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quinta-feira, 26 maio, 2022

Colunistas fora de controle

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Colunistas fora de controle

Algumas pessoas se perguntam, eu me pergunto, talvez você se pergunte, por que colunistas de longa experiência na profissão de comunicar divulgam insistentemente notícias falsas. Traduzindo para o bom português, mentiras.

São esses três acima, que vou chamar de personagem 1, 2 e 3, em respeito aos seus nomes e as contribuições importantes que um dia deram ao jornalismo.

 

Personagem 1

O personagem 1, ocupa um espaço de comentário em uma rede de cabo nacional, já foi assessor de imprensa de presidente militar, na época da ditadura, mas também ocupou cargo de relevância em TV aberta nacional em Brasília – diretor e comentarista. Quase sempre, a título de contraditório, joga no ar opiniões de agrado aos bolsonaristas, o que por si só não tem nada demais, mas ao mesmo tempo coloca junto falsidades que já vem borrada de tinta vermelha “fake News”.

Há poucos dias, ele foi desmentido na hora pelo âncora de programa matinal ao ler um tuite falso da Dra. Ludhmila, que havia sido convidada para Ministra da Saúde. Essas situações são diárias, como por exemplo, falar do sucesso do tratamento com hidroxicloroquina não recomendado pela OMS por não ter comprovação científica.

 

Personagem 2

Os personagens 2 e 3 ocupam espaços na mídia catarinense depois de encerradas as carreiras na empresa com maior audiência no Estado. Talvez tenham incorporado com demasiada intensidade a linha editorial da empresa, favorável também ao Governo Federal e ao suposto tratamento preventivo.

Mesmo assim, com o ardor com que lançaram a luta pela causa, passaram a divulgar fatos não verdadeiros.

O personagem 2, recentemente, divulgou um áudio pedindo que as pessoas supusessem que o coronavírus foi projetado por uma empresa para arrasar a economia mundial, com o objetivo de comprar os ativos sobreviventes por 30 por cento do valor. “Isso faz sentido para você? Isto já está na pauta mundial para discussão, salve-se quem puder”, finalizou.

Em seguida, o apresentador do programa, em vez de neutralizar a fantasia, diz que os dados – obviamente falsos – ‘têm uma série de vestígios de realidade”.

Baixa o pano.

 

Personagem 3

O último personagem era um dos mais conceituados comentaristas políticos do Estado, professor de faculdade de jornalismo, além de funcionário público e autor de livros. Desde que trocou de empresa, por força das circunstâncias, foi capaz de se lançar na campanha de destruição da imagem de Ludhmila Hajjar, com o título “Por que a médica manipuladora não foi convidada para Ministra da Saúde”.

Este título engajado, sobre a carreata, contra o STF, pedindo intervenção militar: “grandiosas manifestações em várias capitais brasileiras”.

Tem mais, mas não é preciso para ver que os três personagens seguem a mesma linha e que todos que os veem ou leem estão submetidos a falsidades que, obviamente, não fazem parte do jornalismo isento e esclarecedor.     

Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.
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