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sexta-feira, 20 maio, 2022

Começa uma corrida para o metaverso?

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Começa uma corrida para o metaverso?
Pixabay

Muitos estão dizendo que o metaverso não é ficção científica, mas sim o futuro da internet, algo que pode se tornar uma oportunidade de negócios nos próximos anos, além de mudar radicalmente a forma com que trabalhamos, estudamos, nos divertimos e vivemos.

Em 28 de outubro, o Facebook anunciou uma grande operação de rebranding, informando que adotaria um novo nome, Meta. O objetivo é ser vista como uma empresa focada no metaverso, não mais apenas uma rede social e um conjunto de aplicativos. Segundo Mark Zuckerberg, o metaverso, apoiado na realidade virtual, vai permitir que nos teletransportemos para o trabalho, para um concerto ou para uma reunião de família em forma de holograma, uma imagem tridimensional muito semelhante a real, poupando tempo, trânsito e não prejudicando o meio ambiente – Zuckerberg previu que o metaverso alcançará um bilhão de pessoas na próxima década.

Também a Microsoft, em evento dirigido a empresas, anunciou seus planos para essa tecnologia, especialmente fornecendo ferramentas para o ambiente de trabalho. Outras empresas, como a Nvidia, a gigante americana de semicondutores e a plataforma de jogos Roblox também se movimentam, pretendendo surfar essa onda.

Os gigantes chineses, Alibaba, ByteDance e Tencent também estão se movimentando: esse último, em particular, registrou quase uma centena de marcas relacionadas ao metaverso, como fez a Nike, tradicional fornecedora de material esportivo.

O ecossistema que pode transformar nossas vidas também pode se tornar um mercado de bilhões de dólares: a Bloomberg Intelligence estima que os negócios na área podem chegar a US$ 800 bilhões, logo ali, em 2024 e que também deverão dar força às criptomoedas.

Também deverão ser gerados muitos milhares de empregos para desenvolvedores. A Meta, por exemplo, já anunciou que vai criar dez mil novos empregos na União Europeia nos próximos cinco anos e a chinesa Tencent está buscando profissionais no exterior para trabalharem em projetos na área.

Mas algumas vozes relevantes levantam preocupações. “Quem definirá as regras? O mundo se tornará mais digital do que físico. E isso não é necessariamente a melhor coisa para a sociedade”, disse o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, ao New York Times.

Grandes mudanças geram grandes oportunidades, mas também grandes riscos. Como dizemos sempre: as big techs precisam ser vigiadas e não podemos permitir que aumentem seu poder desmesuradamente.

*Por Vivaldo José Breternitz , doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, professor do Programa de Mestrado em Computação Aplicada da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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