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domingo, 29 maio, 2022

CNN supera GloboNews na cobertura da guerra

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CNN supera GloboNews na cobertura da guerra

Reprodução/CNN

Quando os mísseis dos invasores russos pintavam de amarelo e vermelho o céu da Ucrânia, estavam ao vivo, desde a primeira hora, os repórteres da CNN Matthew Chance e Clarissa Ward (foto). Começaram na rua, onde Chance testemunhou o início do bombardeio, quando aviões passaram sobre a sua cabeça e depois foi para o telhado de um hotel, onde continuam a relatar o que via.

No início da invasão, a CNN nacional tinha repórter ao vivo na capital ucraniana, único brasileiro por lá, mas no segundo dia ele pagou um trem em direção à Polônia fazendo reportagens sobre os refugiados. Mathias Brotero (foto) continuou cobrindo a chegada dos refugiados, para onde também foi o repórter Rodrigo Carvalho, da Globo.

A atuação da CNN internacional foi decisiva para impulsionar a cobertura da franquia brasileira, que foi o diferencial, em especial, no primeiro dia em relação à GloboNews. A emissora da Globo ficou engessada na fórmula, demorou a se agilizar nos bastidores e só pelo terceiro dia de guerra conseguiu ser um pouco mais ativa. Em vários momentos esteve com a informação atrasada, por exemplo, no segundo dia, enquanto Daniela Lima traduzia direto do inglês as restrições de alguns bancos russos para usar o sistema Switf, o correspondente da Globo em Portugal dizia que o documento ainda não estava aprovado.

Em outro momento, quando a CNN mostrava ao vivo o representante brasileiro no conselho de segurança proferindo o voto de nosso país, a GloboNews, burocraticamente, fazia a passagem de um jornal para outro, com aquela abertura que dá a palavra para seis comentaristas se apresentarem.

 

A guerra que se vê

Outros canais como a Band e o SBT enviaram repórteres para a zona de guerra, mas a Globo ficou na periferia. Tinha repórter em um telhado de Roma, no estúdio e à beira do Tâmisa, em Londres, às margens do lago de Genebra e vários pontos em Nova York. O máximo que chegou perto do teatro de guerra foi na fronteira da Polônia para registrar os refugiados.

A Globo já fez coberturas históricas de eventos relevantes para o mundo, na paz e na guerra, como a derrubada do Muro de Berlim, mas agora acabou por sepultar o perfil presencial relevante. Os repórteres agora ou estão instalados em estúdios ou em ruas próximas a eles.

Quanto aos demais canais jornalísticos, estiveram muito longe de uma cobertura encorpada e sistemática. E na TV Aberta, ontem à noite, o Fantástico vez valer o show do seu subtítulo apresentando uma matéria esclarecedora sobre a correira do ditator Putin, suas ações e seus objetivos nesta guerra.

 

A guerra que não se vê

Além do que estamos vendo na TV, outro serviço fundamental para acompanhar as atualizações da guerra foi o endereço cnn.com. Com ações quase minuto a minuto.

Mas, mais além disso, Rússia e Ucrânia travam uma guerra que só sabemos poucos detalhes: o cybertaque. Os serviços públicos da Ucrânia foram atacados antes da invasão, por dedução em ação maliciosa russa, mas depois respondeu a altura. E conseguiu tirar do ar o site oficial do Kremlin por um tempo. Um ministro ucraniano chegou a convocar especialistas em TI e inclusive os hackers do Anonymus para darem o troco aos russos.

Na Rússia, Facebook e Twitter tiveram mensagens do governo canceladas por serem fake News. E também impediram a monetização. Ontem, em mais uma ação da guerra cibernética, a Europa tirou do ar o site russo Sputnik, que estaria sendo usado para espalhar fake News sobre a guerra.

Os ucranianos foram mais ágeis em usar a internet para se comunicar com o povo e o mundo, em especial o Twitter (foto). Várias vezes o presidente Volodymyr Zelensky postou mensagens com informações relevantes, copiando autoridades européias.

A guerra cibernética ainda ganhou um player relevante: o milionário Elon Mansk abriu um de seus satélites de comunicação exatamente sobre a Ucrânia para que eles possam se comunicar sem caírem diante dos ataques russos.

As próximas horas são decisivas para a guerra; e se nada mudar, o combate será substancial na cobertura. Ontem, no quarto dia, a GloboNews teve uma leve reação enquanto a CNN demonstrava não ter equipe para esticar o trabalho. Pelo meio da tarde, a emissora da Globo mostrava ao vivo nova reunião do conselho de segurança enquanto a CNN repetia o programa do médico Roberto Kalil.

 

Expressos

Foi mal: o veterano comentarista da Globo Jorge Pontual, criticou fortemente um professor que havia entrevistado, quando ele já tinha saída do ar. Recebeu muitas e severas críticas dos internautas. (Veja vídeo aqui)

Foi mal 2: defesa da Chapecoense contra ação do jogador Alan Ruschel dizendo que ele foi beneficiado com o acidente por não ter morrido.

Foi bem: rádios e TV da capital voltaram ao estádio sábado nos jogos entre Avaí e Figueirense. Disseram no ar que agora as equipes estão vacinadas. Vale, por isso, imaginar que irão aos estádios do interior. Se não forem será para economizar

A esclarecer: o coordenador da Rádio Magia, Danilo Mesquita, foi dispensado por telefone enquanto está em tratamento de saúde. Danilo havia substituído Duran Silveira em 2019. Os dois tinham o desafio de alavancar a audiência, o que talvez não tenha sido a contento da direção. 

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Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.
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