chance de redenção. O elenco tem a presença de Javier Bardem e uma participação especial do piloto Lewis Hamilton, que se engajou também na produção do longa. As cenas de corrida são muito bem feitas e o filme fez uma boa carreira no cinema.

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Sugestão de presente de Natal para um amigo cinéfilo ? Aqui tem.

O livro “No Escurinho do Cinema- Memórias de uma Cinéfila”, disponível no site da Editora Insular, é uma ótima opção de presente para quem ama a 7ª Arte. Para eu não ficar falando bem da minha própria obra, publico o retorno que recebi do meu amigo Martin Viaggio, diretor de cinema argentino [ele menciona também meu 1º livro, “As Mulheres da minha vida”, 2019, Ed.Insular, crônicas sobre mulheres extraordinárias].

Oi! Acabei de ler seus dois livros. Gostei muito! São engraçados, interessantes e emocionantes. Acho que o recurso narrativo de “amarcord”, a autoficção, funciona muito bem. A habilidade da jornalista em contar a história de forma dinâmica e fluida é um ponto forte. Parabéns! (Martin)

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*Fotos: Divulgação/Reprodução

 

THE END

 

Os colunistas são responsáveis por seu conteúdo e o texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Making of.

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